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19/04/2026
 

Geral

Bairros de Canoas recebem dedetização contra Aedes aegypti, zika e chikungunya

Redação

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em

Vinicius Thormann

Iniciou nesta segunda-feira, 11, a aplicação do inseticida piretróide, de baixa toxicidade, em mais de 460 imóveis, após a vigilância epidemiológica e sanitária do município registrar três casos consecutivos em moradores da região. A equipe de Controle de Zoonoses da Unidade de Vigilância em Saúde, da Prefeitura de Canoas, irá dedetizar nesta semana os bairros Guajuviras e São José a fim de combater o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. A população deve atentar-se e, aproveitar o período de isolamento social, para identificar possíveis criadouros e evitar o acúmulo de água parada.

Segundo o responsável técnico pelo setor de Controle de Zoonoses e médico veterinário, Delmar Bizani, os agentes de combate às endemias realizaram, em um primeiro momento, a Pesquisa Vetorial Especial (PVE), identificando problemas nas residências que estão dentro do raio de 150 metros a partir dos casos confirmados. A segunda etapa do trabalho é composta pelo bloqueio químico vetorial, quando ocorre a borrifação de um produto inofensivo ao meio ambiente. “Após o levantamento feito pela equipe de domicílio em domicílio, pulverizamos a área para diminuir consideravelmente o número de mosquitos ainda na fase de larva”, explica.

Para a gestora da equipe de controle, Gabriela Hass, a comunidade canoense desenvolve um papel fundamental à redução dos transmissores das doenças virais no município. Pequenas ações preventivas como eliminar recipientes com líquidos, limpar quintais, caixas d’água, reservatórios, calhas, evitar que lixos sejam espalhados, usar repelentes e instalar telas nas janelas são determinantes para que não haja a proliferação do mosquito. “A preservação da saúde deve ser uma preocupação de toda sociedade e, portanto, utilizar a quarentena para revisar possíveis criadouros é excelente”, afirma.

Diferentemente dos mosquitos comuns, o Aedes aegypti costuma medir menos de 1 centímetro de diâmetro e ser de cor preta ou marrom com listas brancas no corpo e nas patas. Ele tem hábitos diurnos e é mais ativo nas primeiras horas da manhã e no final da tarde. Sua reprodução ocorre em água limpa e parada, a partir das fêmeas que colocam e espalham ovos nestes locais.

Outras ações para evitar o Aedes aegypti

– Vistoriar ralos, colocar telas ou hipoclorito de sódio a 2,0% na proporção de 10 ml de hipoclorito para cada litro de água, a cada cinco dias, na impossibilidade de colocação de tela;
– Manter piscinas tratadas o ano inteiro, pneus abrigados da chuva, calhas limpas, caixas d’água com tampa e o ladrão com tela;
– Não acumular entulhos;
– Revisar a bandeja de degelo da geladeira a cada cinco dias;
– Colocar areia até a borda nos pratos de vasos de plantas.

Sintomas da dengue, zika e chikungunya

Os principais sintomas da dengue comum são: febre, acima dos 38ºC por mais de cinco dias; dores intensas atrás dos olhos e na cabeça; cansaço; dores fortes nos músculos; falta de apetite; e manchas vermelhas na pele. A dengue hemorrágica, versão mais perigosa, por sua vez, pode provocar sangramentos na boca, gengivas e nariz, dificuldade de respiração, fortes dores abdominais, confusão mental, boca seca e sede constante.

Os sintomas mais característicos de quem contrai o zika vírus são dores de cabeça moderada, coceira intensa pelo corpo, surgimento de manchas vermelhas na pele, dor nos ossos e nos músculos, dor de cabeça, conjuntivite e crescimento exagerado dos gânglios. A doença também pode ser passada geneticamente, de mãe para filho (microcefalia), por transplante de órgãos e medula óssea, transfusão sanguínea ou sexualmente.

Também com febre, dores de cabeça, musculares e nas articulações (principalmente nas mãos e pés), a chikungunya provoca náusea e inchaços também nas articulações.

