Geral
Semana de São Jorge e Ogum conta com atividades no Calçadão


Foto: Vinicius Thormann
A Semana de São Jorge e Ogum terá uma programação com atividades no Calçadão de Canoas, de 23 a 28 de abril. Através da Secretaria Municipal dos Direitos Humanos e Participação Social (SMDHPS), a parceria da Prefeitura e da Federação Afro Umbandista e Espiritualista do Rio Grande do Sul (Fauers) terá divulgação e orientação sobre o sincretismo de Ogum e São Jorge.
Ogum e São Jorge são conhecidos nas duas religiões como o santo guerreiro, por ser aquele que defende seus filhos e fiéis de pessoas negativas e da maldade. Saulo Gil, diretor das Políticas das Diversidades e Comunidades Tradicionais, define a semana como um momento de integração religiosa. Segundo o presidente da Fauers, Everton Afonsin, a semana comemorada em Canoas se torna uma referência para todo o Estado.
Programação da Semana de São Jorge e Ogum
Terça-feira (23) – Tenda no Calçadão de Canoas
– 9h às 17h – Divulgação e orientação sobre o sincretismo de Ogum e São Jorge, distribuição de cartilhas sobre oferenda ecológica, exposição da imagem de São Jorge e imagens de Ogum.-
– 9h às 17h – Oficina de Barco Ecológico – Professora Maria Inês Pacheco
Quarta-feira (24) – Tenda no Calçadão de Canoas
– 9h às 17h – Divulgação e orientação sobre o sincretismo de Ogum e São Jorge, distribuição de cartilhas sobre oferenda ecológica, exposição da imagem de São Jorge e imagens de Ogum.
Quinta-feira (25) – Tenda no Calçadão de Canoas
– 9h às 17h – Divulgação e orientação sobre o sincretismo de Ogum e São Jorge, distribuição de cartilhas sobre oferenda ecológica, exposição da imagem de São Jorge e imagens de Ogum.
– 11h – Performance em Homenagem ao orixá Ogum – Kristian Galvão – Bailarino e Coreógrafo
Sexta-feira (26) – Tenda no Calçadão de Canoas
– 9h às 17h – Tenda no Calçadão de Canoas
Divulgação e orientação sobre o sincretismo de Ogum e São Jorge, distribuição de cartilhas sobre oferenda ecológica e exposição da imagem de São Jorge e imagens de Ogum.
Domingo (28)
– 10h – Missa na Igreja São Luís Gonzaga
– 11h – Bênção da Imagem de São Jorge em frente à Igreja São Luís Gonzaga14h15 – Ato de encerramento da Semana de São Jorge e Ogum – Sede da Fauers (rua Fernando Abbot, 159 – Nossa Senhora das Graças)
– 14h30 – Saída da Carreata de São Jorge e Ogum – Saída de Canoas com destino a Porto Alegre
Trajeto: Saída da rua Fernando Abbot – rua Bandeirantes – rua Santa Maria – avenida Santos Ferreira – avenida Inconfidência – avenida Victor Barreto – BR 116 – Freeway (Canoas/Porto Alegre) – avenida Castelo Branco – avenida Mauá – avenida Loureiro da Silva – Largo Zumbi dos Palmares
Geral
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Geral
Consulta pública está aberta para reconhecer a pesca com botos como patrimônio cultural

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Iphan, mantém aberta a consulta pública que avalia o reconhecimento da pesca com botos como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. A participação da sociedade é aberta e considerada essencial para o andamento do processo.
A prática, registrada no litoral do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, é conhecida pela cooperação entre pescadores artesanais e botos na captura da tainha. Esse saber tradicional é transmitido há mais de cem anos entre gerações e permanece restrito a poucos estuários do sul do país.
Quem deseja participar pode enviar sua manifestação até o dia 28 de fevereiro. As contribuições podem ser feitas de forma digital ou presencial, por diferentes canais disponibilizados pelo Iphan.
As manifestações podem ser enviadas por e-mail para conselho.consultivo@iphan.gov.br.
Também é possível participar pelo Protocolo Digital do Iphan, disponível no site Aqui.
Outra opção é o envio de correspondência para o Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, no endereço: SEPS 702/902, Centro Empresarial Brasília 50, Bloco B, Torre Iphan, 5º andar, Brasília, Distrito Federal, CEP 70390-135.
Policial
Operações da Polícia Civil resultam na prisão de 31 agressores de mulheres no Rio Grande do Sul

