Política
Grande Expediente debate Plano Municipal de Educação


O Grande Expediente, realizado na sessão da última terça-feira, 28, abordou o Plano Municipal de Educação (PME). No espaço, proposto pela Comissão de Saúde, Educação e Cultura da Câmara, foi apresentado também o cronograma de ações até a realização do 2º Fórum de Avaliação do PME, que acontecerá em setembro.
A explanação foi feita pela assessora pedagógica Gisele Bervig e pela vice-presidente do Conselho Municipal de Educação, Valéria Nunes. O PME foi instituído em Canoas através da lei 5.933, de 2015, com base no Plano Nacional de Educação. O texto determina as diretrizes, metas e estratégias para a política educacional no período 2015/2025.
Gisele salientou que não se trata de um plano de governo, mas de um plano de gestão, elaborado pelo poder público com a participação da sociedade civil. Compreende toda a rede de ensino, pública e privada, desde a educação infantil até o ensino superior. Desde a sanção da lei, houve duas alterações na lei do PME. A primeira, realizada em 2017, instituiu o Fórum Municipal de Educação, através da lei 6.107. No ano seguinte, as mudanças incluíram questões provenientes do 1º Ciclo de Avaliação, realizado em abril de 2018.
A vice-presidente do Conselho Municipal de Educação lembrou que o PME abrange 20 metas que buscam a qualificação da educação. Valéria defendeu ainda a importância da participação da sociedade civil no Fórum Municipal. Antes da realização do evento, ocorre o 2º Ciclo de Avaliação, um etapa preparatória, em 30 de maio. Já em agosto haverá a divulgação do relatório preliminar de avaliação do PME e a realização dos fóruns temáticos. Presidente da Comissão de Saúde, Educação e Cultura, o vereador Marcus Vinícius Machado – Quinho (PDT) enfatizou que o Fórum é uma etapa importante para a concretização do PME.
Política
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Política
Projeto na Câmara de Canoas propõe isenção da tarifa de esgoto para imóveis sem ligação à rede pública

O vereador Rodrigo D’Avila (NOVO) protocolou na Câmara Municipal de Canoas um projeto de lei que propõe a isenção da cobrança da tarifa de esgoto em casos em que o imóvel não consegue se conectar à rede pública por limitações técnicas.
Segundo o texto, a medida vale para residências e estabelecimentos que estejam em situação de desnível em relação à tubulação da rua, o que impede o escoamento natural do esgoto. Nesses casos, a ligação só seria possível com uso de sistemas de bombeamento, o que pode gerar custos considerados altos pelos moradores.
O projeto prevê que a isenção seja concedida mediante comprovação técnica da inviabilidade de ligação, por meio de laudo assinado por profissional habilitado ou declaração da concessionária responsável pelo serviço. O benefício deixaria de valer caso a conexão passe a ser possível com eventuais obras ou adequações na rede.
A proposta também abre a possibilidade de devolução ou compensação de valores pagos nos últimos cinco anos por consumidores que comprovarem que já estavam nessa condição de impossibilidade técnica no período.
Na justificativa, o vereador cita o contrato de concessão que prevê a não cobrança quando não há condições de ligação, além de princípios do Código de Defesa do Consumidor e decisões adotadas em outros municípios.
O projeto agora segue para análise das comissões permanentes da Câmara antes de ser apreciado pelos vereadores.
Política
Vereador Jefferson Otto recorre à Justiça contra o PSD após alegar perseguição política

O vereador de Canoas Jefferson Otto ingressou com uma ação judicial contra o Partido Social Democrático (PSD), alegando ter sido alvo de discriminação pessoal dentro da sigla.
Segundo o parlamentar, os problemas teriam começado após o partido passar a integrar a base do governo municipal, em meados de 2025. De acordo com Otto, desde então seu mandato teria sofrido restrições relacionadas ao exercício das atividades legislativas.
Entre os pontos citados pelo vereador estão a exclusão de comissões especiais, a impossibilidade de apresentar emendas a projetos incluídos na ordem do dia, dificuldades para protocolar pedidos de adiamento de votação e situações de exposição pública que, segundo ele, teriam causado constrangimento.
Em nota, Jefferson Otto afirmou que buscou a via judicial por considerar que não havia outra alternativa para enfrentar a situação.
“Desde que o partido entrou na base do Governo, em meados de 2025, eu passei a sofrer prejuízo das minhas prerrogativas parlamentares que culminaram, por exemplo, na exclusão de participação em comissões especiais, impossibilidade de apresentação de emendas em projetos que constam na ordem do dia, impossibilidade de apresentação de pedidos de adiamento de votação, exposição e constrangimento público, entre vários outros fatores. Dessa forma, não me restou outra alternativa que não buscar a via judicial. Sigo de cabeça erguida e com a certeza que a Justiça vai reparar esse prejuízo que o partido impõe ao meu mandato atualmente”, declarou.

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