O indivíduo que apresentar algum dos quadros citados acima deve procurar imediatamente a Unidade Básica de Saúde (UBS) ou de Pronto Atendimento (UPA) mais próxima.

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Policial

Justiça torna réu cardiologista investigado por abuso sexual contra pacientes em Taquara

Redação

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Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réu, na quinta-feira, 17, o cardiologista Daniel Pereira Kollet, investigado por suspeita de crimes sexuais contra pacientes em Taquara.

A decisão é do juiz Rafael Silveira Peixoto, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Taquara, e tem como base a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul. Com isso, o médico passa a responder formalmente ao processo.

Segundo o MP, Kollet é acusado de estupro de vulnerável. A Promotoria sustenta que as vítimas estavam em situação de vulnerabilidade circunstancial, devido à relação de confiança estabelecida entre médico e paciente durante os atendimentos.

De acordo com a denúncia, assinada pela promotora Silvia Inês Miron Jappe, os supostos abusos ocorreram durante consultas em consultório particular, quando as pacientes precisavam permanecer parcialmente despidas para a realização de exames cardiológicos. O Ministério Público afirma que o médico teria se aproveitado da condição profissional e da fragilidade das vítimas no contexto do atendimento.

O órgão também pediu à Justiça a condenação do réu ao pagamento de indenização às pacientes.

Na esfera policial, Daniel Pereira Kollet foi indiciado por violência sexual mediante fraude. Conforme o delegado Valeriano Garcia Neto, três inquéritos já foram concluídos e encaminhados ao Judiciário.

O número de possíveis vítimas que registraram ocorrência chega a 44, conforme atualização de quinta-feira , 17. Outras 20 mulheres também procuraram a polícia e avaliam formalizar denúncia.

A defesa do médico, representada pelo advogado Ademir Campana, não se manifestou ainda.

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Policial

Corpo de corretora morta em Florianópolis é liberado após um mês e será sepultado neste sábado em Canoas

Redação

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Foto: Redes Sociais

O corpo da corretora de imóveis gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas foi liberado para sepultamento mais de um mês após o crime que chocou o país. O velório está marcado para este sábado, 18, em Canoas.

A liberação ocorreu após a conclusão de exames realizados pela Polícia Científica de Santa Catarina, que confirmou por meio de DNA a identidade da vítima. O corpo havia sido encontrado em um córrego no município de Major Gercino, no dia 11 de março.

Segundo familiares, a espera foi marcada por angústia até a confirmação oficial. Nas redes sociais, parentes manifestaram alívio com a possibilidade de realizar o sepultamento e reforçaram o pedido por justiça.

De acordo com a Polícia Científica, o tempo até a liberação foi necessário para a análise genética, procedimento que busca garantir a identificação correta e preservar a dignidade da vítima e de seus familiares.

Natural de Alegrete, Luciani foi criada em Canoas. Ela deixa a mãe e irmãos. O pai morreu há cerca de 20 anos, também vítima de latrocínio.

Investigação

Três pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no crime, sendo um homem de 27 anos e duas mulheres, de 47 e 30 anos. Eles moravam no mesmo conjunto residencial que a vítima, em Florianópolis. Os nomes não foram divulgados.

Conforme o delegado Anselmo Cruz, responsável pelo caso, o corpo foi inicialmente avistado por moradores no dia 9 de março e retirado dois dias depois pelas autoridades.

A principal linha de investigação aponta que o crime tenha sido motivado por interesse financeiro. A polícia identificou compras realizadas em nome da vítima após o desaparecimento, incluindo eletrônicos e artigos esportivos.

A dinâmica e a causa da morte ainda não foram totalmente esclarecidas pelas autoridades.

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Policial

Ex-vereador de Porto Alegre Gilvani Dall Oglio é preso em operação que investiga fraude em licitações

Redação

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Foto: Polícia Civil

O empresário e ex-vereador de Porto Alegre, Gilvani Dall Oglio, conhecido como Gringo, foi preso preventivamente pela Polícia Civil na manhã desta sexta-feira, 17, durante a Operação Effluxus. O mandado foi cumprido na residência dele, na zona norte da Capital.

