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22/03/2026
 

Geral

CARNAVAL 2020: Última noite de desfiles no Rio

Redação

Publicado

em

Textos e fotos: Daniela Uequed e Douglas Angeli

Seis escolas de samba fecharam os desfiles do grupo especial do carnaval do Rio de Janeiro na noite de segunda, 24. O grande destaque foi a Mocidade Independente de Padre Miguel com a homenagem à cantora Elza Soares. A grande campeã será conhecida na apuração desta quarta.

São Clemente – Com irreverência, a São Clemente abriu o desfile da segunda com o enredo “O conto do vigário”. O comediante Marcelo Adnet, um dos autores do samba, esteve presente em uma das alegorias representando o presidente Jair Bolsonaro. A escola contou a história do “jeitinho brasileiro” e das “vigarices” e golpes costumeiros, fazendo uma crítica à corrupção. O carnavalesco Jorge Silveira demonstrou seu talento ao trazer belas esculturas e alegorias que deram leveza e criatividade ao desfile.


Vila Isabel
– A Unidos de Vila Isabel fez uma homenagem aos 60 anos de Brasília. Terceira colocada em 2019, a escola de Martinho da Vila novamente apresentou um abre-alas imponente. A partir de um conto indígena, a Vila destacou as cinco regiões do país para encerrar seu desfile reverenciando a beleza arquitetônica da capital – inaugurada em 1960. Apesar de ostentar belas alegorias, dificuldades de concepção e execução do enredo e o samba devem impedir que a escola conquiste seu quarto título.


Salgueiro
– “O rei negro do picadeiro” foi o enredo dos Acadêmicos do Salgueiro para esse carnaval, prestando reverência ao artista Benjamin de Oliveira (1870-1954), ator, cantor, compositor e considerado o primeiro palhaço negro do Brasil. O carnavalesco Alex de Souza optou por fazer uma exaltação ao mundo do circo e destacar o aspecto de superação na vida de Benjamin. Alegorias e fantasias se destacaram pelo bom-gosto e bom acabamento. Evolução, samba e execução do enredo devem, no entanto, afastar o Salgueiro das primeiras colocações.


Tijuca
– Muito aguardada desde o retorno do carnavalesco Paulo Barros à agremiação, a Unidos da Tijuca desfilou com o enredo “Onde moram os sonhos”, sobre a arquitetura. Destaque para a comissão de frente, em que os integrantes formavam um chafariz, e para o carro abre-alas – de onde surgia uma imagem móvel do Cristo Redentor. Em seguida, o desfile destacou as jóias da arquitetura de diversas civilizações e fez uma reflexão sobre o meio-ambiente e sustentabilidade. Alegorias e fantasias, entretanto, deixaram a desejar a partir do terceiro setor, o que deve frustrar a expectativa de sua torcida quanto a um título para o pavão tijucano.


Mocidade
– Com muita emoção, a Mocidade Independente de Padre Miguel ingressou na avenida para homenagear a cantora Elza Soares – nascida no bairro da escola e um de seus ícones. A comissão de frente representava a vida de Elza, desde a jovem que subia o morro com uma lata d’água na cabeça até a artista consagrada. Com um belo samba e uma abertura exuberante, a escola destacou as dificuldades na vida de Elza e a resistência que a artista simboliza. Orgulhosa, uma baiana salientava na concentração: “Eu estava aqui quando ela puxou o samba da escola” (na década de 1970). A cantora, plenamente identificada com a escola, encerrou o desfile presente no último carro. Samba, evolução, harmonia e competência em outros quesitos colocam a Mocidade como favorita ao título.


Beija-Flor
– Recuperando a exuberância que marcou seus 14 campeonatos no carnaval carioca, a Beija-Flor de Nilópolis encerrou a segunda noite de desfiles com o enredo “Se essa rua fosse minha”. Falando das ruas e dos caminhos abertos pelas civilizações, a escola da Baixada Fluminense apresentou um dos melhores conjuntos alegóricos desse carnaval, além do belo samba interpretado por Neguinho da Beija-Flor e da performance do casal de mestre-sala e porta-bandeira Claudinho e Selminha Sorriso. A escola de Nilópolis deve ficar nas primeiras posições, mas evolução e harmonia podem deixá-la sem o título.

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Procon RS discute alta dos combustíveis e anuncia reforço na fiscalização no Estado

Redação

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O Departamento de Defesa do Consumidor do Procon RS se reuniu na última quinta-feira, 19, com representantes do Sindicato Intermunicipal do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes do Rio Grande do Sul para discutir o aumento nos preços dos combustíveis no Estado. O encontro aconteceu na sede do Procon, em Porto Alegre, e buscou esclarecer como o setor tem atuado diante da alta registrada em todo o país.

Durante a reunião, a subsecretária de Justiça e Integridade Institucional, Cristiane Viana, ressaltou a preocupação com os impactos diretos no bolso do consumidor.

“Estamos diante de um contexto em que diversos fatores contribuem para o aumento dos preços dos combustíveis. No entanto, é fundamental garantir que esses reajustes ocorram dentro da legalidade e sem práticas abusivas”, afirmou.

De acordo com o Procon RS, a elevação dos preços está ligada a uma série de fatores, tanto externos quanto internos. Entre eles estão a alta do petróleo no mercado internacional, influenciada por conflitos e instabilidades globais, a valorização do dólar, que encarece a importação de combustíveis, especialmente o diesel, e o aumento da demanda no período de colheita agrícola no Estado. Também pesam questões logísticas, possíveis limitações na oferta e o chamado “efeito psicológico”, quando o medo de desabastecimento acaba pressionando ainda mais os preços.

