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21/01/2026
 

Saúde

Primeiro HUB da Saúde do RS é entregue em Canoas

Redação

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Foto: Christiano Cardoso

Autoridades, médicos e lideranças participaram do 1º Summit HUB da Saúde, realizado na tarde desta segunda-feira, 21, no Maxplaza Canoas. O evento científico-tecnológico marcou a entrega do primeiro HUB da Saúde – parceria da Melnick Even com o Hospital Moinhos de Vento. Inédito no Rio Grande do Sul, o projeto tem previsão de início total das operações em março de 2020. A expectativa é de que mais de duas mil pessoas circulem por dia no local, que contará com 135 consultórios.

A ideia para o projeto nasceu de estudos que mostravam um problema de distribuição da saúde no Brasil. Segundo o presidente da Melnick Even, Leandro Melnick, o modelo adotado no exterior é diferente: “Lá fora, a alta complexidade está concentrada nos hospitais, com a estrutura necessária para fazer isso, enquanto a baixa complexidade está nos consultórios, com os diagnósticos próximos da população”, ressaltou.

Na avaliação da vice-prefeita de Canoas, Gisele Uequed, a iniciativa é relevante tanto para a saúde como para a economia da cidade. “São dezenas de novas opções de serviços e de comércio disponíveis aos canoenses. O município se desenvolve com a chegada dessa novidade”, ressaltou Gisele, acompanhada do secretário de Saúde da cidade, Fernando Ritter.

O Summit HUB da Saúde convidou especialistas para falar sobre megatendências e o cenário atual do setor. Uma das atrações foi o dinamarquês Peter Kronstrøm, do Instituto Copenhagen. Também subiram ao palco alguns dos principais experts do Hospital Moinhos de Vento, que discutiram o futuro da saúde, a conexão ao conhecimento e à informação, apontando as mudanças e novidades em suas áreas.

Modelo de atendimento e negócio

O HUB é uma rede de centros de cuidado de saúde e bem-estar, localizados em pontos estratégicos e tem como âncora o Hospital Moinhos de Vento, conectado diretamente ao empreendimento. Solução inédita, foi planejada para agilizar e facilitar o acesso à saúde de qualidade para pessoas de diferentes regiões.

Considerado um dos cinco hospitais de excelência do país, o Moinhos de Vento terá uma área total de 660m². Oferecerá atendimento de Diagnóstico por Imagem (Radiologia), Oncologia, Cardiologia, Consultas Médicas, Centro de Imunização (vacinas e infusões), além de um Núcleo de Educação. O empreendimento foi construído atendendo as normas técnicas da Anvisa.

Foto: Christiano Cardoso / Leandro Melnick

Rede de mall de bairros

O local contará ainda com uma unidade do Spot Living Mall, rede de mall de bairros que nasceu da parceria entre Melnick Even e Tornak Participações e Investimentos. Presente em 16 empreendimentos nos melhores bairros de Porto Alegre e Canoas, a bandeira cria um padrão para empreendimentos desse tipo – desde a gestão, definição do mix, comunicação, atividades de marketing e apoio aos lojistas. O resultado é um serviço melhor ao cliente, oferecendo conveniência e necessidades dos consumidores nas microrregiões onde vivem e trabalham.

As cinco torres do complexo reunirão o maior centro de convenções de Canoas, Linx Hotel (operado pela GJP Hotels & Resorts), estacionamento rotativo e mais operações. O HUB da Saúde também compreende quatro unidades em Porto Alegre. Duas delas já foram lançadas – no Pontal e no Linked Teresópolis, localizado na Avenida Aparício Borges. Outras duas unidades têm lançamento previsto para 2020 e 2021.

Maxplaza

O HUB da Saúde faz parte no Maxplaza Canoas, mixed-use da Melnick Even com mais de 30.000 m² privativos. Às margens da BR-116, reunirá diversas especialidades médicas de baixa e média complexidade, além de empreendimentos de saúde, hotel, centro de eventos, torres residenciais e estabelecimentos comerciais.

