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Especialista de Canoas alerta sobre cuidados com crianças na quarentena

Devido ao ineditismo provocado pela pandemia do novo coronavírus, muitos pais e responsáveis se sentem inseguros e cercados de dúvidas sobre como abordar a gravidade da situação e a importância da prevenção com crianças. Desde o dia 19 de março, quando as aulas foram suspensas no município, os pequenos canoenses tiveram suas rotinas drasticamente ajustadas para a prática do isolamento social, o que diminui ao máximo passeios e encontros com amigos. Segundo especialistas da saúde, se o período não for trabalhado de forma sensível dentro de casa, o público infantil se torna vulnerável ao desenvolvimento de ansiedade, estresse e tristeza.
Com o objetivo de amenizar o impacto da pandemia nas famílias de Canoas, a Prefeitura, através da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), esclarece os principais pontos relacionados à prevenção, possíveis sintomas da covid-19, técnicas de abordagem e atividades caseiras recomendadas. A médica Andréa Lima Leal, especializada em infectologia pediátrica e servidora do município há 23 anos, separou os cinco assuntos listados abaixo.
Como abordar a gravidade da pandemia e a importância da prevenção ao novo coronavírus
É fundamental que os familiares estejam com a saúde mental em dia para demonstrar tranquilidade e segurança aos pequenos. Crianças tendem a observar atitudes, ouvir conversas e, mesmo sem entender direito, prestar atenção às notícias que os adultos consomem. Absorver tanto conteúdo alarmante sobre uma pandemia, por exemplo, gera pânico e atormentações. As informações devem chegar de acordo com o nível de entendimento de cada criança e com a finalidade de esclarecer ao invés de apavorar.
Uma recomendação é a conversa com todos os integrantes do ambiente familiar após uma maratona de vídeos educativos disponíveis no YouTube. Muitos materiais produzidos por professoras, que já trabalham com o público infantil, explicam conteúdos capazes de ser compreendidos com mais facilidade. Lá, existem histórias com linguagem diferenciada sobre o novo coronavírus, passo a passo de como devem ser lavadas as mãozinhas, experiências lúdicas de higiene e até aula da Turma da Mônica sobre distanciamento.
Além de instruir, os adultos devem servir como exemplos da adoção de novos hábitos de higiene e isolamento, reduzindo ao máximo as saídas que não forem essenciais, como ir ao mercado ou à farmácia em uma urgência. A aquisição de novos hábitos é essencial para pararmos esta pandemia e toda a família deve praticar a prevenção, pois estarão educando suas crianças e protegendo os habitantes da sua casa.
Cuidados para impedir a contaminação da covid-19 em crianças
Se for imprescindível tirá-las de dentro de casa, os pais devem tomar cuidados redobrados com o distanciamento de terceiros e a higienização, sempre atento às atitudes das crianças. Elas são muito rápidas e, naturalmente, sentem a necessidade de tocar nos objetos e superfícies, abraçar pessoas e posteriormente colocar a mãozinha na boca. Vale ressaltar que além de prevenir o coronavírus, atitudes podem manter os pequenos também longe de micróbios: usar máscara ao sair de casa e, ao retornar, tirar os sapatos e pôr imediatamente roupas utilizadas para a lavagem, além de higienizar brinquedos antes e depois do uso.
Sobre o uso da máscara, é fundamental que atentemos ao tamanho do acessório porque se não estiverem ajustadas adequadamente no rosto das crianças, não terá eficiência. Além disso, os mesmos cuidados quanto ao estado da máscara precisam ser considerados. Se a criança estiver salivando ou com o nariz escorrendo molha o tecido e o torna sujo, devendo ser substituído.
O uso da máscara em bebês e crianças menores de dois anos
Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), máscaras são contraindicadas para crianças menores de dois anos, pessoas com problemas respiratórios ou inconscientes, incapacitadas ou incapazes de removê-las sem assistência. O alerta é devido ao difícil manuseamento do objeto sem possíveis contaminações e o alto risco de sufocamento, uma vez que os bebês não conseguem indicar a falta de ar aos pais ou tirar o objeto sozinhos. Por isso tudo, recomendamos manter a criança em casa, brincando em um ambiente limpo e arejado.
Principais sintomas encontrados em crianças com o novo coronavírus
Os sintomas em crianças podem apresentar-se diferentemente de febre, dificuldade respiratória, calafrios, dores de cabeça e no corpo e mal-estar. Inclusive, costumam vir misturados com outras deficiências imunológicas que as crianças já apresentavam antes, como asma, alergia respiratória e rinite.
Caso haja suspeita em algum indivíduo da família, a recomendação é a mesma. Procure um dos hospitais de campanha para realizar o diagnóstico ao lado das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Rio Branco e Boqueirão. O atendimento ocorre 24 horas por dia.
Campanha de Vacinação contra a gripe
A Secretaria Municipal da Saúde (SMS), diferentemente dos anos anteriores, imuniza crianças com idade entre seis meses e seis anos de casa em casa para impedir a proliferação do novo coronavírus. Além disso, mais de 86% dos canoenses também garantiram a proteção, gerando menos sintomas de gripe nos moradores e consequentemente menor procura por postos de saúde. A medida, em andamento até o dia 30 de junho, é avaliada pelos imunizados como de suma importância ao evitar filas e aglomerações nos postos de saúde.
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Procon RS discute alta dos combustíveis e anuncia reforço na fiscalização no Estado

