Política
Secretário de Obras fala sobre reconstrução dos diques na Câmara, e vereadores cobram prazos

O encontro foi convocado pelo vereador Emílio Neto (PT), líder da oposição, e teve como foco os avanços e desafios na recuperação da estrutura de contenção das cheias
A Câmara Municipal de Canoas realizou, nesta quinta-feira, 6, um grande expediente para debater a reconstrução dos diques, com a presença do secretário de Obras e Reconstrução, Victor Hampel, e técnicos da pasta. O encontro foi convocado pelo vereador Emílio Neto (PT), líder da oposição, e teve como foco os avanços e desafios na recuperação da estrutura de contenção das cheias, além de questionamentos sobre cronograma, recursos e impacto das obras para a segurança da cidade.
O vereador Emílio Neto (PT) abriu a sessão destacando a preocupação da população com o andamento das obras e cobrando respostas mais concretas da prefeitura. Ele ressaltou que a cidade ainda não tem garantias de que não enfrentará novos alagamentos em caso de uma enchente similar à de 2024.
“Os moradores perguntam e nós, como representantes, não temos resposta. Qual será a altura final dos diques? Quando vão começar a elevar a estrutura? Se a chuva vier com a mesma intensidade, vamos alagar de novo? A prefeitura precisa ser mais clara e transparente sobre os prazos e sobre o que está sendo feito de fato” , afirmou o vereador.
Emílio também criticou a falta de informações sobre a recuperação da infraestrutura urbana, especialmente a operação tapa-buracos e a limpeza dos sistemas de drenagem, que ainda apresentam problemas em diversos bairros.
Em resposta, o secretário Victor Hampel ressaltou que a reconstrução dos diques exige rigor técnico e que as obras seguem um planejamento estratégico, considerando o impacto das intervenções em toda a região metropolitana. Segundo ele, não se trata apenas de elevar os diques, mas sim de garantir a estabilidade estrutural e a segurança da cidade a longo prazo.
“Não adianta colocar terra e compactar sem um estudo aprofundado. Fizemos uma espécie de ‘tomografia’ dos diques para entender sua estrutura e definir as ações corretas. Estamos trabalhando para que as obras tenham durabilidade e segurança, respeitando critérios técnicos e ambientais” , explicou.
Hampel também afirmou que qualquer alteração na altura dos diques precisa seguir normas da Metroplan e do governo estadual, pois um aumento desproporcional pode prejudicar municípios vizinhos, como Esteio, Sapucaia do Sul e Porto Alegre.
O engenheiro Marco Oliveira, da Secretaria de Obras, fez uma apresentação técnica detalhada, explicando o funcionamento do sistema de proteção contra enchentes e os desafios enfrentados na reconstrução. Ele destacou que os diques de Matias Velho, Rio Branco e Mato Grande fazem parte de um sistema integrado, mas que, durante a enchente de 2024, ocorreram transbordamentos e erosões, levando ao rompimento parcial das estruturas.
Os projetos de reconstrução dos diques seguem as cotas originais do Departamento Nacional de Obras e Saneamento (DNOS), com alturas variando entre 6,2 e 6,8 metros, consideradas suficientes para conter uma enchente como a de 2024.
Conforme Oliveira, a elevação para 7 metros ou mais sem um reforço estrutural adequado poderia comprometer a estabilidade do solo, trazendo riscos à segurança da estrutura. Qualquer alteração nesse sentido precisa ser analisada dentro do plano regional de contenção de cheias, para evitar impactos negativos em municípios vizinhos.
O cronograma das obras ainda depende da finalização de alguns projetos executivos, mas as intervenções devem avançar gradativamente, priorizando os pontos mais críticos. Estudos geotécnicos indicaram que algumas áreas dos diques possuem solo instável, exigindo reforço antes da elevação da estrutura para garantir maior segurança. Já em relação ao Muro da Cassol, após impasses técnicos com a Trensurb, o projeto foi ajustado e as obras estão previstas para iniciar em 17 de março.
Vereadores cobram prazos e transparência sobre investimentos
Durante a sessão, os vereadores apresentaram uma série de questionamentos sobre os prazos e a gestão dos recursos para a reconstrução. Dentre os principais pontos levantados:
Casas de bombas
Rodrigo Dávila (NOVO), Juarez Hoy (Progressistas), Dario Silveira (União Brasil) e Neuza Rufatto (PSD) questionaram a modernização do sistema e a compra de novos motores. A Secretaria de Obras explicou que a modernização prevê a automação das bombas e a redução do nível das valas, mas que a falta de repasses da União tem atrasado o início dos trabalhos.
Limpeza de valas e drenagem urbana
Alexandre Gonçalves (PDT), Alt (PSD) e Patrício (PSDB) cobraram um plano efetivo para a limpeza dos sistemas de drenagem e a retirada de resíduos das valas. A Secretaria informou que a manutenção está em andamento, mas que o volume de material acumulado exige um esforço contínuo.
Hidrojateamento
Gabriel Constantino (PT), Alexandre Gonçalves (PDT) e Cris Moraes (PV) cobraram a contratação de hidrojateamento para desobstrução das redes pluviais. A prefeitura enfrenta entraves jurídicos com contratos anteriores e negocia com a Corsan o uso de caminhões da empresa para acelerar os trabalhos.
Cronograma oficial das obras
Leandrinho Moreira (PRD) e Cris Moraes (PV) pediram a divulgação de um cronograma detalhado, com datas e metas definidas. A Secretaria reafirmou que os projetos executivos devem estar concluídos até 31 de março, permitindo maior clareza nos prazos.
Ao final do grande expediente, Emílio Neto voltou a criticar a falta de prazos claros e a demora na execução das obras. O vereador afirmou que sai da sessão insatisfeito, pois considera que a Prefeitura não deu respostas objetivas sobre quando as obras estarão concluídas.
“Se eu tivesse que gravar um vídeo agora para a população, eu diria que não temos nenhuma promessa, nenhuma perspectiva e nenhum prazo definido. Isso é frustrante para quem perdeu tudo na enchente e quer saber quando poderá voltar para casa com segurança” , declarou.
O parlamentar também anunciou que irá propor uma audiência pública para aprofundar o debate e, se necessário, cobrará diretamente do prefeito providências mais efetivas.
“Se não tivermos respostas concretas, vamos buscar alternativas. A população não pode mais esperar indefinidamente por uma solução”, concluiu.
Política
Ex-prefeito de Canoas, Jairo Jorge discute a pré-candidatura a deputado estadual

