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19/04/2026
 

Geral

Secac Canoas lança campanha de confecção e doação de máscaras e roupas hospitalares

Redação

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em

O Senac Canoas lançou uma campanha de confecção e de doação de máscaras e roupas hospitalares para os profissionais de saúde os municípios de Canoas e São Leopoldo. A produção das peças está acontecendo nos laboratórios de costura e modelagem do Senac Canoas com o coordenador dos cursos de Moda, Ramón Rodolfo e a docente Jéssica Acosta. O projeto é em parceria com o Sindilojas Canoas, o Programa Maturidade Ativa do Sesc Canoas e o Lions Clube Canoas.

Já foram produzidas um total de 5.633 peças, das quais 1.174 são máscaras em tecido TNT doadas pelo Senac Canoas e produzidas com a ajuda de voluntárias, 310 são máscaras em tecido de algodão produzidas por voluntárias do Programa Maturidade Ativa do Sesc Canoas, 123 são peças de roupas hospitalares e 4.026 são peças em TNT cortadas por profissionais do Senac Canoas e doadas pelo Lions Clube Canoas.

Parceiros

“Estamos contando com a participação de alunos, colaboradores voluntários e 15 idosos do Programa Maturidade Ativa do Sesc, que estão em suas residências, seguindo rigorosamente todas as recomendações do Decreto do Governo do Estado. A nossa rede de solidariedade está engajada para ajudar no combate da pandemia e estamos recebendo diversas doações de tecidos e TNT”, explica a diretora do Senac Canoas, Lianamar da Silveira Rosa.

Sindilojas Canoas

“O Sindilojas Canoas se uniu nessa corrente importante para preservar a saúde da população através da doação de elásticos e tecidos TNT cirúrgico. As máscaras, além de salvarem vidas, também se tornaram uma obrigatoriedade no transporte coletivo e individual no município, como ônibus, táxis e demais aplicativos de transporte. É importante que todos os cidadãos tenham essa consciência ao saírem para a rua. Nossa entidade é parceira em ações que estimulem o processo de retomada da cidade como um todo”, relata o presidente do Sindilojas Canoas, Denério Neumann.

Lions LD3

“Nossa Fundação do Lions LD3 fez o projeto para fornecimento de máscaras de proteção com TNT hospitalar para entidades da área da saúde na Região Metropolitana e alguns municípios do interior. A costura e distribuição será efetivada através dos Clubes de Lions. Estimamos um total de 6.000 máscaras para o projeto e 24 entidades que serão favorecidas. Ficamos muito gratificados com essa parceria com o Senac, através da diretora Lianamar e do professor Ramon, para nos ajudar no corte do tecido das máscaras. Assim, encaminharemos aos Clubes os kits com tecido cortado, elástico e linha para a costura e distribuição. Muita gratidão nessa campanha! A união, integração e solidariedade de nossas entidades são fundamentais para ajudar os profissionais de saúde que mais precisam nesse momento da pandemia”, comenta Luis Tadeu Belloni, presidente do Lions Canoas Centro e diretor da Fundação Lions LD3.

Sesc Canoas

“Eu ficaria feliz em ajudar na proteção de qualquer setor da sociedade, mas quando soube que eram para os profissionais da saúde de Canoas, fiquei ainda mais emocionada. Mesmo com todo esse distanciamento social, aprendemos que sempre dá para ajudar, quando há iniciativa e união. Fiquei muito contente em poder ajudar um pouquinho na proteção dos profissionais da saúde, que estão mais expostos, na linha de frente, ajudando nossa comunidade. Muito obrigado a todos os envolvidos na causa”, comenta Marli Calbo Ramos, responsável pelo Maturidade Ativa do Sesc Canoas.

“O real significado das roupas é proteção, que com o passar os anos transformaram-se em status e aparência, beirando a futilidade para algumas pessoas. Mas hoje, eu vejo que a moda retoma esse real significado de proteção através das máscaras e das roupas utilizadas pelos combatentes do vírus. Uma vez escutei que a moda em si não salva vidas como os médicos, por exemplo. Mas ela protege e veste estes profissionais. E assim, com esse pensamento claro para mim, é que faço parte da equipe de alunos e funcionários do Senac Canoas que, juntos, produzem máscaras em tecido e TNT hospitalar, além de roupas de trabalho para médicos e enfermeiros. É um extremo orgulho poder fazer da minha profissão algo tão grandioso e importante para este momento tão delicado, ao qual jamais imaginaríamos vivenciar”, conta Ramón Rodolfo, docente e coordenador da área de Moda do Senac Canoas.

