Geral
Com número menor de passageiros, empresas alteram serviços

Com o isolamento social, o número de usuários de ônibus em Canoas diminuiu consideravelmente e é perceptivelmente reduzido, principalmente no centro da cidade. Com a queda na quantidade de passageiros, a Sogal, desde a última quarta-feira, 25, diminuiu o número de veículos e alterou os horários das linhas de ônibus, passando a aderir à tabela de verão.
De acordo com a empresa, a queda foi de 80% nos passageiros que utilizam diariamente o sistema. A Sogal afirmou que devido a esta queda de usuários foi preciso fazer uma redução na frota, mas a empresa garantiu que está adequada ao volume de passageiros que utilizam o sistema diariamente e seguindo todas as determinações feitas pela Secretaria Municipal de Transporte.
Todas as alterações e demais informações podem ser consultadas no site da empresa, e no Canoas Go Bus, que, segundo a empresa, são atualizadas todos os dias.
Para conter a possível proliferação do novo coronavírus, a empresa está higienizando todos os ônibus nos intervalos entre as viagens e todas as noites, na garagem, é realizado uma lavagem interna em cada coletivo.
Trensurb
Em meio à pandemia da Covid-19, a Trensurb segue registrando números reduzidos de passageiros transportados. Na quarta-feira, 25, foram 27.951 embarques no metrô, o que corresponde a uma demanda 82,3% menor que a média de usuários transportados por dia útil na primeira quinzena de março (157.636). Desde o dia 13 de março, a demanda no sistema metroviário tem diminuído significativamente em função das medidas de prevenção à propagação do coronavírus.
Pela manhã, os trens operaram com intervalos de 10 minutos no trecho de maior movimento, da Estação Sapucaia até a Estação Mercado, no período entre 6h26 e 7h26, evitando aglomerações nas estações e trens. No trecho Novo Hamburgo – Sapucaia, os intervalos são de 15 minutos. No sentido inverso, da Estação Mercado à Estação Novo Hamburgo, os intervalos entre viagens também são de 15 minutos. Nesse período, circulam pelo sistema metroviário cinco composições formadas por trens acoplados (totalizando oito carros) e três composições simples (quatro carros). Depois do horário de pico, os intervalos voltam a ser de 30 minutos, como tem sido desde segunda-feira, 23, com a circulação de quatro composições de oito carros. Os intervalos maiores que o normal ocorrem devido à demanda reduzida no sistema, levando em consideração a recomendação das autoridades para que a população permaneça em suas residências, e também por conta do baixo efetivo em função da dispensa de empregados no grupo de risco da Covid-19.
Policial
Cerca de 40 cães são encontrados em meio a fezes e lama em Gravataí; homem é preso

Uma operação da Polícia Civil resgatou aproximadamente 40 cães em situação de maus-tratos em uma residência no bairro São Vicente, em Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A ação ocorreu na terça-feira, 20, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão relacionado a uma investigação sobre comércio ilegal de munições.
No local, os policiais encontraram cães de diferentes raças mantidos em espaços reduzidos e em condições precárias de higiene. Conforme as informações da ocorrência, havia gaiolas enferrujadas, acúmulo de fezes, urina e lama, além de recipientes contaminados pelos dejetos dos animais.
Entre os cães resgatados estavam exemplares das raças pug e shih-tzu. Alguns apresentavam a pelagem suja e emaranhada. Os animais também não teriam acesso adequado a água limpa e alimentação.
Diante das condições encontradas, o responsável pelo imóvel foi preso em flagrante por suspeita de maus-tratos a animais domésticos. A ocorrência foi identificada durante uma investigação que tinha como objetivo inicial apurar o comércio ilegal de munições.
Após o resgate, a Polícia Civil informou que seriam adotadas medidas para garantir a triagem dos cães, o atendimento veterinário e os cuidados necessários. As condições de saúde dos animais deverão ser avaliadas.
A investigação segue os trâmites legais, e o suspeito permanece à disposição da Justiça.
Policial
PM suspeito de matar ex-mulher e os pais dela no RS deverá passar por avaliação psicológica

