Geral
Justiça determina bloqueio dos bens de Jairo Jorge e Eliezer Pacheco
No dia 16 de agosto a juíza Adriana Rosa Morozini deferiu a medida liminar decretando a indisponibilidade dos bens de Jairo Jorge da Silva (ex-prefeito de Canoas), de Eliezer Pacheco (ex-secretário de Educação e marido da deputada Maria do Rosário) e da empresa WK Borges Cia. LTDA. A ação de improbidade administrativa, motivada por irregularidades na merenda escolar, e para a qual ainda cabe recurso, foi juizada pelo Ministério Público Estadual e distribuída em junho deste ano.
A juíza já comunicou a indisponibilidade na Central Nacional de Indisponibilidade de Bens, para bloqueio dos bens imóveis, no sistema Renajud, para bloqueio de veículos, e no Bacenjud, responsável pelo bloqueio de ativos financeiros.
Valores
Os valores dos bloqueios determinados pela justiça variaram para cada réu. Da WK BORGES o bloqueio determinado é de mais de R$ 13 milhões (R$ 13.438.305,90). Já para o ex-prefeito Jairo Jorge a ordem de bloqueio é de mais de R$ 11 milhões (R$ 11.940.958,04). Enquanto isso, para o ex-secretário de Educação o bloqueio determinado foi de mais de R$ 10 milhões (R$ 10.574.634,04).
O site do TJRS aponta que da WK Borges foram bloqueados apenas R$ 881.112,59. Dos demais réus não há informação se houve sucesso no bloqueio. A WK Borges solicitou o desbloqueio das contas, mas a solicitação foi negada pela juíza.
Danos ao erário
O despacho da juíza explica que o pedido cautelar de decretação de indisponibilidade de bens dos requeridos, com objetivo de assegurar o montante suficiente para o pagamento da multa civil. O texto explica que, em investigação realizada nos autos do Inquérito Civil nº 00739.00011/2015, aliada ao suporte dado pelo Tribunal de Contas do Estado, concluiu-se que o Município de Canoas, por seus administradores ora requeridos, no ano de 2014, celebrou contrato com a empresa WK Borges, causando danos significativos ao erário municipal.
“Da análise da petição inicial e documentos que a acompanham, verifica-se que a empresa ré foi contratada, de forma emergencial, com dispensa de processo licitatório, para a prestação de serviços de preparação de alimentação escolar, conservação e limpeza de escolas da rede municipal de ensino do Município de Canoas, sendo que, à época, o corréu Jairo Jorge da Silva era o Prefeito Municipal, ao passo que o codemandado Eliezer Moreira Pacheco exercia o cargo de Secretário Municipal de Educação. Ocorre que, no curso do contrato em questão, o Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul detectou irregularidades, as quais, segundo o Ministério Público, configuram atos de improbidade administrativa, ocasionando o enriquecimento ilícito da empresa ré, prejuízos ao erário e violação de princípios administrativos”, diz ainda o texto.
O despacho aponta ainda os atos que levaram à decisão:
a) estipulação de remunerações superiores aos salários normativos dos funcionários;
b) não-fiscalização por parte da Administração quanto ao pagamento dos salários dos funcionários nos termos do contrato;
c) fixação de despesas administrativo-operacionais e lucro em patamares superiores aos praticados no mercado;
d) pagamento em duplicidade de despesas administrativas e
e) sobrepreço dos valores fixados a título de encargos sociais, sendo que, de tais condutas (que restaram apuradas pelo Tribunal de Contas do Estado quando da realização de inspeção especial) decorreram danos ao erário, cabível o deferimento do pedido liminar para decretar a indisponibilidade de bens dos réus, em montante que possa assegurar o ressarcimento do dano.
Meio Ambiente
6ª edição do Conexões Sustentáveis aconteceu no Calçadão de Canoas

Aconteceu na manhã de quarta-feira, 11, a sexta edição do Conexões Sustentáveis: Mutirão da Reciclagem, no Calçadão de Canoas (Rua Tiradentes, Centro). O evento ocorreu paralelamente à Caravana do Emprego, promovida pela Prefeitura, mas sem vínculo institucional entre as iniciativas. Com um formato diferente, o objetivo do Mutirão foi ampliar a visibilidade do projeto e fortalecer a conscientização ambiental entre a população canoense.
Uma tenda foi montada no local, e uma equipe de catadores de materiais recicláveis atuou na divulgação do projeto Conexões Sustentáveis e no recebimento de recicláveis entregues pela população, que foram trocados por brindes. A ação buscou dar alcance à iniciativa e reforçar o papel essencial das organizações de catadores na cadeia da reciclagem.
Desde 2025, o Conexões Sustentáveis, realizado pelo Instituto Caminhos Sustentáveis (ICS) em parceria com a Petrobras, já promoveu cinco edições do Mutirão da Reciclagem em diferentes bairros de Canoas, como Guajuviras, Niterói e Mathias Velho, fortalecendo a relação entre catadoras, catadores e comunidade. As ações têm foco na educação ambiental, na separação correta dos resíduos e no estímulo ao descarte adequado, contribuindo para o aumento dos índices de reciclagem e para uma mudança cultural na relação da sociedade com seus resíduos.
A ação no centro da cidade, em local de grande circulação, destacou a atividade dos catadores, muitas vezes percebida de forma informal e precarizada. O projeto Conexões Sustentáveis atua ainda na reestruturação das organizações, no fortalecimento técnico e organizacional da categoria, com ações de qualificação, fomento ao cooperativismo e empreendedorismo, motivadas principalmente pela catástrofe climática que atingiu a região em 2024.
“Levar o Mutirão da Reciclagem para o Calçadão de Canoas, um espaço de grande circulação e próximo do comércio local, amplia o diálogo com a população e com este setor, que é estratégico para a logística reversa. Essa aproximação fortalece a coleta seletiva, que é de responsabilidade das organizações da cidade, além de possibilitar uma melhora no fluxo dos resíduos, gerando benefícios tanto para os catadores quanto para a cidade e o meio ambiente”, destaca Dione Manetti, presidente do ICS.
Policial
Policial militar que atuava em Canoas é preso por suspeita em envolvimento no desaparecimento de três pessoas da mesma família em Cachoeirinha

