Geral
Secretaria orienta sobre funcionamento das escolas com previsão de paralisação


A Secretaria da Educação de Canoas montou um esquema de recuperação de aulas, devido à previsão de uma mobilização de professores nesta quarta-feira, 15. Uma paralisação nacional deve contar com representantes de todos os níveis de ensino, desde o básico até o superior. De acordo com a Secretaria Municipal da Educação (SME), o calendário de recuperação de dias letivos já está sendo definido e nenhum aluno terá prejuízo no conteúdo das disciplinas.
Das 44 Escolas Municipal de Ensino Fundamental (EMEFs), sete funcionarão normalmente, além do Centro de Educação Inclusiva e Acessibilidade (CEIA), outras 25 não terão aula e 12 organizaram o dia letivo em apenas um turno. Já nas Escolas Municipal de Educação Infantil (EMEIs), 19 não terão alterações no funcionamento, 14 devem aderir à paralisação e sete funcionarão parcialmente. Confira como cada instituição está se organizando para o dia de mobilização:
EMEFs
Aula normal
- EMEF Carlos Drummond de Andrade
- EMEF David Canabarro
- EMEF Jacob Longoni
- EMEF Prefeito Edgar Fontoura
- EMEF Professora Odette Yolanda Oliveira Freitas
- EMEF Rio de Janeiro
- EMEF Theodoro Bogen
- CEIA – Centro de Educação Inclusiva e Acessibilidade
Paralisação total
- EMEF Arthur Oscar Jochims
- EMEF Arthur Pereira de Vargas
- EMEF Barão de Mauá
- EMEF Bilíngue para Surdos Vitória
- EMEF Castelo Branco
- EMEF Ceará
- EMEF Coronel Francisco Pinto Bandeira
- EMEF Duque de Caxias
- EMEF Doutor Nelson Paim Terra
- EMEF Engenheiro Ildo Meneghetti
- EMEF Erna Würth
- EMEF Farroupilha
- EMEF General Osório
- EMEF Gonçalves Dias
- EMEF Guajuviras
- EMEF Ícaro
- EMEF Irmão Pedro
- EMEF João Paulo I
- EMEF Max Adolfo Oderich
- EMEF Ministro Rubem Carlos Ludwig
- EMEF Paulo VI
- EMEF Pernambuco
- EMEF Rio Grande do Sul
- EMEF Rondônia
- EMEF Santos Dumont
Paralisação parcial (aula apenas no turno da manhã)
- EMEF Governador Walter Peracchi de Barcellos
- EMEF General Neto
- EMEF Governador Leonel de Moura Brizola
- EMEF Professora Nancy Ferreira Pansera
- EMEF Sete de Setembro
- EMEF Tancredo de Almeida Neves
- EMEF João Palma da Silva
- EMEF Assis Brasil
- EMEF Monteiro Lobato
- EMEF Professor Doutor Rui Cirne Lima
- EMEF Professor Thiago Würth
- EMEF Paulo Freire
EMEIs
Aula normal
- EMEI Meu Pedacinho de Chão
- EMEI Vó Maria Aldina
- EMEI Vó Pedra
- EMEI Pequeno Polegar
- EMEI Pintando o Sete
- EMEI Vó Lola
- EMEI Julieta Balestro
- EMEI Profª Terezinha Tergolina
- EMEI Vó Corina
- EMEI Ulisses M. Filho
- EMEI Vó Nelsa
- EMEI Laney Langaro
- EMEI Anísio Spínola Teixeira
- EMEI Profª Carmem Ferreira
- EMEI Recanto do Filhote
- EMEI Vó Inezinha
- EMEI Vó Picucha
- EMEI Vovó Doralice
- EMEI Cara Melada
Paralisação total
- EMEI Carinha de Anjo
- EMEI Profª Idara Rocha
- EMEI Profª Marilene Machado
- EMEI Ledevino Piccinini
- EMEI Beija-Flor
- EMEI Tia Maria Lúcia
- EMEI Jornalista Marione Leite
- EMEI Pé-de-Moleque
- EMEI Tia Lourdes
- EMEI Vó Babali
- EMEI Gente Miúda
- EMEI Vó Sara
- EMEI Irma Chies Stefani
- EMEI Nilton Leal Maria
Paralisação parcial
- EMEI Gilda Schiavon
- EMEI Mundo Mágico
- EMEI Bem-me-quer
- EMEI Carrossel
- EMEI Olga Ronchetti
- EMEI Mãe Augusta
- EMEI Pingo de Gente
Policial
MPRS denuncia policial militar por homicídio, duplo feminicídio e desaparecimento de família Aguiar