O policial militar Cristiano Domingues Francisco, suspeito de envolvimento nas mortes da ex-mulher, Silvana de Aguiar, e dos pais dela, em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, deverá passar por uma avaliação psicológica no âmbito de um processo administrativo da Brigada Militar. O procedimento pode influenciar a continuidade do Conselho de Disciplina que pode resultar na exclusão dele da corporação.
A avaliação será realizada pela Junta Policial-Militar de Saúde e deverá analisar as condições psicológicas do policial, incluindo sua capacidade de compreender as infrações administrativas atribuídas a ele e de responder ao procedimento disciplinar.
O exame estava previsto para setembro, mas foi adiado.
Processo pode resultar em expulsão
Cristiano responde a um Conselho de Disciplina instaurado pela Brigada Militar. O procedimento administrativo apura a conduta do policial e poderá resultar na exclusão dele da instituição.
O militar está afastado das funções policiais, mas segue recebendo vencimentos e vantagens, conforme as regras aplicáveis ao caso. A avaliação psicológica integra o andamento do processo administrativo e não representa, por si só, uma conclusão sobre a responsabilidade criminal do investigado.
Família está desaparecida desde janeiro
Silvana de Aguiar, de 48 anos, e os pais dela, Isail Vieira de Aguiar, de 69, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70, desapareceram em Cachoeirinha nos dias 24 e 25 de janeiro de 2026. Até a publicação da reportagem, os três não haviam sido encontrados.
Cristiano, ex-marido de Silvana, é acusado de envolvimento no caso e responde a processo criminal por crimes que incluem feminicídio, homicídio qualificado, ocultação de cadáveres, fraude processual, associação criminosa e falsidade ideológica, entre outras imputações.
Milena Ruppenthal Domingues, companheira de Cristiano, e Wagner Domingues Francisco, irmão dele, também foram denunciados pelo Ministério Público por suposta participação nos crimes investigados.
As acusações ainda dependem de julgamento, e os investigados têm direito à ampla defesa e ao contraditório.
Defesas contestam acusações
As defesas dos investigados questionam aspectos da investigação e apontam divergências relacionadas às provas, aos depoimentos e à cronologia apresentada pela acusação. Também afirmam aguardar a conclusão de laudos e perícias.
A avaliação psicológica de Cristiano faz parte do procedimento administrativo da Brigada Militar e não substitui o processo criminal, que apura a responsabilidade dos envolvidos no desaparecimento da família Aguiar.
Policial
Polícia investiga suspeita de xenofobia contra juiz sergipano em restaurante de Porto Alegre

A Polícia Civil investiga uma suspeita de ataque xenofóbico contra um juiz natural de Aracaju, em Sergipe, durante uma visita a um restaurante em Porto Alegre. O caso teria ocorrido no bairro Praia de Belas e envolve relatos de ofensas relacionadas à origem nordestina do magistrado.
Segundo o relato do juiz Francisco Tojal, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), o episódio começou quando ele pediu informações sobre o prato à la minuta, tradicional no Rio Grande do Sul. Ao demonstrar que não conhecia a refeição pelo nome, ele teria sido alvo de comentários debochados e xingamentos feitos por um homem que estava em uma mesa próxima.
Conforme o magistrado, as ofensas teriam sido motivadas por seu sotaque e sua origem regional. O homem também teria feito referências políticas durante a discussão.
Investigação policial
A ocorrência foi registrada em 8 de outubro. A Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância solicitou as imagens das câmeras de segurança do estabelecimento, além da identificação do suspeito e de duas testemunhas.
Até a publicação das informações, o restaurante ainda não havia respondido à solicitação, e o suspeito não havia se manifestado à polícia nem apresentado advogado.
Juiz estava em Porto Alegre para palestra
Francisco Tojal estava na Capital gaúcha para ministrar uma palestra sobre violência de gênero na infância e na adolescência.
O caso é investigado como uma possível prática de discriminação por origem regional. A apuração busca esclarecer as circunstâncias do episódio e identificar os envolvidos.
Atos de discriminação contra pessoas em razão de sua origem regional podem ser enquadrados na legislação antirracismo, conforme as circunstâncias do caso.

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