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14/05/2026
 

Geral

“DPPA de Canoas é uma panela de pressão”

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A crise na Segurança Pública já não é novidade para a população. Nem mesmo o é quando se trata de Canoas, onde as delegacias, principalmente a DPPA, sofrem com superlotação de presos. A situação tem gerado apreensão entre a comunidade.

Santana

“Aquilo ali está uma panela de pressão. Pode estourar a qualquer momento se continuar do jeito que está”, afirma o vereador Sargento Santana (PTB). Para ele, há um risco iminente de tentativas de fugas no local, já que há presos perigosos sob custódia. “Pode acontecer algo muito grave, já que a delegacia não foi projetada para isso”, complementa. O vereador também ressalta que a situação se deve à falta de investimento na área. Segundo Santana, em 20 anos, a Segurança Pública foi o setor que menos recebeu recursos. “A Segurança está obsoleta por conta disso. Deveríamos ter em torno de 40 mil agentes de segurança no Rio Grande do Sul, mas temos 10 mil atuando nas ruas neste momento. É um descaso”, conclui o parlamentar.

Juares

O vereador Juares Hoy (PTB) detalha um ponto específico no problema enfrentado pela Segurança Pública na cidade: “Canoas atende, com o dinheiro daqui, Esteio, Sapucaia, Nova Santa Rita, Eldorado e Guaíba, sem a mínima participação desses municípios com recursos”. Ainda, de acordo com Juares, diariamente, a partir das 18 horas, quem precisa registrar alguma ocorrência enfrenta filas por que a central fica lotada de presos e não há policiais pra atender a população. “É um prejuízo para o povo canoense. É inadmissível que os policiais civis se tornem carcereiros diante da superlotação das delegacias”, afirma Hoy. O vereador afirma que existe risco iminente de uma morte, além de uma “chance enorme de que ocorra uma catástrofe.” De acordo com Juares, os prédios estão sendo sucateados com essa situação: “Não podemos mais admitir esse verdadeiro caos. Canoas é um terço de Porto Alegre e não tem um décimo da estrutura policial que eles têm lá”.

Delegado

A reportagem também entrou em contato com o titular da 2ª Delegacia de Polícia Regional de Canoas, delegado de polícia Cristiano Fiolic Alvarez. Para ele, o problema também passa pelo atendimento às cidades vizinhas, que acabam aumentando consideravelmente a demanda de funcionários em Canoas. Além disso, Cristiano aponta a falta de vagas em penitenciárias: “Hoje temos acompanhado uma grande crise no sistema prisional, com falta de vagas. Por isso estes presos têm ficado nas delegacias, situação que não é correta. Os presos, que deveriam ficar no mínimo 24 horas, estão ficando semanas e até meses nas delegacias”. De acordo com o profissional, a situação faz com que policiais que poderiam desempenhar outras funções, auxiliando em investigações, acabem encarregados pela custódia dos presos. “O risco sempre há, por que é um local que não é apropriado pra isso. Tentamos fazer o máximo para minimizar todos os riscos e foram feitas mudanças estruturais e comportamentais para garantir a segurança de todos que frequentam o local”, finaliza Cristiano.

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Policial

Homem é preso em São Leopoldo por armazenamento de material de abuso sexual infantojuvenil

Redação

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Foto: Redes Sociais do delegado

Policiais da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Canoas, coordenados pelo delegado Maurício Barison, prenderam em flagrante, na manhã desta quarta-feira, 13, um homem de 45 anos por armazenamento de material de abuso sexual infantojuvenil. A ação ocorreu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão no bairro Pinheiro, em São Leopoldo.

A investigação integra a Operação Permanente DarkTrace, conduzida pela DPCA Canoas, com foco no monitoramento e identificação de pessoas envolvidas na produção, armazenamento e compartilhamento de conteúdo criminoso envolvendo crianças e adolescentes no ambiente digital.

