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10/09/2026
 

Saúde

Temporais no RS: saiba como conservar insulina e outros medicamentos durante a falta de energia

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As pessoas com diabetes que utilizam insulina e pacientes que fazem uso de outros medicamentos que precisam de refrigeração devem redobrar a atenção durante os temporais que atingem o Rio Grande do Sul. As interrupções no fornecimento de energia elétrica podem comprometer a conservação desses medicamentos e reduzir sua eficácia.

Segundo a Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul (SES), pacientes que utilizam medicamentos termolábeis, aqueles que necessitam ser mantidos sob refrigeração, devem acompanhar as previsões meteorológicas e os alertas da Defesa Civil Estadual. A exposição ao calor ou a temperaturas inadequadas pode comprometer o tratamento e representar riscos à saúde.

No caso das insulinas que já estão em uso, a orientação é que elas podem permanecer por até 30 dias sem refrigeração. Para os demais medicamentos termolábeis, não existe uma regra única, pois o tempo e a forma de conservação variam conforme o produto. As recomendações específicas devem ser consultadas na bula e na embalagem.

Como medida preventiva, a Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul (SES)recomenda que os usuários mantenham em casa uma bolsa ou caixa térmica com gelo previamente congelado para ajudar a conservar os medicamentos nos primeiros momentos após uma queda de energia. O medicamento não deve ficar em contato direto com o gelo para evitar danos por congelamento.

Caso não seja possível utilizar uma caixa térmica, a orientação é manter a geladeira fechada pelo maior tempo possível, preservando a temperatura interna.

A Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul (SES)informou ainda que orientou as equipes da Atenção Primária à Saúde a identificar usuários que utilizam medicamentos termolábeis e prestar orientações sobre o armazenamento adequado. Em situações de dificuldade para manter os medicamentos na temperatura indicada, a população deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBSs) mais próxima. Conforme a pasta, quando necessário, a estrutura dessas unidades poderá ser utilizada para auxiliar na conservação dos medicamentos.

Recomendações gerais para armazenamento de medicamentos termolábeis

Evitar deixar os medicamentos expostos ao calor, à luz solar direta ou em locais muito quentes;

Não congelar medicamentos, exceto quando houver orientação específica do fabricante ou de um profissional de saúde;

Em caso de falta de energia elétrica, os medicamentos que precisam de refrigeração podem ser mantidos temporariamente em uma bolsa ou caixa térmica com gelo ou gelo reutilizável, desde que a temperatura seja monitorada e o medicamento não fique em contato direto com o gelo. Essa medida é indicada apenas por um período limitado. Se a interrupção de energia se prolongar por vários dias, procure o serviço de saúde que forneceu o medicamento para receber orientações;

Em caso de dúvidas sobre a conservação do produto, também é possível entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) do fabricante, informação que costuma constar na embalagem e na bula.

Orientações para armazenamento de insulinas humanas NPH e Regular

Frascos ou refis (carpules) ainda fechados:

Manter sob refrigeração, entre 2°C e 8°C.

Armazenar na geladeira, em locais onde não haja risco de congelamento;

Caso a insulina congele, não a utilizar mais.

Frascos ou refis em uso:

Após abertos, podem ser mantidos em temperatura ambiente por até 30 dias, conforme orientação para uso (essa prática torna a aplicação mais confortável ao paciente).

Em caso de falta de energia elétrica

As insulinas fechadas devem ser colocadas em bolsa ou caixa térmica com gelo ou gelo reutilizável;

Evite o contato direto da insulina com o gelo para prevenir o congelamento do medicamento.

Transporte da insulina

Frascos ou refis que já estão em uso não precisam ser transportados sob refrigeração. No entanto, devem ser protegidos do calor excessivo e da exposição direta ao sol.

Saúde

Canoas remarca mutirão e prevê 700 cirurgias de catarata pelo SUS em setembro

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Foto: Vinícius Medeiros/PMC

O Hospital Universitário de Canoas (HU) remarcou para os dias 24, 25 e 26 de setembro a segunda etapa do Programa Nova Visão. A ação prevê a realização de 700 cirurgias de catarata pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com prioridade para pacientes que passaram pela primeira fase do programa e aguardam o procedimento no segundo olho.

A primeira etapa ocorreu em maio, quando foram realizadas 751 cirurgias. Segundo o hospital, mais de 90% dos pacientes tinham indicação para realizar o procedimento nos dois olhos. Por isso, inicialmente, a cirurgia foi feita em apenas um dos olhos, com a segunda intervenção programada para a etapa seguinte.

A nova edição do mutirão é realizada pelo HU, administrado pela Associação Saúde em Movimento (ASM), em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, e conta com recursos de emendas parlamentares.

“Temos tido resultados muito positivos com estes mutirões que temos realizado em Canoas desde o ano passado. Estamos reduzindo filas, reorganizando atendimentos e, principalmente, transformando as vidas das pessoas”, celebra o prefeito de Canoas, Airton Souza. “Vamos seguir neste caminho, trabalhando muito para melhorar a nossa saúde e oferecer serviços de qualidade para a nossa população.”

A superintendente do HU, Tatiani Pacheco, explica que os recursos das emendas parlamentares possibilitaram a realização da nova etapa.

“Estamos muito felizes, porque estes recursos permitem ampliar a capacidade de atendimento do HU. Nós vemos como confiança dos governantes no trabalho que realizamos e isso contribui diretamente para a redução da demanda por procedimentos na rede pública”, afirma.