O Departamento de Defesa do Consumidor do Procon RS se reuniu na última quinta-feira, 19, com representantes do Sindicato Intermunicipal do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes do Rio Grande do Sul para discutir o aumento nos preços dos combustíveis no Estado. O encontro aconteceu na sede do Procon, em Porto Alegre, e buscou esclarecer como o setor tem atuado diante da alta registrada em todo o país.
Durante a reunião, a subsecretária de Justiça e Integridade Institucional, Cristiane Viana, ressaltou a preocupação com os impactos diretos no bolso do consumidor.
“Estamos diante de um contexto em que diversos fatores contribuem para o aumento dos preços dos combustíveis. No entanto, é fundamental garantir que esses reajustes ocorram dentro da legalidade e sem práticas abusivas”, afirmou.
De acordo com o Procon RS, a elevação dos preços está ligada a uma série de fatores, tanto externos quanto internos. Entre eles estão a alta do petróleo no mercado internacional, influenciada por conflitos e instabilidades globais, a valorização do dólar, que encarece a importação de combustíveis, especialmente o diesel, e o aumento da demanda no período de colheita agrícola no Estado. Também pesam questões logísticas, possíveis limitações na oferta e o chamado “efeito psicológico”, quando o medo de desabastecimento acaba pressionando ainda mais os preços.
O diretor do Procon RS, Cleiton Silvestre Munhoz de Freitas, afirmou que o órgão deve intensificar a fiscalização nos próximos dias.
“Estamos trabalhando de forma articulada para identificar e coibir irregularidades. Reforçamos que o Procon RS está ao lado do consumidor e seguirá atuando para garantir transparência e equilíbrio nas relações de consumo”, destacou.
O diretor também orientou que consumidores que se sentirem prejudicados registrem denúncias nos Procons municipais ou diretamente no Procon estadual, em cidades onde não há unidade local.
Além das autoridades citadas, também participaram do encontro o diretor-adjunto do Procon RS, Sérgio Renato Teixeira, o presidente do sindicato, Fabricio Braz, o ex-presidente João Carlos Dal’Aqua e o assessor jurídico Antônio Augusto Queruz.
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“Água para quem?”; programa debate saneamento, urbanização e preservação em Canoas

