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18/09/2026
 

Inclusão

CERTEA amplia atendimento e cria grupo de convivência para adolescentes com TEA

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Adolescentes de 12 a 17 anos acompanhados pelo Centro de Referência em Transtorno do Espectro Autista (CERTEA) participaram, na quinta-feira, 17, do primeiro encontro do Grupo de Convivência e Psicoeducação. A iniciativa foi criada para oferecer aos jovens um espaço coletivo de pertencimento, troca de experiências e desenvolvimento de habilidades sociais.

O grupo é destinado tanto a adolescentes que já recebem atendimento no CERTEA quanto àqueles que aguardam atendimento. Entre os objetivos estão o fortalecimento da socialização, o desenvolvimento da autonomia, o aprimoramento das habilidades sociais e o incentivo à participação dos jovens na sociedade.

Esta é a primeira experiência do CERTEA com adolescentes classificados nos níveis 1 e 2 de suporte que apresentam condições para participar de atividades de socialização em grupo. A proposta reúne ações das áreas de saúde e educação e utiliza a psicoeducação para abordar aspectos emocionais, comportamentais e relacionados à interação social.

Segundo Andrea da Silva Avanze, gerente de Projetos Intersetoriais do Comitê de Gestão e Acompanhamento do CERTEA e CEIA, a criação do grupo amplia as possibilidades de atendimento oferecidas aos adolescentes.

“Estamos iniciando, com muita alegria, um trabalho em grupo com adolescentes que estavam aguardando atendimento há algum tempo. A proposta foi construída a partir das ações do Comitê de Gestão e Acompanhamento do CERTEA, integrando as áreas de saúde e educação”, afirma.

De acordo com Andrea, as atividades também permitirão trabalhar questões relacionadas à psicologia e, ao mesmo tempo, estimular a interação social entre os participantes.

Encontros serão divididos por faixa etária

Para atender às diferentes faixas etárias, os encontros foram organizados em dois grupos. O primeiro ocorreu nesta quinta-feira, 17, com adolescentes de 12 a 14 anos. O segundo está previsto para esta sexta-feira, 18, às 14h, reunindo jovens de 15 a 17 anos.

A psicóloga do CERTEA, Darlise Mendes, explica que a proposta é criar um ambiente no qual os adolescentes possam se reconhecer como parte de um grupo e compartilhar experiências relacionadas à adolescência e ao transtorno do espectro autista (TEA).

“A proposta é oferecer um espaço coletivo de pertencimento e de reconhecimento enquanto adolescente e adolescente com TEA. É um espaço para conversar, socializar, jogar, brincar e tirar dúvidas”, explica.

As atividades serão construídas de forma participativa, levando em consideração os interesses e as necessidades dos próprios adolescentes. A intenção é que os participantes também contribuam para definir as dinâmicas e os temas trabalhados nos encontros.

A expectativa do CERTEA é que a iniciativa fortaleça os vínculos entre os participantes e contribua para o desenvolvimento de habilidades que favoreçam a autonomia, a interação social e a participação dos adolescentes na sociedade.

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Pesquisadora com TEA é aprovada no IFRS, mas é impedida de assumir cargo em Veranópolis

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Uma decisão relacionada à estrutura de saúde de Veranópolis levou à Justiça o caso de uma professora aprovada em concurso público para atuar no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS). Manoella Treis, de 29 anos, afirma ter sido impedida de tomar posse na vaga de professora de Administração porque a instituição considerou que o município não teria estrutura suficiente para atender às suas necessidades de saúde.

Manoella tem Transtorno do Espectro Autista (TEA), endometriose e uma doença inflamatória tipo 2. Ela realiza tratamento contínuo e recebe medicamento injetável três vezes ao mês.

“Eu tenho doença inflamatória tipo 2. Ela é uma doença composta por outras doenças: a asma grave alérgica; alérgica e eosinofílica; a dermatite atópica; a rinossinusite crônica; e algumas outras manifestações inflamatórias”, explica.

Em nota, o IFRS afirma que a decisão ocorreu após análise das condições para o exercício da função no município escolhido pela candidata. Segundo a instituição, houve “incompatibilidade de exercício da docência no município escolhido para o exercício da profissão devido à falta de estrutura de saúde”.

A professora contesta a avaliação e afirma que a ausência de determinados serviços no município não deveria impedir uma pessoa com deficiência de assumir uma vaga obtida em concurso público.

“Cabe ao [governo] federal descer ao estadual para descer ao municipal com a questão da infraestrutura e não colocar sobre a pessoa com deficiência a questão da infraestrutura do Estado como um impeditivo”, alega.

Tratamento começou antes da decisão

O diagnóstico da doença inflamatória foi realizado em 2023, quando Manoella já trabalhava como professora no campus do IFRS em Veranópolis. Ela permaneceu na instituição até 2024 e afirma que, durante esse período, já utilizava a mesma medicação necessária atualmente.

Segundo a professora, em uma ocasião precisou buscar atendimento hospitalar após sofrer uma crise de asma durante um período de temperaturas abaixo de zero.

“Eu precisei ir ao hospital uma vez, na qual eles foram maravilhosos e salvaram a minha vida. Porque eu tive uma crise de asma em um dia que estava menos de zero graus”, lembra.

A Secretaria Municipal de Saúde de Veranópolis informou, em nota, que recebeu uma solicitação sobre a estrutura disponível para o atendimento do caso. Conforme a pasta, foram encaminhadas por e-mail informações sobre a capacidade de atendimento existente no município.

A secretaria também informou que o atendimento hospitalar é realizado pelo Hospital Comunitário São Peregrino Lazziozi, unidade para a qual Manoella teria sido orientada e encaminhada.

Segundo a defesa da professora, o hospital informou que conta com serviço de urgência e emergência por meio de pronto-socorro e possui condições para realizar a aplicação de medicamentos imunobiológicos injetáveis em ambiente ambulatorial.

Para Manoella, a estrutura existente no município seria suficiente para que pudesse manter o tratamento e exercer a função para a qual foi aprovada no concurso.

A principal motivação para levar o caso à Justiça, segundo ela, é tentar reverter a decisão e evitar que outras pessoas passem por situação semelhante.

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Semana Municipal da Pessoa com Deficiência terá atividades esportivas em Canoas

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A Semana Municipal da Pessoa com Deficiência terá uma programação esportiva no próximo sábado. 22, na sede da ACADEF, em Canoas. A atividade será realizada das 9h às 12h.

A programação contará com jogos em cadeiras de rodas e jogos de mesa. As atividades serão realizadas com a participação do público presente, com acompanhamento de um educador físico e instrutores.

A ação integra a programação alusiva à Semana Municipal da Pessoa com Deficiência.

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Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla: APAE Canoas expõe mostra de artes com telas

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A APAE Canoas realiza, entre os dias 21 e 28 de agosto, uma exposição de artes com trabalhos produzidos por participantes do Espaço de Convivência da instituição. A atividade marca o início da programação da Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla no município.

A mostra reúne telas confeccionadas durante oficinas de artes e tem como objetivo apresentar ao público as produções dos participantes e valorizar suas habilidades e formas de expressão.

A exposição será realizada no Tabelionato de Protesto e Registro Especiais de Canoas, na Rua Gonçalves Dias, nº 66, sala 201, no Centro. A visitação ocorre das 9h às 16h, com entrada gratuita.

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