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Energia limpa movimenta o saneamento no Rio Grande do Sul

Corsan já utiliza 99,5% de energia proveniente de fontes renováveis para levar água tratada a milhões de gaúchos
Abrir a torneira e encontrar água de qualidade em casa depende de uma operação que funciona sem parar. Todos os dias, estações de tratamento, bombas, reservatórios e milhares de quilômetros de redes trabalham continuamente para levar água até a população. Para manter toda essa estrutura em funcionamento, a energia elétrica é um dos principais insumos da Corsan.
Hoje, praticamente toda essa energia já é limpa. Cerca de 99,5% da energia consumida pela Companhia é proveniente de fontes renováveis, resultado de uma estratégia que combina geração solar, biomassa, pequenas centrais hidrelétricas, geração distribuída e compra de energia no mercado livre.
Para o diretor executivo da Corsan, José João Fonseca, investir em energia renovável significa investir em um futuro mais sustentável para o Rio Grande do Sul.
“Nossa missão vai além de levar água. É levar saúde, proteger o meio ambiente e deixar um legado de qualidade de vida para as próximas gerações. Cada investimento em energia limpa representa um compromisso com um saneamento mais sustentável, capaz de cuidar das pessoas enquanto preserva os recursos naturais que sustentam o nosso futuro.”
O volume de energia utilizado pela Corsan impressiona. São cerca de 40.150 MWh por mês, quantidade suficiente para abastecer aproximadamente 200 mil residências com consumo médio de energia.
Para alcançar esse resultado, a Companhia vem ampliando investimentos em geração própria de energia renovável. Um dos principais empreendimentos é a participação no Parque Elera, em Janaúba (MG), formado por três usinas solares com capacidade para gerar cerca de 35 mil MWh por mês. No Rio Grande do Sul, a matriz limpa também conta com geração por biomassa a partir da casca de arroz em Itaqui, uma pequena central hidrelétrica em Crissiumal e usinas solares instaladas em municípios como Tapes, São Lourenço do Sul, Três Passos, Alegrete, Nonoai e Santa Maria.
Mas produzir energia limpa é apenas parte da estratégia. A Corsan também trabalha para consumir cada vez menos energia na operação. Nos últimos anos, a Companhia modernizou motores, bombas e sistemas de acionamento, investiu em automação, monitoramento remoto e gestão inteligente das unidades por meio do Centro de Operações Integradas, que acompanha em tempo real o funcionamento dos sistemas de abastecimento nos 317 municípios atendidos.
Outra iniciativa importante é a limpeza interna de grandes adutoras por meio da passagem de equipamentos conhecidos como PIGs. O procedimento reduz o atrito da água nas tubulações, melhora o desempenho hidráulico dos sistemas, diminui o esforço das bombas e reduz o consumo de energia, tornando a operação ainda mais eficiente.
Essas medidas aumentam a segurança do abastecimento, reduzem impactos ambientais e permitem direcionar mais recursos para investimentos em obras de água e esgoto.
O compromisso ambiental também se estende a iniciativas de economia circular, como o reaproveitamento do lodo gerado no tratamento de esgoto para produção de insumos destinados à recuperação ambiental e a utilização de água de reuso em atividades operacionais e projetos de reflorestamento.
Ao ampliar o uso de energia renovável e investir continuamente em inovação, a Corsan reforça um modelo de saneamento que alia eficiência operacional, responsabilidade ambiental e compromisso com a população. Mais do que reduzir emissões e preservar os recursos naturais, a Companhia investe em soluções que protegem os rios, fortalecem a segurança hídrica e ampliam a capacidade de levar mais saúde, qualidade de vida e desenvolvimento para milhões de gaúchos. Porque cuidar do meio ambiente é, acima de tudo, cuidar das pessoas e do futuro das próximas gerações.
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Corsan cria Parque de Infraestrutura e Inovação para acelerar a universalização do saneamento no Rio Grande do Sul