Mudança na data

As cirurgias estavam inicialmente programadas para os dias 24, 25 e 26 de agosto. O cronograma, no entanto, foi alterado por questões operacionais relacionadas à organização e à estrutura necessária para os procedimentos.

Os pacientes que passaram pela primeira etapa haviam recebido o agendamento para o retorno no fim de agosto. Com a mudança, o hospital informa que o setor responsável está entrando em contato para comunicar a nova data.

“Os pacientes saíram da primeira cirurgia com o agendamento de retorno já feito, agora para o final de agosto. Mas eles já estão sendo avisados pelo nosso setor responsável, mas qualquer dúvida, podem entrar em contato diretamente com a recepção do HU”, completa.

Dúvidas podem ser esclarecidas pelo telefone (51) 3112-8551.

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Saúde

HU Canoas amplia oferta de consultas especializadas pelo SUS

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O Hospital Universitário de Canoas (HU) ampliou, neste mês de setembro, a oferta de consultas especializadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). As novas agendas contemplam as áreas de Cardiologia, Endocrinologia adulta, Neurologia e Gastroenterologia.

Até quinta-feira, 10, estão previstos 135 atendimentos. São 60 consultas em Gastroenterologia, 30 em Cardiologia, 30 em Endocrinologia adulta e 15 em Neurologia.

Com a consolidação das agendas, a previsão é de até 200 consultas mensais em cada uma das quatro especialidades. A oferta total poderá chegar a 800 atendimentos por mês.

Segundo a superintendente hospitalar do HU Canoas, Tatiani Pacheco, a ampliação está relacionada à demanda por consultas de avaliação, retorno e acompanhamento especializado.

“Nosso objetivo é ampliar a capacidade assistencial do HU, otimizar a utilização da estrutura ambulatorial e contribuir diretamente para o enfrentamento da demanda reprimida da rede pública. Cada nova consulta representa uma oportunidade de oferecer diagnóstico, acompanhamento e tratamento no momento adequado. Ampliar o acesso da população à assistência especializada também é fortalecer o papel do Hospital Universitário dentro da rede pública de saúde”, destaca Tatiani.

Nesta primeira etapa, as vagas serão destinadas prioritariamente a pacientes que necessitam de retorno ou acompanhamento, além de pessoas já identificadas e reguladas pelo Sistema Integrado de Gestão de Serviços de Saúde (SIGSS).

Na sequência, as novas agendas serão incorporadas ao fluxo regular de regulação pelo GERCON. Os encaminhamentos serão realizados de acordo com os critérios assistenciais e as necessidades identificadas pela rede pública.

O hospital informa que os pacientes não precisam procurar diretamente a unidade para solicitar o agendamento. As consultas serão destinadas por meio dos sistemas oficiais de regulação do SUS.

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Saúde

Anvisa interdita lote de água mineral Vitoriosa após identificação de coliformes

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Foto: Reprodução/Vitoriosa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a interdição cautelar do lote 110426L5 da água mineral natural sem gás da marca Vitoriosa, fabricada pela GEPF Agro Indústria Ltda. A medida entrou em vigor nesta quarta-feira, 2, data da publicação da resolução.

A decisão foi tomada após uma análise microbiológica identificar a presença de coliformes totais em uma amostra de 250 mililitros do produto. O exame foi realizado pelo Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels, no Rio de Janeiro.

A interdição tem caráter cautelar e impede a comercialização do lote durante a vigência da medida. O lote afetado tem validade até 11 de abril de 2027.

O que são coliformes?

Coliformes totais são um grupo de bactérias utilizado como indicador das condições sanitárias de alimentos e da água. A presença desses microrganismos pode indicar falhas relacionadas à higiene, ao processamento ou ao armazenamento.

A detecção de coliformes totais, no entanto, não significa necessariamente a presença de bactérias de origem fecal ou de microrganismos causadores de doenças. Para identificar o tipo de contaminação, são necessários testes específicos.

Na resolução que determinou a interdição, a Anvisa não informa a identificação de outras bactérias na amostra nem relata casos de pessoas que tenham apresentado problemas de saúde após o consumo do produto.

O que diz a empresa

Em nota, a GEPF Agro Indústria Ltda. afirma que segue os padrões de qualidade e higiene previstos na legislação sanitária e que realiza análises físico-químicas e microbiológicas diárias dos lotes produzidos.

Segundo a empresa, amostras do lote foram coletadas pela Vigilância Sanitária em 4 de maio de 2026. A análise fiscal inicial teria apontado resultado insatisfatório para coliformes totais. A GEPF afirma, porém, que os testes relacionados à rotulagem, aos parâmetros físico-químicos e aos microrganismos E. coli, enterococos e P. aeruginosa apresentaram resultados satisfatórios.

A empresa também informa que recolheu e reteve preventivamente o lote remanescente no mercado. De acordo com a GEPF, uma perícia de contraprova foi realizada em 27 de julho e apresentou resultado satisfatório para coliformes totais.

A fabricante contesta ainda aspectos do procedimento laboratorial utilizado na análise inicial e afirma ter identificado condições que, segundo sua avaliação, poderiam favorecer a contaminação cruzada das amostras.

O processo administrativo segue em andamento. Uma nova análise, chamada de prova testemunha, está prevista para 8 de setembro de 2026.

A GEPF afirma que seus produtos atendem às normas sanitárias e que adotará as medidas administrativas e judiciais que considerar cabíveis.

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