Duas operações especiais, realizadas pela Polícia Civil em janeiro, colocaram foco nos agressores para coibir a violência de gênero, doméstica e familiar, reforçando a proteção às vítimas. A ação policial foi organizada em resposta aos episódios violentos que marcaram o início do ano no Rio Grande do Sul. Foram executados 30 mandados de prisão e uma prisão em flagrante, relacionados ao descumprimento de medidas protetivas de urgência e a novas ocorrências.
Juntas, as operações “Ano-novo, Vida Nova” e “Mulher Segura” mobilizaram mais de 400 agentes da Polícia Civil e terminaram com a prisão de 31 agressores.
Policiais civis e militares de todo o Estado estão preparados para o atendimento às vítimas e, no âmbito da Secretaria da Segurança Pública (SSP), o tema vem sendo monitorado diariamente, como informou a secretária-adjunta da pasta, Adriana da Costa.
“Com apoio de todas as instituições ligadas à SSP e em parceria com outras secretarias, como a da Mulher e da Saúde, temos realizado o combate e a prevenção aos casos, mas a mudança de mentalidade depende também de conscientização. Por isso, são realizados programas de prevenção e educação, além de parcerias com outros órgãos. Esse é um problema de toda a sociedade”, afirmou.
Janeiro
Coordenada pelo Departamento Estadual de Proteção a Grupos Vulneráveis (DPGV) e realizada pela Divisão de Proteção e Atendimento à Mulher (Dipam), a operação “Ano-novo, Vida Nova” foi desencadeada em 20 de janeiro e durou 24 horas, com ordens judiciais cumpridas em 53 municípios gaúchos. A ação envolveu 363 policiais e resultou na apreensão de quatro armas de fogo, além de munições.
Na quarta-feira, 28, foi realizada uma operação integrada com as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher de Porto Alegre. Durante a ação, três armas e munições foram apreendidas. Dois homens foram presos, um deles em flagrante.
Feminicídios
O Rio Grande do Sul registrou 11 feminicídios em janeiro de 2026. Embora outros crimes tenham sido reduzidos no Rio Grande do Sul, a violência contra a mulher é um desafio para toda a sociedade.
“O feminicídio e a agressão à mulher não são um problema contemporâneo. Infelizmente, esse tipo de crime está arraigado em nossa cultura machista, onde o homem pensa que é dono da mulher. Acredito que a sociedade está se transformando: nunca se discutiu tanto esse tema e com tanta disponibilidade de instituições públicas e privadas unidas para combater esse tipo de crime”, disse o diretor do DPGV, delegado Juliano Ferreira.
Reforço nas operações e no atendimento às vítimas
O trabalho policial é sistemático e será intensificado. Na sexta-feira, 30, Ferreira anunciou que o departamento instituirá, no início de fevereiro, a Equipe de Pronta Resposta, voltada ao atendimento rápido e qualificado das vítimas em locais de crimes relacionados aos grupos vulneráveis. A ação representa um avanço significativo na capacidade operacional do DPGV, ao garantir a presença de policiais em todos os locais de crime.
Inicialmente, o trabalho dessas equipes se intensifica na capital e, em breve, será expandido para todo o Estado. “Nos casos de feminicídio e outras ocorrências que envolvem esses grupos vulneráveis, teremos agentes especializados para o atendimento de diligências específicas, o que vai melhorar muito nossa capacidade de resposta às ocorrências e reduzir o tempo das investigações”, afirmou o delegado.
Ferreira destacou que a ação será repetida, com a checagem de cada uma das denúncias. “O trabalho é repressivo e preventivo. Outra frente em que nos emprenharemos cada vez mais é a qualificação do trabalho do policial. Os agentes que atendem às vítimas estarão cada vez mais preparados para as abordagens e irão colaborar para o fortalecimento da rede de proteção dessas mulheres. Outro ponto importante é trazer atores sociais diversos para a discussão sobre o machismo estrutural, como empresas públicas e privadas, envolvendo também os cidadãos, afinal, é preciso conscientizar a todos sobre a violência, que não é um problema de polícia, mas uma questão que envolve toda a sociedade”, ressaltou.
A diretora da Dipam, delegada Waleska Alvarenga, anunciou que em fevereiro será realizada outra operação especial para o combate à violência contra a mulher. A ação dará continuidade às estratégias do governo estadual para o enfrentamento dos feminicídios e da violência doméstica e familiar, com apoio das instituições vinculadas à SSP – Polícia Civil, Brigada Militar, Corpo de Bombeiros Militar e Instituto-Geral de Perícias.
Canais de denúncia
Em caso de urgência, a Brigada Militar deve ser acionada pelo 190. Denúncias podem ser feitas pelo telefone 181 ou pelo site da Delegacia Online.

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