Geral
GUAJUVIRAS: UMA HISTÓRIA DE LUTA E DESENVOLVIMENTO

O maior bairro da cidade de Canoas e sua belíssima história de movimento por moradia
Por Maria Eunice
Neste domingo, 17 de abril, estamos comemorando 35 anos do bairro Guajuviras, o maior bairro de nossa cidade. Mais interessante é que o Guajuviras é um belíssimo exemplo de como a mobilização comunitária por moradia tem grande impacto em nossas cidades e que é possível, com articulação popular, garantir o direito básico previsto no art.6º Constituição de 1988: “são direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e a infância, a assistência aos desamparados na forma desta Constituição”.
O movimento de ocupação do Guajuviras começa em uma quinta-feira santa de lua cheia, 17 de abril de 1987, um ano da abertura democrática, em um contexto de grande repressão de movimentos sociais pela Ditadura Militar, uma ação corajosa de pessoas que adentram o Complexo Habitacional em construção Ildo Meneghetti e ocupam as quatro mil moradias, muitas delas ainda inacabadas. Na época, o plano cruzado tinha seu fim e a inflação agravou a situação financeira e de moradia de muitas famílias, sendo a ocupação uma alternativa a essa urgência. Foi o maior movimento de ocupação do estado do Rio Grande do Sul, um fato histórico.
Conversando com minha amiga Maria Aparecida Flores, que vivenciou a ocupação no Guajuviras, relembramos da árdua luta. “Milhares de família vindas de todos os bairros da cidade carregando colchões e alguns pertences chegam com o sonho de conquistar o direito de morar com dignidade”, relembra ela. O estado reage, cerca as entradas do loteamento, quem está dentro não sai, quem está fora não entra. “Foram dias muito difíceis, o medo a insegurança, a falta de alimentos e agasalhos naquela época muito fria”, nos conta. Por conta da quantidade de mulheres e crianças, uma juíza negou o pedido de reintegração de posse do estado, iniciando as negociações para garantir pelo menos a entrada de alimentos, água e agasalhos, contando com o grande apoio do Paulo Paim, naquela época deputado federal, sendo realizadas muitas assembleias com os moradores para garantir a resistência da ocupação.
Durante quase dois anos a comissão por moradia e a associação de moradores negociavam junto a Cohab as condições para aquisição das casas com valores de acordo com as possibilidades de cada morador, sendo eleito um líder por quadra, que participava das reuniões com a responsabilidade de informar os demais moradores de sua quadra. É em 1989 que foram assinados os contratos junto a COHAB, quando todos os moradores, independente de idade ou renda, inclusive os desempregados poderão garantir sua moradia, seguindo na luta por infraestrutura, caminhões-pipa para o abastecimento de água. “A luz veio mais tarde, eram as velas que nos iluminavam, e uma bica de água nos abastecia e possibilitava que lavássemos as roupas”, nos presenteia Cida com suas histórias de luta.
Hoje, passados esses 35 anos, o Guajuviras é o bairro mais populoso da cidade, e sua diversidade e pluralidade se refletem na completude de sua vida comunitária, em desenvolvimento constante e praticamente todos os serviços de uma cidade dentro de um bairro. São parte desse cenário o microempreendorismo individual, as iniciativas autônomas de geração de renda, a economia solidária e também empresas, que atuam gerando mais emprego na região.
Sou uma grande apoiadora dos movimentos de ocupação, porque acredito que a urgência de atender a necessidade de um teto, uma moradia, é uma questão de dignidade humana, e que esses movimentos aliados ao diálogo com o poder público podem resolver demandas da comunidade que sem essa ação, poderiam levar muitos anos para acontecer. É através das ocupações que ganha visibilidade a organização comunitária e coloca uma luz para nós, enquanto legisladores e gestores do território, sobre quais as demandas e lugares que precisam de atenção e como atendê-las.
O Guajuviras é um grande exemplo desta parceria, onde um movimento de ocupação por moradia faz nascer o que hoje temos como um exemplo de desenvolvimento social urbano. Após muitos anos de pacificação, desafios superados e muita mobilização, a população consegue atender suas necessidades sem precisar se deslocar para o centro da cidade, garantindo a economia da região, dos moradores e uma relação próxima com os serviços públicos e privados que o bairro possui. Parabéns ao Guajuviras, parabéns a todos os moradores e moradores que constroem diariamente este território tão importante para nossa cidade!