A ação investiga um suposto esquema de fraude em licitações públicas e ocultação de controle empresarial em contratos ligados a serviços de desobstrução de redes pluviais e esgoto, hidrojateamento, transporte e descarte de resíduos.

Prisões, buscas e bloqueios

Além da prisão, a operação cumpriu nove mandados de busca e apreensão, incluindo endereços de familiares do investigado, como três filhas e um irmão. Dois outros filhos também são alvo de apuração. A Justiça determinou ainda o bloqueio de cerca de R$ 2,5 milhões em ativos financeiros, além da indisponibilidade de imóveis e veículos, e a suspensão do direito de contratar com o poder público dos investigados.

Durante a operação, um dos filhos do ex-vereador foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo. Ele estava em uma das sedes empresariais alvo das buscas e poderá ser liberado mediante fiança.

Segundo a Polícia Civil, o grupo é investigado por fraude à licitação, associação criminosa, corrupção ativa de testemunha, falsidade ideológica e falsidade material.

Como funcionava o esquema

De acordo com as apurações, o esquema teria sido estruturado a partir das empresas Limpservice Prestação de Serviços e Safety Ambiental, que atuariam como parte de um mesmo grupo econômico. A investigação aponta que ambas participavam de licitações de forma combinada, simulando concorrência.

A Limpservice teria vencido todas as cinco contratações identificadas, enquanto a Safety aparecia como concorrente derrotada, com propostas mais altas. Nenhuma das empresas está formalmente em nome de Gringo, mas a Polícia Civil afirma haver indícios de que ele seria o controlador, utilizando intermediários.

A Limpservice está registrada em nome de um dos filhos do investigado, enquanto a Safety já esteve vinculada a um irmão dele e a outro homem apontado como empregado. Uma terceira empresa, a MJM Serviços de Limpeza, registrada em nome do ex-vereador, também é citada na investigação.

Licitações sob suspeita

As licitações sob suspeita envolvem contratos com a Polícia Penal e prefeituras de Capão da Canoa, Gramado, Gravataí e Osório, entre 2024 e 2025, somando cerca de R$ 2,5 milhões.

A Polícia Civil aponta ainda indícios de confusão patrimonial e operacional entre as empresas, como uso compartilhado de e-mails, reconhecimento de dívidas e ações trabalhistas envolvendo os mesmos funcionários. Também foi identificado o uso de estrutura tecnológica ligada ao investigado para participação em disputas eletrônicas de licitações.

Tentativa de obstrução e dumping social

Em depoimento, uma ex-funcionária relatou ter sido pressionada a receber R$ 2 mil para não prosseguir com denúncias relacionadas ao caso.

O inquérito também apura a prática de “dumping social”, com possível redução de custos por meio de descumprimento de direitos trabalhistas.

Segundo o delegado responsável pelo caso, a investigação identificou um esquema estruturado que afetava diretamente a concorrência e trabalhadores envolvidos nos contratos.

Contratos com o Dmae

A Polícia Civil também aponta que o ex-vereador manteve contratos com o Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) durante o período em que exercia mandato, por meio de empresas sob suspeita de controle indireto. Um desses contratos, de R$ 3,6 milhões, envolvia transporte e distribuição de água potável. Há ainda registros de pagamentos ao investigado por serviços prestados via outra empresa citada na apuração.

Investigação e cassação do mandato

A operação foi autorizada pela 2ª Vara Regional de Garantias de Porto Alegre e, segundo a Polícia Civil, a investigação se estendeu por mais de 10 meses.

O ex-vereador teve o mandato cassado pela Câmara Municipal em dezembro de 2025, após entendimento de que ele seria o real controlador das empresas envolvidas, com uso de intermediários.

A defesa do investigado ainda não se manifestou.

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