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou nesta segunda-feira, 4, o policial militar Cristiano Domingues Francisco, de 39 anos, por uma série de crimes graves ligados ao desaparecimento da família Aguiar, no fim de janeiro. Entre as acusações estão duplo feminicídio, homicídio qualificado, ocultação de cadáver, falsidade ideológica, fraude processual, furto, associação criminosa e abandono de incapaz.
Cristiano é ex-companheiro de Silvana de Aguiar e ex-genro de Isail Aguiar, de 69 anos, e Dalmira German Aguiar, de 70. Os três seguem desaparecidos.
Segundo o Ministério Público, o crime contra Silvana teria ocorrido de forma premeditada, com emboscada dentro da própria residência. O órgão aponta ainda que a motivação estaria ligada a conflitos envolvendo a guarda do filho do casal e desentendimentos familiares.
O MP também pediu a perda do cargo público do policial e a declaração de incapacidade para exercer o poder familiar. Além disso, solicitou novas diligências sobre a guarda da criança, a atuação funcional do investigado e a quebra de dados bancários e telemáticos dos envolvidos.
Outros denunciados
A atual companheira de Cristiano, Milena Tainá Ruppenthal Domingues, de 28 anos, também foi denunciada. Ela responde por participação nos dois feminicídios e no homicídio qualificado, além de ocultação de cadáver, fraude processual, associação criminosa, furto e falso testemunho. Segundo o MP, ela teria ajudado a montar álibis e manipular provas antes e depois dos crimes.
O irmão do policial, Wagner Domingues Francisco, de 31 anos, foi denunciado por ocultação de cadáver, fraude processual e associação criminosa, por suposta participação na tentativa de esconder os corpos e dificultar a investigação.
O promotor Caio Isola de Aro afirmou que a atuação da companheira de Cristiano teria incluído conhecimento técnico para atrapalhar a coleta de provas. Ele destacou ainda a crueldade dos crimes.
Já a subprocuradora-geral Alessandra Bastian da Cunha afirmou que o Ministério Público seguirá atuando, junto com a Polícia Civil, para localizar os corpos das vítimas e dar uma resposta às famílias.
Investigação e indiciamentos
Cristiano está preso desde fevereiro e já havia sido indiciado pela Polícia Civil em abril por duplo homicídio, feminicídio, ocultação de cadáver e outros crimes. A investigação aponta que as três vítimas foram mortas, mas os corpos ainda não foram encontrados. O policial e Silvana têm um filho de nove anos.
De acordo com a Polícia Civil, os crimes foram cometidos de forma planejada e com tentativa de ocultação de provas. O delegado Anderson Spier afirmou que o suspeito teria matado o casal para encobrir o assassinato de Silvana.
A apuração indica que as mortes ocorreram em locais diferentes e em momentos distintos. Um veículo usado na ação também não foi localizado.
Outros investigados
Em relação a outros suspeitos, o Ministério Público decidiu adotar medidas diferentes conforme o grau de envolvimento. As mães do policial e da companheira tiveram parte das acusações arquivadas, mas podem responder por fraude processual em apuração separada.
Já um amigo do casal teve o caso arquivado em parte, com possibilidade de investigação específica por falso testemunho.
Policial
Adolescente morto em assalto na estação Fátima é sepultado em Canoas

Um adolescente de 17 anos, com a identidade não divulgada, estudante do 3º ano do curso técnico em Informática do Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul), campus de Venâncio Aires, morreu na tarde do último sábado, 2, após ser atacado com um objeto cortante na estação Fátima da Trensurb, em Canoas. O jovem foi sepultado no domingo, 3.
De acordo com a Brigada Militar, outro adolescente, cuja idade não foi informada, é apontado como autor do golpe, que causou ferimentos graves na vítima. O jovem chegou a ser socorrido, mas não resistiu.
Após o crime, policiais realizaram buscas na região e localizaram o suspeito ainda no mesmo bairro, além do objeto utilizado no ataque.
A Polícia Civil investiga o caso e trabalha com a hipótese de latrocínio, além de apurar as circunstâncias do ocorrido.
Policial
Operação Notre Dame combate grupo criminoso especializado em roubos a residências

Na quarta-feira, 29, a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Canoas, deflagrou a Operação Notre Dame, uma ofensiva contra uma organização criminosa interestadual especializada em roubos a residências com restrição da liberdade das vítimas.
A ação contou com apoio da Inteligência da Brigada Militar e da colaboração das Polícias Civis de São Paulo e do Ceará. Ao todo, foram cumpridas quatro ordens de prisão temporária e sete mandados de busca e apreensão nos estados do Rio Grande do Sul, São Paulo e Ceará.
As diligências ocorreram nos municípios de Lajeado, Gravataí, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Taboão da Serra e Embu das Artes. Quatro suspeitos foram presos, sendo dois no Rio Grande do Sul e dois em São Paulo. Durante as buscas, foram apreendidos materiais que devem contribuir para o andamento das investigações.
O inquérito policial teve origem em um roubo violento registrado em fevereiro deste ano, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Na ocasião, criminosos invadiram um imóvel, renderam funcionários e os mantiveram amarrados enquanto levavam joias, relógios e outros itens de alto valor.
De acordo com a Polícia Civil, a investigação apontou a existência de um esquema organizado, no qual criminosos vindos de São Paulo atuavam na execução dos assaltos com apoio logístico de comparsas no Rio Grande do Sul.
O delegado Marco Guns ressaltou que a rapidez nas diligências preliminares foi o divisor de águas para o esclarecimento do caso.
“O monitoramento técnico e o uso de inteligência nos permitiram mapear cada passo da associação criminosa”, afirmou.
O diretor regional, delegado Cristiano Reschke, enfatizou o impacto psicológico desse tipo de delito.
“A repressão ao roubo a residência deve ser enérgica e exemplar. Este crime viola o asilo inviolável do cidadão: seu lar. Quando vítimas são rendidas em seu momento de repouso e proteção, o dano psíquico é imensurável. Nossa resposta hoje reafirma que a integração entre as instituições de segurança é a barreira intransponível contra o crime organizado”, declarou.

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