O policial militar Cristiano Domingues Francisco, que atuava na 3ª Companhia do bairro Guajuviras, em Canoas, foi preso preventivamente na manhã desta terça-feira, 10, pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul, que investiga o desaparecimento de três integrantes de uma mesma família de Cachoeirinha.
Cristiano é ex-companheiro de Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, que desapareceu com seus pais, Isail Vieira de Aguiar, de 69, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70, desde os dias 24 e 25 de janeiro. Até o momento, as circunstâncias do sumiço não foram esclarecidas.

Divulgação Polícia Civil
O caso
De acordo com a Polícia Civil, Silvana fez uma publicação em redes sociais no sábado, 24, na qual afirmou ter sofrido um acidente de trânsito enquanto retornava de Gramado, na Serra Gaúcha. Após a mensagem, os pais teriam saído para procurá-la, mas também não foram mais vistos. Segundo a polícia, não há registro oficial de acidentes no trecho mencionado.
As investigações apontam que o contato com os familiares foi interrompido em momentos distintos. Silvana é mãe de um menino de 9 anos, que estava sob os cuidados do pai no fim de semana do desaparecimento. Os pais dela são proprietários de um minimercado que funciona junto à residência da família. O estabelecimento está fechado desde o dia 25 de janeiro, data em que os idosos foram vistos pela última vez.
O caso foi debatido em uma reunião realizada na segunda-feira, 9, em Cachoeirinha, com a participação de agentes da Polícia Civil, delegados e da subchefe da Polícia Civil no Rio Grande do Sul, Patrícia Tolotti. Segundo o delegado Spier, o encontro teve como objetivo aprofundar a análise do caso e confrontar informações já levantadas durante a investigação.
A Polícia Civil aguarda os resultados de perícias realizadas nas residências da família, no minimercado e em veículos, além da análise de imagens de câmeras de segurança que registraram movimentações nos dias do desaparecimento. Um celular encontrado nas proximidades da casa dos idosos também passará por perícia.
O caso segue em apuração e, até agora, não há informações oficiais sobre o paradeiro da família.
Policial
Rio Grande do Sul registra mais dois casos e chega ao 13º feminicídio no interior do Estado em menos de 24h

No Rio Grande do Sul, o ano já registra o 13º feminicídio, com dois casos recentes no interior do estado que estão sob investigação da Polícia Civil.
O primeiro crime ocorreu na madrugada de sábado, 7, em São Francisco de Paula. A vítima foi morta a facadas dentro do quarto do casal, na residência onde vivia com o companheiro. Os dois haviam vindo da Paraíba e estavam morando na cidade há poucos meses.
Após o ataque, o suspeito fugiu usando o carro de um familiar e se escondeu em Bom Jesus, onde mantém vínculos com parentes e amigos. Ele foi preso na segunda feira, 9, depois de um trabalho intenso de investigação que mobilizou equipes de várias delegacias da região, além do apoio do Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos.
Segundo a delegada Fernanda Seibel Aranha, responsável pelo caso, a Polícia Civil atuou de forma ininterrupta desde as primeiras horas após o crime. O homem preso tem antecedentes por homicídio, roubo e outros delitos.
O segundo caso foi registrado em Santa Clara do Sul, na Região dos Vales. Na manhã desta terça feira, 10, uma mulher de 30 anos e o ex marido, de 37, foram encontrados mortos em uma residência. A Brigada Militar foi acionada após um carro ter invadido a garagem do imóvel.
A mulher estava dentro da casa, e o ex marido foi encontrado sem vida embaixo do veículo envolvido no acidente. Segundo informações apuradas, ele mantinha uma boa convivência com a ex companheira e havia ido até a residência para visitar a filha do casal.
As investigações apontam que o crime foi cometido por um ex namorado da vítima. O atual companheiro dela, de 45 anos, foi encontrado ferido no local e levado para atendimento no Hospital Bruno Born, em Lajeado.
A filha da mulher, de apenas 5 anos, estava trancada em um dos cômodos da casa. Ela foi retirada em segurança pelos policiais e entregue aos cuidados de um familiar.
A Polícia Civil trata o episódio como feminicídio seguido de homicídio e trabalha para esclarecer a dinâmica do crime e apontar o responsável pelas mortes. O local foi isolado para perícia, e as investigações seguem em andamento.

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