O Maxplaza Canoas oferecerá segurança, conveniência e praticidade aos pacientes, em uma localização acessível a toda a população da Região Metropolitana. Aos consultórios, clínicas e lojistas, os principais diferenciais do empreendimento estão no alto fluxo de pessoas, nos serviços compartilhados e na otimização do tempo.

Outra iniciativa será a Doctor Clin, que oferecerá atendimento adulto e pediátrico. Entre outras operações confirmadas para o Maxplaza estão o Z Café, Osteocore, São Pietro Prime, Digeclin, Maxxi Econômica Farmácias, Laboratório Mont Serrat e Servital Ortopedia. Entre outras áreas, serão oferecidos atendimentos em Urologia, Oftalmologia, Andrologia, Ortopedia, Traumatologia e Gastroenterologia.

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Saúde

Anvisa proíbe venda de tirzepatida irregular e suspende comercialização de retatrutida no Brasil

Redação

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária proibiu a comercialização de injeções de tirzepatida das marcas Synedica e TG, que vinham sendo vendidas no Brasil sem registro e ficaram conhecidas como “canetas emagrecedoras do Paraguai”.

A autarquia também suspendeu todas as vendas de retatrutida no país. A substância ainda está em fase de testes clínicos, não teve aprovação para uso em nenhum país e não possui registro junto à Anvisa.

A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 21. Conforme a resolução, ficam proibidas a comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso dos produtos em todo o território nacional. Segundo a agência, a qualidade, a eficácia e a segurança dessas substâncias não foram avaliadas, o que pode representar riscos à saúde.

De acordo com a divulgação, foi constatada a divulgação e oferta dos produtos sem registro, notificação ou cadastro na Anvisa, fabricados por empresa desconhecida e promovidos por perfis em redes sociais como @tirzepatida.oficial, @albertotirzepatida e @retatrutida1.

A norma estabelece ainda que as ações de fiscalização se aplicam a pessoas físicas, jurídicas e também a veículos de comunicação que comercializem ou divulguem os produtos proibidos.

Atualmente, a única formulação de tirzepatida autorizada pela Anvisa é o medicamento Mounjaro, da farmacêutica Eli Lilly, indicado para o tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade. A retatrutida não foi submetida para análise regulatória no Brasil.

Em novembro do ano passado, a Anvisa já havia reforçado que medicamentos sem registro não podem ser vendidos ou utilizados no país, com a publicação de proibições específicas para outros produtos irregulares, como T.G. 5, Lipoless, Lipoless Éticos, Tirzazep Royal Pharmaceuticals e T.G. Indufar.

Na ocasião, a agência informou que as medidas foram adotadas diante do aumento de evidências de propaganda e comercialização irregulares, inclusive pela internet, prática proibida pela legislação brasileira.

A Anvisa também alertou que esses produtos não podem ser trazidos do exterior. Medicamentos sem registro só podem ser importados de forma excepcional, para uso pessoal, mediante prescrição médica e cumprimento de critérios específicos. No caso de produtos com proibição expressa, essa possibilidade também fica suspensa.

Segundo a agência, o uso de medicamentos não aprovados dificulta a rastreabilidade em situações de eventos adversos e impede a adoção de medidas regulatórias necessárias para a proteção da saúde da população.

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Saúde

Simers afirma que UTI Neonatal do HU estaria operando com capacidade reduzida; Prefeitura nega

Redação

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O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) emitiu nota afirmando que a UTI Neonatal do Hospital Universitário (HU) de Canoas estaria operando com capacidade reduzida, em razão de dificuldades na composição das escalas médicas. No comunicado, a entidade relata riscos à assistência. Em nota, a Prefeitura de Canoas afirma que os pagamentos estão em dia, que as escalas seguem a legislação vigente e que o número oficial de leitos é diferente do apontado pelo sindicato.

A situação trazida pelo Sindicato teria sido verificada na manhã de quarta-feira, 14, durante visita de uma equipe do Simers ao hospital. Segundo o sindicato, o setor possui 35 leitos físicos, dos quais 15 estariam em uso no momento da vistoria. De acordo com os profissionais ouvidos pela entidade, a redução estaria relacionada a atrasos recorrentes no pagamento dos honorários médicos, o que teria dificultado a permanência e a contratação de especialistas.