Maria Aparecida Flores
Policial
Ex-prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo é preso em operação da Polícia Federal por suspeita de desvio de recursos das enchentes

O ex-prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo, foi preso na manhã desta quinta-feira, 26, durante uma operação da Polícia Federal que investiga suspeitas de desvio de recursos públicos destinados à reconstrução do município após as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul.
A prisão é temporária, com prazo inicial de cinco dias, podendo ser prorrogada. Caumo comandou o Executivo municipal entre 2017 e 2024. De acordo com as autoridades, a apuração não envolve a atual administração da cidade.
Além do ex-prefeito, uma empresária ligada ao grupo empresarial que teria sido favorecido também foi presa. Uma vereadora foi afastada dos cargos. Os nomes das duas não foram divulgados oficialmente.
A ação integra a operação “Lamaçal”, que dá continuidade à ofensiva realizada em novembro de 2025. Naquele período, Caumo ocupava o cargo de secretário estadual de Desenvolvimento Urbano. Após a repercussão da investigação, ele colocou o cargo à disposição e teve a exoneração confirmada.
Segundo a Polícia Federal, a análise do material recolhido na primeira fase reforçou a suspeita de direcionamento em processos licitatórios realizados pela Prefeitura de Lajeado.
“As investigações identificaram irregularidades em três licitações da Prefeitura de Lajeado envolvendo empresas de um mesmo grupo econômico, contratadas para prestar serviços de assistência social. Há indícios de que as escolhas não observaram a proposta mais vantajosa e de que os valores pagos estavam acima dos preços de mercado”, explica a instituição.
O advogado Jair Alves Pereira, responsável pela defesa de Marcelo Caumo, informou que ainda não teve acesso à decisão judicial que fundamentou a prisão do ex-prefeito.
Ao todo, foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão temporária. A Justiça também determinou o sequestro de veículos e o bloqueio de ativos financeiros. As ordens foram expedidas pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região.
As diligências ocorreram em Lajeado, Muçum, Encantado, Garibaldi, Salvador do Sul, Fazenda Vilanova, Novo Hamburgo e Porto Alegre.
Os investigados poderão responder por crimes como desvio ou aplicação indevida de recursos públicos, contratação direta ilegal, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Detalhes da investigação
Conforme a Polícia Federal, a apuração identificou possíveis irregularidades em um processo licitatório da Prefeitura de Lajeado para a contratação de profissionais como psicólogo, assistente social, educador social, auxiliar administrativo e motorista.
A contratação ocorreu por meio de dispensa de licitação, com base na decretação de estado de calamidade pública no município em 2024. O valor total dos dois contratos inicialmente analisados durante o inquérito soma cerca de R$ 120 milhões.
Policial
Polícia Civil prende responsável por roubo a escritório de advocacia em Porto Alegre

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul, por meio da 3ª Delegacia de Polícia Distrital de Porto Alegre e sob a coordenação do delegado Gustavo Pereira, realizou nesta quarta-feira, 25, a Operação Aureum, voltada ao combate ao crime de roubo ocorrido em janeiro deste ano em um escritório de advocacia da capital.
Durante a ação, foram cumpridos 11 mandados judiciais nos municípios de Porto Alegre e Cachoeirinha. O principal suspeito, apontado como mentor e executor do roubo, foi preso. Além disso, as equipes cumpriram mandados de busca e apreensão em um estabelecimento comercial, onde parte das joias teria sido revendida, e nas residências de outros investigados.
Foram apreendidos documentos, um veículo e uma arma de fogo durante a operação.
No crime ocorrido em janeiro, dois assaltantes mantiveram seis pessoas reféns e levaram do cofre do escritório joias e lingotes de ouro avaliados em cerca de R$ 600 mil.
A Polícia Civil segue investigando para identificar e prender os demais envolvidos e localizar o restante dos bens subtraídos.
Geral
Abertas inscrições para interessados em expor na 33ª Feira do Peixe de Canoas

Foi publicado o regulamento da 33ª Feira do Peixe de Canoas, com chamamento para pescadores interessados em participar do evento. A feira ocorrerá entre os dias 31 de março e 3 de abril de 2026, com horário estendido nos três primeiros dias e encerramento ao 12h na Sexta-Feira Santa.
De 31 de março a 2 de abril, a feira funcionará das 8h às 20h. No dia 3 de abril, o atendimento será das 8h às 12h. A iniciativa integra a programação do período que antecede a Semana Santa.
Os pontos de venda estarão distribuídos nos bairros Niterói, Guajuviras, Mathias Velho, Rio Branco, Centro e Marechal Rondon.
Confira os locais:
Niterói: Rua José Maurício, esquina com a Rua Júlio de Castilhos, em frente à Praça Dona Mocinha
Guajuviras: rótula de acesso ao bairro, na Rua Um
Mathias Velho: Praça Pio X
Rio Branco: Praça Cônego Lotário Steffens, antiga Praça Tiradentes, em frente à Igreja Imaculada Conceição
Centro: Rua Cônego José Leão Hartmann, em frente à Igreja Matriz
Marechal Rondon: Largo da Inconfidência, em frente ao número 680
O novo ponto no bairro Marechal Rondon amplia o alcance da feira e facilita o acesso da comunidade da região.
As inscrições para pescadores serão realizadas na quarta-feira, 25, e na quinta-feira, 26, das 9h às 17h, de forma presencial na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação, localizada na Rua Dr. Barcelos, 969.

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