Complexo produtivo inédito reúne fábrica de tubos, usina de asfalto, laboratório de solos e pavimentação e unidade de produção de insumos para ampliar a capacidade de execução das obras e apoiar o maior ciclo de investimentos da história do Estado.
Implantar cerca de 18 mil quilômetros de novas redes de esgoto e elevar a cobertura de esgotamento sanitário dos atuais 30% para 90% da população atendida até 2033 exige mais do que investimentos. Exige planejamento, capacidade de execução, inovação e uma estrutura preparada para responder à dimensão do desafio.
Com esse objetivo, a Corsan criou o Parque de Infraestrutura e Inovação, em Esteio, um complexo estratégico concebido para dar suporte ao maior programa de expansão do saneamento já realizado no Rio Grande do Sul e contribuir para o cumprimento das metas estabelecidas pelo Marco Legal do Saneamento.
O parque reúne, em um único local, fábrica de tubos, usina de asfalto, laboratório de análises de solos e pavimentação e usina de produção de sulfato de alumínio utilizado no tratamento de água. A entrada em operação da fábrica de tubos, nesta quarta-feira (3/6), conclui a implantação da estrutura e consolida um dos mais completos centros de apoio à infraestrutura de saneamento do país.
Mais do que concentrar unidades produtivas, o complexo foi desenvolvido para aumentar a autonomia operacional da Companhia, reduzir a dependência de fornecedores externos, fortalecer o controle de qualidade dos materiais e conferir mais agilidade e previsibilidade à execução das obras.
Para a presidente da Corsan, Samanta Takimi, o parque representa uma mudança estrutural na forma de viabilizar a expansão do saneamento no Estado.
“Quando falamos em universalização, falamos de um desafio que exige escala, eficiência e capacidade de entrega. O Parque de Infraestrutura e Inovação nasce para responder a esse desafio. Ele representa uma decisão estratégica de investir não apenas nas obras, mas também na estrutura que permitirá acelerar sua execução. É um legado para o Rio Grande do Sul e uma demonstração concreta do compromisso da Corsan com a transformação do saneamento e com o futuro das cidades gaúchas”, afirma.
A iniciativa representa um novo modelo de suporte à expansão do saneamento, integrando produção, tecnologia, logística e inovação para acelerar a entrega de redes, estações e sistemas que levarão mais saúde, qualidade de vida, desenvolvimento econômico e preservação ambiental a milhões de gaúchos.
Ao criar o Parque de Infraestrutura e Inovação, a Corsan dá mais um passo para transformar em realidade um dos maiores desafios de infraestrutura do Estado: universalizar o acesso ao saneamento e antecipar os benefícios que essa transformação gera para as pessoas, as cidades e o futuro do Rio Grande do Sul.
Um parque que reúne produção, tecnologia e qualidade
O Parque de Infraestrutura e Inovação Corsan, além da Fábrica de Tubos, integra estruturas que atuam em diferentes etapas da cadeia do saneamento.
Usina de Asfalto
Com investimento de R$ 3,7 milhões e capacidade de produção de até 20 toneladas por hora, a unidade foi criada para acelerar a recomposição das vias após as intervenções urbanas. A estrutura reduz prazos, aumenta a eficiência operacional e contribui para minimizar os impactos das obras na rotina das cidades.
Laboratório de Análises de Solos e Asfalto
Responsável pelo controle tecnológico das obras, o laboratório realiza análises de solos, pavimentos e materiais utilizados nas intervenções. A estrutura permite definir as soluções mais adequadas para cada local, aumentando a durabilidade das recomposições, reduzindo retrabalhos e ampliando a qualidade das entregas.
Usina de Sulfato
A unidade produz sulfato de alumínio, um dos principais insumos utilizados no tratamento de água. A produção própria fortalece a autonomia operacional da Companhia, amplia o controle de qualidade e reduz a dependência de fornecedores externos para uma atividade essencial ao abastecimento da população.
Desenvolvimento para além do saneamento
A estratégia da Corsan também contempla o fortalecimento da cadeia produtiva ligada ao setor. Por meio do programa Chega Junto, a Companhia vem mobilizando fornecedores, empreiteiros e prestadores de serviços locais para atender à crescente demanda das obras, ampliando oportunidades de negócios, geração de empregos e desenvolvimento regional.
Paralelamente, a empresa investe em inovação, eficiência energética e novas tecnologias para aumentar a produtividade dos sistemas e reduzir custos operacionais.
Preparando o Rio Grande do Sul para 2033
A universalização do saneamento não depende apenas da instalação de redes de água e esgoto. Ela exige a construção de uma estrutura capaz de sustentar, em poucos anos, um volume de investimentos e obras sem precedentes na história do Estado.
Ao reunir produção industrial, tecnologia, controle de qualidade, logística e desenvolvimento de fornecedores em um único complexo, a Corsan cria as condições necessárias para acelerar a expansão do saneamento, ampliar a competitividade do Rio Grande do Sul e entregar uma transformação duradoura para milhões de gaúchos.
Mais do que apoiar obras, o Parque de Infraestrutura e Inovação representa a infraestrutura que tornará possível a universalização do saneamento.
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Da tecnologia espacial às torneiras: como a inovação está ajudando a recuperar milhões de litros de água no RS