“Foi muito bom saber que de alguma forma vou estar ajudando as pessoas nesse momento tão delicado em que estamos vivendo. Além de fazer a minha parte ficando em casa, estou costurando máscaras para tornar a vida em sociedade mais segura de alguma forma. Foi uma experiência enriquecedora”, relata aluna de Moda do Senac Canoas, Laila Diniz de Fraga.

Doação

O objetivo da ação é doar as peças produzidas para a Secretaria de Saúde dos municípios de Canoas e São Leopoldo. Para mais informações sobre o Projeto, e para doações, entre em contato pelo e-mail senaccanoas@senacrs.com.br, ou pelo WhatsApp (51) 9 9959-9317.

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Policial

Justiça torna réu cardiologista investigado por abuso sexual contra pacientes em Taquara

Redação

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Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réu, na quinta-feira, 17, o cardiologista Daniel Pereira Kollet, investigado por suspeita de crimes sexuais contra pacientes em Taquara.

A decisão é do juiz Rafael Silveira Peixoto, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Taquara, e tem como base a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul. Com isso, o médico passa a responder formalmente ao processo.

Segundo o MP, Kollet é acusado de estupro de vulnerável. A Promotoria sustenta que as vítimas estavam em situação de vulnerabilidade circunstancial, devido à relação de confiança estabelecida entre médico e paciente durante os atendimentos.

De acordo com a denúncia, assinada pela promotora Silvia Inês Miron Jappe, os supostos abusos ocorreram durante consultas em consultório particular, quando as pacientes precisavam permanecer parcialmente despidas para a realização de exames cardiológicos. O Ministério Público afirma que o médico teria se aproveitado da condição profissional e da fragilidade das vítimas no contexto do atendimento.

O órgão também pediu à Justiça a condenação do réu ao pagamento de indenização às pacientes.

Na esfera policial, Daniel Pereira Kollet foi indiciado por violência sexual mediante fraude. Conforme o delegado Valeriano Garcia Neto, três inquéritos já foram concluídos e encaminhados ao Judiciário.

O número de possíveis vítimas que registraram ocorrência chega a 44, conforme atualização de quinta-feira , 17. Outras 20 mulheres também procuraram a polícia e avaliam formalizar denúncia.

A defesa do médico, representada pelo advogado Ademir Campana, não se manifestou ainda.

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Policial

Corpo de corretora morta em Florianópolis é liberado após um mês e será sepultado neste sábado em Canoas

Redação

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Foto: Redes Sociais

O corpo da corretora de imóveis gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas foi liberado para sepultamento mais de um mês após o crime que chocou o país. O velório está marcado para este sábado, 18, em Canoas.

A liberação ocorreu após a conclusão de exames realizados pela Polícia Científica de Santa Catarina, que confirmou por meio de DNA a identidade da vítima. O corpo havia sido encontrado em um córrego no município de Major Gercino, no dia 11 de março.

Segundo familiares, a espera foi marcada por angústia até a confirmação oficial. Nas redes sociais, parentes manifestaram alívio com a possibilidade de realizar o sepultamento e reforçaram o pedido por justiça.

De acordo com a Polícia Científica, o tempo até a liberação foi necessário para a análise genética, procedimento que busca garantir a identificação correta e preservar a dignidade da vítima e de seus familiares.

Natural de Alegrete, Luciani foi criada em Canoas. Ela deixa a mãe e irmãos. O pai morreu há cerca de 20 anos, também vítima de latrocínio.

Investigação

Três pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no crime, sendo um homem de 27 anos e duas mulheres, de 47 e 30 anos. Eles moravam no mesmo conjunto residencial que a vítima, em Florianópolis. Os nomes não foram divulgados.

Conforme o delegado Anselmo Cruz, responsável pelo caso, o corpo foi inicialmente avistado por moradores no dia 9 de março e retirado dois dias depois pelas autoridades.

A principal linha de investigação aponta que o crime tenha sido motivado por interesse financeiro. A polícia identificou compras realizadas em nome da vítima após o desaparecimento, incluindo eletrônicos e artigos esportivos.