O ex-prefeito de Canoas, Jairo Jorge, tem discutido com lideranças políticas da cidade e da Região Metropolitana a possibilidade de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul nas eleições de 2026. Filiado ao PSD desde 2020, ele busca viabilizar sua pré-candidatura com base na experiência acumulada ao longo de sua trajetória na gestão pública.
Formado em jornalismo, Jairo Jorge iniciou a carreira política na década de 1980. Em 1988, foi eleito vereador em Canoas, destacando-se entre os mais votados do município. Ao longo dos anos, também ocupou cargos administrativos, como secretário executivo do Ministério da Educação e pró-reitor da Universidade Luterana do Brasil, com atuação nas áreas de educação e gestão.
A projeção estadual ganhou força a partir de 2008, quando foi eleito prefeito de Canoas pela primeira vez. Em 2012, foi reeleito no primeiro turno, permanecendo à frente do Executivo municipal por oito anos consecutivos. Em 2021, voltou ao cargo após nova vitória nas urnas, tornando-se um dos poucos políticos da cidade a exercer três mandatos como prefeito.
Durante as gestões, conduziu projetos voltados à administração pública, educação, saúde, infraestrutura urbana, habitação e desenvolvimento econômico.
Em 2018, concorreu ao governo do Rio Grande do Sul, alcançando cerca de 700 mil votos, o que representou aproximadamente 11% do total.
No último sábado, 28, o ex-prefeito participou de um seminário realizado em Canoas para debater a pré-candidatura ao Legislativo estadual. O encontro reuniu cerca de 200 participantes, entre lideranças políticas locais, representantes da Região Metropolitana e apoiadores de diferentes cidades.
Também estiveram presentes vereadores do município, como Neuza Rufatto, Daurinei Alt e Patteta.
Durante o evento, foi destacada a ausência de representantes de Canoas na Assembleia Legislativa nos últimos anos, apesar de o município possuir um dos maiores colégios eleitorais do estado.
Política
Partido Missão promove evento de filiação em Porto Alegre com presença de Kim Kataguiri

Um evento de filiação partidária será realizado nesta sexta-feira, 3, em Porto Alegre. A atividade ocorre às 19h30, no Bar I Bar, localizado no bairro Santana.
O encontro contará com a presença do deputado federal Kim Kataguiri e de Evandro Augusto, pré-candidato a deputado federal.
Segundo informações divulgadas pelos organizadores, a atividade é voltada à filiação de novos integrantes ao Partido Missão, legenda que se apresenta como alternativa no cenário político nacional, com posicionamento crítico tanto ao lulismo quanto ao bolsonarismo.
Política
Felipe Martini deixa presidência do Podemos Canoas para concorrer a Deputado Estadual

O diretório municipal do Podemos de Canoas realizou, na noite de segunda-feira, 30, a cerimônia de transição de presidência. Felipe Martini, atual secretário de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do Rio Grande do Sul, passou o comando do partido para Marcos Daniel, que também assumirá a Coordenadoria da Região Metropolitana.
O encontro reuniu lideranças políticas e comunitárias. Entre os presentes estavam o presidente estadual do Podemos Everton Braz, Maurício Dziedricki, o vice-prefeito de Canoas Rodrigo Busato, o deputado federal Luiz Carlos Busato, o deputado estadual Guilherme Pasin, o ex-vereador Giovanni Rocha e vereadores do município.
Felipe Martini, que recebeu uma nova missão dentro do Podemos e é pré-candidato a deputado estadual, conduziu a transição para que Marcos Daniel dê continuidade ao trabalho à frente do partido.
“Seguimos com o compromisso de ampliar o diálogo com a população, fortalecer a participação política e consolidar o crescimento do Podemos em Canoas”, destacou. O evento teve como anfitrião Juarez Piccinini e contou com a presença de filiados, apoiadores e representantes da comunidade canoense.

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