Você imaginaria que uma tecnologia criada para procurar água em Marte hoje ajuda a localizar vazamentos na rede de abastecimento do Rio Grande do Sul?
Desde 2023, a Corsan vem utilizando inovação e inteligência operacional para combater um dos maiores desafios do saneamento: as perdas de água tratada antes que ela chegue às residências.
Entre as tecnologias adotadas está um sistema de monitoramento por satélite desenvolvido originalmente para identificar água no planeta vermelho. Combinado ao uso de geofones, equipamentos capazes de “escutar” vibrações e sons subterrâneos, o sistema consegue localizar vazamentos ocultos com alta precisão, mesmo quando eles não aparecem nas ruas.
Na prática, isso significa menos escavações desnecessárias, menos transtornos para a população e reparos muito mais rápidos e eficientes.
O avanço tecnológico tornou-se essencial diante de um cenário que exigia transformação. Em 2023, 44,3% da água produzida nas estações de tratamento da Companhia era perdida antes de chegar às casas dos cerca de 6,5 milhões de clientes atendidos.
Mais do que um desafio operacional, isso representava o desperdício de um recurso precioso. Água tratada exige captação, energia, produtos químicos, controle laboratorial e uma complexa estrutura de distribuição. Quando ela se perde pelo caminho, perde-se também parte da capacidade de abastecimento da população.
Naquele mesmo período, foram identificados cerca de 23 mil vazamentos ocultos ao longo dos aproximadamente 36 mil quilômetros de rede operados pela Companhia. Uma distância que equivale quase à circunferência da Terra.
O grande desafio é que muitos desses vazamentos acontecem abaixo do solo, sem sinais aparentes. Durante anos, localizar esses pontos exigia abrir longos trechos de ruas até encontrar a origem do problema.
Hoje, a tecnologia mudou essa lógica.
Com monitoramento por satélite e análise acústica subterrânea, a Corsan consegue identificar os pontos exatos onde a água está se perdendo, acelerando os reparos e reduzindo impactos urbanos.
Os resultados já começam a aparecer. O índice médio de perdas caiu de 44,3% para 41%.
Pode parecer uma diferença pequena à primeira vista, mas o impacto é enorme: a redução representa cerca de 30 milhões de metros cúbicos de água tratada recuperados por ano. É água suficiente para abastecer uma cidade do porte de Canoas durante aproximadamente 18 meses.
Combater perdas é produzir melhor antes mesmo de produzir mais.
É usar tecnologia para proteger um recurso essencial, aumentar a eficiência dos sistemas e garantir mais segurança hídrica para milhões de pessoas.
Porque, no saneamento, muitas das transformações mais importantes acontecem onde quase ninguém vê.
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Extravasamentos de esgoto e o papel da consciência coletiva no uso das redes

Extravasamentos de esgoto são situações que rapidamente chamam a atenção da população. Quando aparecem nas ruas ou impactam rios e praias, geram preocupação imediata. No entanto, suas causas nem sempre estão associadas apenas à operação do sistema. Em muitos casos, refletem um conjunto de fatores
ligados ao uso inadequado das redes e à forma como as cidades lidam com seus resíduos.
O saneamento é uma infraestrutura complexa, que depende de engenharia, investimento e operação qualificada. Mas depende, também, de comportamento.
Quando não há consciência coletiva sobre o uso correto das redes, aumentam as chances de falhas que resultam em extravasamentos.
Entre as causas mais comuns está o descarte inadequado de lixo nas ruas. Resíduos que não são destinados corretamente acabam sendo levados pela água
da chuva e obstruem bueiros e bocas de lobo. Com a drenagem comprometida, a água se acumula e provoca alagamentos, que muitas vezes são confundidos com problemas na rede de esgoto, mas que têm origem na falta de escoamento adequado da água pluvial.
Outro fator relevante é a conexão irregular entre sistemas distintos. A rede de esgoto e a rede de drenagem pluvial possuem funções diferentes e não devem ser interligadas. A água da chuva é conduzida por um sistema próprio, que não passa por tratamento e segue diretamente para rios e outros mananciais. Esse sistema é de responsabilidade dos municípios. Quando há ligações indevidas — seja da água da chuva na rede de esgoto ou o contrário — ocorre sobrecarga, aumentando o risco de extravasamentos e impactos ambientais.
O uso incorreto da rede de esgoto também é um dos principais agravantes. O sistema é projetado para receber apenas efluentes domésticos. Quando materiais como óleo de cozinha, fraldas, absorventes e outros resíduos são descartados no vaso sanitário ou na pia, eles se acumulam nas tubulações, provocam entupimentos e comprometem o funcionamento de toda a rede.
Para enfrentar esse desafio, iniciativas de educação e conscientização têm papel fundamental. Personagens como Madame Bloqueio, o Papeleiro Maluco, o
Capitão Seboso, o Dr. Veneno e o Sr. Infiltrado integram o projeto Patrulha contra os Vilões do Esgoto, iniciado este verão e sendo expandido para escolas de 22 cidades gaúchas, criado para dialogar com crianças, adultos e comunidades de forma leve, lúdica e bem-humorada sobre o uso correto das redes. Ao transformar temas técnicos em linguagem acessível, o projeto aproxima a população do saneamento e reforça a importância de atitudes simples no dia a dia.
Há uma satisfação genuína em ver iniciativas como essa ganharem vida e encontrarem as pessoas, porque revelam que o saneamento também se constrói
a partir do entendimento e da participação coletiva.
A realidade mostra que não existe uma única causa para os extravasamentos. Eles são resultado da soma de comportamentos, estruturas urbanas e condições
operacionais. Por isso, a solução também precisa ser compartilhada. Somente a união de esforços entre gestores municipais, iniciativa privada e sociedade — com ações combinadas entre a Companhia, por meio da expansão e operação eficiente dos sistemas, a gestão pública e a consciência coletiva — será capaz de
promover mais saúde, qualidade de vida, desenvolvimento das cidades e proteção ao meio ambiente.

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