A dinâmica e a causa da morte ainda não foram totalmente esclarecidas pelas autoridades.

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Policial

Ex-vereador de Porto Alegre Gilvani Dall Oglio é preso em operação que investiga fraude em licitações

Redação

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Foto: Polícia Civil

O empresário e ex-vereador de Porto Alegre, Gilvani Dall Oglio, conhecido como Gringo, foi preso preventivamente pela Polícia Civil na manhã desta sexta-feira, 17, durante a Operação Effluxus. O mandado foi cumprido na residência dele, na zona norte da Capital.

A ação investiga um suposto esquema de fraude em licitações públicas e ocultação de controle empresarial em contratos ligados a serviços de desobstrução de redes pluviais e esgoto, hidrojateamento, transporte e descarte de resíduos.

Prisões, buscas e bloqueios

Além da prisão, a operação cumpriu nove mandados de busca e apreensão, incluindo endereços de familiares do investigado, como três filhas e um irmão. Dois outros filhos também são alvo de apuração. A Justiça determinou ainda o bloqueio de cerca de R$ 2,5 milhões em ativos financeiros, além da indisponibilidade de imóveis e veículos, e a suspensão do direito de contratar com o poder público dos investigados.

Durante a operação, um dos filhos do ex-vereador foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo. Ele estava em uma das sedes empresariais alvo das buscas e poderá ser liberado mediante fiança.

Segundo a Polícia Civil, o grupo é investigado por fraude à licitação, associação criminosa, corrupção ativa de testemunha, falsidade ideológica e falsidade material.

Como funcionava o esquema

De acordo com as apurações, o esquema teria sido estruturado a partir das empresas Limpservice Prestação de Serviços e Safety Ambiental, que atuariam como parte de um mesmo grupo econômico. A investigação aponta que ambas participavam de licitações de forma combinada, simulando concorrência.

A Limpservice teria vencido todas as cinco contratações identificadas, enquanto a Safety aparecia como concorrente derrotada, com propostas mais altas. Nenhuma das empresas está formalmente em nome de Gringo, mas a Polícia Civil afirma haver indícios de que ele seria o controlador, utilizando intermediários.

A Limpservice está registrada em nome de um dos filhos do investigado, enquanto a Safety já esteve vinculada a um irmão dele e a outro homem apontado como empregado. Uma terceira empresa, a MJM Serviços de Limpeza, registrada em nome do ex-vereador, também é citada na investigação.

Licitações sob suspeita

As licitações sob suspeita envolvem contratos com a Polícia Penal e prefeituras de Capão da Canoa, Gramado, Gravataí e Osório, entre 2024 e 2025, somando cerca de R$ 2,5 milhões.

A Polícia Civil aponta ainda indícios de confusão patrimonial e operacional entre as empresas, como uso compartilhado de e-mails, reconhecimento de dívidas e ações trabalhistas envolvendo os mesmos funcionários. Também foi identificado o uso de estrutura tecnológica ligada ao investigado para participação em disputas eletrônicas de licitações.

Tentativa de obstrução e dumping social

Em depoimento, uma ex-funcionária relatou ter sido pressionada a receber R$ 2 mil para não prosseguir com denúncias relacionadas ao caso.

O inquérito também apura a prática de “dumping social”, com possível redução de custos por meio de descumprimento de direitos trabalhistas.

Segundo o delegado responsável pelo caso, a investigação identificou um esquema estruturado que afetava diretamente a concorrência e trabalhadores envolvidos nos contratos.

Contratos com o Dmae

A Polícia Civil também aponta que o ex-vereador manteve contratos com o Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) durante o período em que exercia mandato, por meio de empresas sob suspeita de controle indireto. Um desses contratos, de R$ 3,6 milhões, envolvia transporte e distribuição de água potável. Há ainda registros de pagamentos ao investigado por serviços prestados via outra empresa citada na apuração.

Investigação e cassação do mandato

A operação foi autorizada pela 2ª Vara Regional de Garantias de Porto Alegre e, segundo a Polícia Civil, a investigação se estendeu por mais de 10 meses.

O ex-vereador teve o mandato cassado pela Câmara Municipal em dezembro de 2025, após entendimento de que ele seria o real controlador das empresas envolvidas, com uso de intermediários.

A defesa do investigado ainda não se manifestou.

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