O diretor do Procon RS, Cleiton Silvestre Munhoz de Freitas, afirmou que o órgão deve intensificar a fiscalização nos próximos dias.

“Estamos trabalhando de forma articulada para identificar e coibir irregularidades. Reforçamos que o Procon RS está ao lado do consumidor e seguirá atuando para garantir transparência e equilíbrio nas relações de consumo”, destacou.

O diretor também orientou que consumidores que se sentirem prejudicados registrem denúncias nos Procons municipais ou diretamente no Procon estadual, em cidades onde não há unidade local.

Além das autoridades citadas, também participaram do encontro o diretor-adjunto do Procon RS, Sérgio Renato Teixeira, o presidente do sindicato, Fabricio Braz, o ex-presidente João Carlos Dal’Aqua e o assessor jurídico Antônio Augusto Queruz.

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“Água para quem?”; programa debate saneamento, urbanização e preservação em Canoas

Redação

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O Canoas Podcast trouxe ao centro do debate a relação da sociedade com os recursos hídricos no episódio intitulado “Água para quem? Reflexões sobre saneamento, urbanização e vida”. A discussão reuniu a ambientalista Inês, do Projeto Rio Guri, e o engenheiro Eduardo Carvalho, vice-presidente da ABES-RS.

Durante a entrevista, os convidados abordaram os desafios da universalização do saneamento básico, especialmente diante dos impactos climáticos que marcaram a cidade de Canoas em 2024. A conversa destacou como a urbanização acelerada e a impermeabilização do solo, causada pelo avanço do asfalto, alteram o ciclo natural da água, contribuindo para o aumento de alagamentos e a degradação de cursos hídricos.

Um dos exemplos citados foi o Arroio Araçá, apontado como um recurso natural essencial que, ao longo do tempo, passou a ser negligenciado pela população. Segundo os especialistas, essa desconexão evidencia a necessidade urgente de reconectar as pessoas com o meio ambiente em que vivem.

A educação ambiental foi outro ponto central do debate. Os participantes ressaltaram que atitudes cotidianas, como a separação correta de resíduos e a preservação de nascentes, são fundamentais para a conservação dos recursos hídricos. Além disso, destacaram que a conscientização individual é o primeiro passo para fortalecer a cobrança por políticas públicas mais eficazes e inclusivas.

O episódio também marcou a divulgação da Semana Interamericana da Água, reforçando a importância de ampliar o debate sobre o uso e a preservação da água. A iniciativa busca destacar que esse recurso não deve ser visto apenas como fonte de consumo humano, mas como um bem comum essencial para a manutenção da vida em todos os seus aspectos, incluindo a fauna e a flora.

Ao longo da conversa, ficou evidente que enfrentar os desafios do saneamento e da preservação ambiental exige tanto ações coletivas quanto mudanças individuais. O episódio se apresenta, assim, como um convite à reflexão e à participação ativa da sociedade na construção de um futuro mais sustentável.

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Canoas promove 7º Fórum Nacional de Proteção de Dados e reúne especialistas e gestores de todo o país

Redação

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Canoas é sede nesta sexta-feira, 20, do 7º Fórum Nacional de Proteção de Dados dos Municípios, iniciativa que reúne representantes de diversas regiões do Brasil para debater a aplicação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) na administração pública.  

O encontro ocorre no Canoas Parque Hotel, no Salão Dourado, com organização da Secretaria de Transparência, Controladoria e Governo Digital, reunindo gestores públicos, especialistas e autoridades de cidades como Recife, Brasília e Manaus. Ao longo da programação, o fórum se consolida como um dos principais espaços de diálogo e troca de experiências sobre proteção de dados no setor público municipal. 

O secretário municipal de Transparência, Controladoria e Governo Digital, Gustavo Ferenci, destacou:  

“A proteção de dados pessoais envolve informações como CPF, nome, endereço e telefone, que fazem parte da vida de todos. O fórum permite discutir como essas informações são utilizadas e como os municípios podem garantir mais segurança no tratamento desses dados”, afirmou.  

Entre os participantes, o encarregado de dados do Governo do Distrito Federal, Alberto Peres Neto, ressaltou:  

“Estamos compartilhando a experiência do Distrito Federal na implementação da LGPD, apresentando modelos que podem contribuir com os municípios na construção de soluções adequadas às suas estruturas”, explicou. 

Durante a programação da tarde da quinta-feira, 19, o advogado, professor e conselheiro do Conselho Nacional de Proteção de Dados e da Privacidade (CNPD), Rodrigo Pironti, abordou o tema da soberania de dados:  

“A soberania de dados é algo bastante importante, porque ela foca na necessidade dos órgãos públicos de ter um controle efetivo sobre os seus dados. Os dados pessoais, enfim, dos cidadãos e todos os dados manipulados pela estrutura de governo”, destacou. 

Pironti também alertou para os riscos relacionados ao compartilhamento e armazenamento dessas informações:  

“Qual o grande problema de não se ter um controle? O compartilhamento desses dados é feito com muitas estruturas. E, normalmente, essas estruturas têm um armazenamento inclusive fora do país. Portanto, a transferência internacional de dados é uma preocupação bastante presente”, explicou. 

O evento conta com a participação de representantes de 35 municípios de 13 estados brasileiros. Desde sua criação, em 2021, o fórum vem fortalecendo a construção coletiva de conhecimento, com grupos de trabalho, produção técnica e articulações institucionais junto a entidades nacionais.  

Entre os temas debatidos estão a educação para proteção de dados, a conscientização da alta gestão, a implementação prática da LGPD e os principais desafios enfrentados pelos municípios, demonstrando que, apesar das diferentes realidades, as demandas são semelhantes em todo o país. 

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