O Canoas Podcast trouxe ao centro do debate a relação da sociedade com os recursos hídricos no episódio intitulado “Água para quem? Reflexões sobre saneamento, urbanização e vida”. A discussão reuniu a ambientalista Inês, do Projeto Rio Guri, e o engenheiro Eduardo Carvalho, vice-presidente da ABES-RS.
Durante a entrevista, os convidados abordaram os desafios da universalização do saneamento básico, especialmente diante dos impactos climáticos que marcaram a cidade de Canoas em 2024. A conversa destacou como a urbanização acelerada e a impermeabilização do solo, causada pelo avanço do asfalto, alteram o ciclo natural da água, contribuindo para o aumento de alagamentos e a degradação de cursos hídricos.
Um dos exemplos citados foi o Arroio Araçá, apontado como um recurso natural essencial que, ao longo do tempo, passou a ser negligenciado pela população. Segundo os especialistas, essa desconexão evidencia a necessidade urgente de reconectar as pessoas com o meio ambiente em que vivem.
A educação ambiental foi outro ponto central do debate. Os participantes ressaltaram que atitudes cotidianas, como a separação correta de resíduos e a preservação de nascentes, são fundamentais para a conservação dos recursos hídricos. Além disso, destacaram que a conscientização individual é o primeiro passo para fortalecer a cobrança por políticas públicas mais eficazes e inclusivas.
O episódio também marcou a divulgação da Semana Interamericana da Água, reforçando a importância de ampliar o debate sobre o uso e a preservação da água. A iniciativa busca destacar que esse recurso não deve ser visto apenas como fonte de consumo humano, mas como um bem comum essencial para a manutenção da vida em todos os seus aspectos, incluindo a fauna e a flora.
Ao longo da conversa, ficou evidente que enfrentar os desafios do saneamento e da preservação ambiental exige tanto ações coletivas quanto mudanças individuais. O episódio se apresenta, assim, como um convite à reflexão e à participação ativa da sociedade na construção de um futuro mais sustentável.
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Canoas promove 7º Fórum Nacional de Proteção de Dados e reúne especialistas e gestores de todo o país

Canoas é sede nesta sexta-feira, 20, do 7º Fórum Nacional de Proteção de Dados dos Municípios, iniciativa que reúne representantes de diversas regiões do Brasil para debater a aplicação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) na administração pública.
O encontro ocorre no Canoas Parque Hotel, no Salão Dourado, com organização da Secretaria de Transparência, Controladoria e Governo Digital, reunindo gestores públicos, especialistas e autoridades de cidades como Recife, Brasília e Manaus. Ao longo da programação, o fórum se consolida como um dos principais espaços de diálogo e troca de experiências sobre proteção de dados no setor público municipal.
O secretário municipal de Transparência, Controladoria e Governo Digital, Gustavo Ferenci, destacou:
“A proteção de dados pessoais envolve informações como CPF, nome, endereço e telefone, que fazem parte da vida de todos. O fórum permite discutir como essas informações são utilizadas e como os municípios podem garantir mais segurança no tratamento desses dados”, afirmou.
Entre os participantes, o encarregado de dados do Governo do Distrito Federal, Alberto Peres Neto, ressaltou:
“Estamos compartilhando a experiência do Distrito Federal na implementação da LGPD, apresentando modelos que podem contribuir com os municípios na construção de soluções adequadas às suas estruturas”, explicou.
Durante a programação da tarde da quinta-feira, 19, o advogado, professor e conselheiro do Conselho Nacional de Proteção de Dados e da Privacidade (CNPD), Rodrigo Pironti, abordou o tema da soberania de dados:
“A soberania de dados é algo bastante importante, porque ela foca na necessidade dos órgãos públicos de ter um controle efetivo sobre os seus dados. Os dados pessoais, enfim, dos cidadãos e todos os dados manipulados pela estrutura de governo”, destacou.
Pironti também alertou para os riscos relacionados ao compartilhamento e armazenamento dessas informações:
“Qual o grande problema de não se ter um controle? O compartilhamento desses dados é feito com muitas estruturas. E, normalmente, essas estruturas têm um armazenamento inclusive fora do país. Portanto, a transferência internacional de dados é uma preocupação bastante presente”, explicou.
O evento conta com a participação de representantes de 35 municípios de 13 estados brasileiros. Desde sua criação, em 2021, o fórum vem fortalecendo a construção coletiva de conhecimento, com grupos de trabalho, produção técnica e articulações institucionais junto a entidades nacionais.
Entre os temas debatidos estão a educação para proteção de dados, a conscientização da alta gestão, a implementação prática da LGPD e os principais desafios enfrentados pelos municípios, demonstrando que, apesar das diferentes realidades, as demandas são semelhantes em todo o país.

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