Ainda conforme o Simers, em alguns turnos haveria apenas um médico especialista responsável pela UTI Neonatal, acumulando também o atendimento ao centro obstétrico. O sindicato aponta, ainda, a ausência de responsável técnico no setor, função responsável por coordenar as equipes e atuar em situações de emergência. Diante do cenário, os médicos afirmam ter solicitado à direção do hospital e ao Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) a restrição de atendimentos, sem retorno até o momento.

A conselheira do Simers, Denise Affonso, alertou para o risco em situações de intercorrências simultâneas. O diretor clínico do HU e diretor do sindicato, Marcos André dos Santos, manifestou preocupação com a dificuldade de recomposição das equipes, citando a perda de credibilidade junto aos profissionais. Segundo a nota, representantes do sindicato teriam se reunido com a direção do hospital e com a Medintegra, empresa responsável pela organização das escalas, para relatar os riscos à assistência e cobrar a regularização dos pagamentos.

PREFEITURA REFUTA ALEGAÇÕES

Em resposta, a Prefeitura de Canoas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, informou que, conforme a empresa responsável pelo provimento das equipes médicas da UTI Neonatal e da Sala de Partos, todos os profissionais tiveram os valores integralmente quitados no dia 7 de janeiro de 2026, dentro do prazo previsto no contrato vigente com a Associação Saúde em Movimento (ASM), gestora do HU Canoas.

A administração municipal afirma ainda que a escala de médicos plantonistas está organizada conforme o dimensionamento previsto na legislação. Segundo registros formais da instituição, no dia 14 de janeiro, data da visita do sindicato, a UTI Neonatal contava com dois médicos especialistas em atendimento, além de uma médica atuando na Sala de Partos.

Sobre o número de leitos, a Prefeitura esclarece que a capacidade oficialmente disponibilizada e regulada da UTI Neonatal do HU Canoas é de 20 leitos, conforme protocolo vigente, e não 35, como mencionado pelo sindicato. A Secretaria de Saúde informou também que acompanha de forma permanente a execução dos contratos, o funcionamento das escalas médicas e a organização da assistência neonatal.

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Saúde

Revitalização da UPA Caçapava tem início após as enchentes de 2024

Redação

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Foto: Vinícius Medeiros/PMC

Teve início na terça-feira, 13, a revitalização da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Caçapava, em Canoas. A unidade está entre os equipamentos públicos da área da saúde afetados pelas enchentes registradas em 2024. A ação faz parte das medidas adotadas pela Prefeitura para recuperar estruturas danificadas e manter o atendimento à população.

A obra prevê a pintura interna e externa do prédio, além da construção de um novo balcão na recepção, com a proposta de melhorar o fluxo de atendimento a pacientes e acompanhantes.

Também estão incluídos no projeto reparos nas redes elétrica, hidráulica e no sistema de encanamento de gás. As intervenções têm como objetivo corrigir danos causados pelas enchentes e prevenir novos problemas estruturais, garantindo o funcionamento da unidade.

O prefeito Airton Souza afirmou que acompanha a execução dos trabalhos e destacou a relevância da revitalização para a comunidade.

“Estou acompanhando de perto esse trabalho, que é muito importante para melhorar o ambiente e o acolhimento da população. Nosso compromisso é garantir que as pessoas sejam atendidas em um espaço mais seguro, organizado e digno”, declarou.

A secretária municipal da Saúde, Ana Boll, explicou que a revitalização envolve diferentes frentes de atuação.

“Estamos fazendo uma revitalização completa, com pintura interna e externa, melhorias na recepção com a construção de um novo balcão e todos os reparos necessários nas redes elétrica, hidráulica e de gás. São ajustes fundamentais para garantir segurança, qualidade no atendimento e melhores condições de trabalho para as equipes de saúde”, afirmou.

Já a secretária de Projetos e Captação de Recursos, Daniela Fontoura, destacou o planejamento envolvido na execução da obra.

“Essa revitalização é resultado de um trabalho técnico, em parceria com a empresa gestora, focado na reconstrução dos equipamentos públicos atingidos pelas enchentes. Nosso objetivo é assegurar que a cidade recupere seus serviços com mais estrutura e resiliência”, disse.

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