Durante a diligência, realizada com apoio de peritos do Instituto-Geral de Perícias (IGP/RS), os policiais localizaram um smartphone contendo arquivos de pornografia infantojuvenil armazenados na lixeira do aparelho. Também foram encontrados indícios de downloads feitos por meio de aplicativo que opera via protocolo torrent.

Conforme a Polícia Civil, diante da constatação do material ilícito, o suspeito recebeu voz de prisão em flagrante. Ele não ofereceu resistência e foi encaminhado à delegacia para os procedimentos legais.

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Policial

Homem é preso suspeito de estuprar a enteada de 7 anos em Canoas

Redação

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Foto: Redes Sociais delegado

A Polícia Civil prendeu, na manhã desta terça-feira, 12, um homem de 40 anos suspeito de estupro de vulnerável contra enteada de 7 anos, em Canoas. A prisão foi realizada pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) no município de Cachoeirinha.

Segundo a investigação, os abusos ocorreram no bairro Guajuviras. O inquérito foi instaurado em março deste ano, após a madrinha da criança procurar a polícia para denunciar o caso.

Conforme o relato apresentado à DPCA, a mãe da menina teria acordado durante a madrugada, em dezembro de 2025, e presenciado o companheiro praticando ato sexual contra a criança na cama onde os três dormiam.

A vítima foi ouvida posteriormente pelos investigadores e confirmou os abusos. De acordo com a Polícia Civil, os crimes seriam recorrentes.

Ainda segundo a investigação, mesmo após presenciar a situação, a mãe da criança não registrou ocorrência e permitiu que o suspeito continuasse frequentando a residência. Por isso, ela também é investigada por omissão de cuidados.

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Policial

Operação Contra-Ataque prende oito suspeitos de monitorar policiais e atuar no tráfico no RS

Redação

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A Polícia Civil deflagrou na manhã desta terça-feira, 12, a Operação Contra-Ataque, coordenada pela Delegacia de Polícia de Venâncio Aires, para combater o tráfico de drogas e a atuação de um grupo criminoso investigado por monitorar movimentações de policiais e viaturas na região.

Foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e nove mandados de prisão temporária nas cidades de Venâncio Aires, Gravataí e São Leopoldo. Dois dos mandados foram executados dentro da Penitenciária Estadual de Venâncio Aires, com apoio da Polícia Penal. Até o momento, oito pessoas foram presas.

De acordo com o delegado Guilherme Dill, a investigação apura a atuação de um grupo envolvido com tráfico de drogas, associação para o tráfico e monitoramento sistemático de viaturas e agentes de segurança por meio de aplicativos de mensagens.

Segundo a Polícia Civil, os investigados mantinham uma rede de “campanas digitais”, compartilhando em tempo real informações sobre viaturas descaracterizadas, locais onde policiais faziam refeições, deslocamentos em bairros e proximidades de delegacias. O objetivo, conforme a investigação, era facilitar a atuação do tráfico e dificultar ações policiais.

Ainda conforme a apuração, o grupo avisava integrantes sobre a presença ou ausência de viaturas estacionadas e até mesmo quando veículos deixavam a delegacia da cidade.

A investigação teve início após a apreensão de um telefone celular durante o cumprimento de um mandado judicial em 2024. A análise técnica do aparelho permitiu identificar conversas, grupos de mensagens e elementos que indicariam a atuação contínua da organização criminosa.

“A participação em grupos destinados ao monitoramento de policiais, compartilhamento de informações sobre viaturas e auxílio à movimentação do tráfico de drogas demonstra colaboração direta com a atividade criminosa, podendo configurar o crime de associação para o tráfico de drogas, cuja pena pode chegar a 10 anos de reclusão, a depender das circunstâncias apuradas durante a investigação”, afirmou o delegado Guilherme Dill.

A operação contou com cerca de 40 policiais civis, com apoio de delegacias da região de Santa Cruz do Sul, além da Draco de São Leopoldo, 2ª DP de Gravataí e Draco de Lajeado.

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