Policial
Jovem é morta em Lajeado e RS registra 42º caso de feminicídio em 2026

A morte de uma jovem de 21 anos em Lajeado, na noite de domingo, 5, passou a ser considerada o 42º caso de feminicídio registrado no Rio Grande do Sul em 2026. O número foi atualizado após a Polícia Civil alterar a linha de investigação sobre a morte de Tatiane Leite da Silva, de 41 anos, ocorrida na última quinta-feira, 2, em Três de Maio. Inicialmente tratado como feminicídio, o caso passou a ser investigado sob outra hipótese, que pode afastar essa classificação.
Segundo a Polícia Civil, a nova análise de imagens de câmeras de monitoramento indica que o companheiro de Tatiane teria tentado atingir um terceiro envolvido em uma discussão e, sem intenção, acabou atropelando a mulher. Com isso, a investigação passou a apontar para uma tentativa de homicídio contra esse homem e um homicídio culposo em relação à companheira. O suspeito segue preso, e o caso continua sendo apurado.
Já o 42º feminicídio do Estado ocorreu em Lajeado. A vítima foi identificada como Denise Silva de Medeiros, de 21 anos. Conforme a Polícia Civil, ela foi morta a tiros dentro de um apartamento na Rua Tiradentes, no Centro da cidade. A principal suspeita é de que o ex-companheiro seja o autor do crime. O nome dele não foi divulgado.
Denise foi atingida por disparos de arma de fogo na cabeça enquanto estava no quarto e morreu no local. A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio.
Policial
Homem é preso em Canoas durante operação da Polícia Federal contra esquema de apostas ilegais

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta segunda-feira, 6, a Operação Véu de Maia para investigar um suposto esquema de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e exploração ilegal de apostas de quota fixa no Brasil. Durante a ação, um homem foi preso em flagrante no bairro São José, em Canoas, na Região Metropolitana.
A prisão ocorreu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em uma residência. No local, os policiais encontraram quatro armas de fogo sem registro, sendo um revólver, uma pistola, três espingardas e munições.
Segundo a Superintendência da Polícia Federal em Goiás, responsável pela investigação, o preso é um dos sócios das empresas investigadas. A identidade dele não foi divulgada.
No Rio Grande do Sul, a operação cumpriu um mandado de busca e apreensão em Canoas, que resultou na prisão em flagrante, e outros dois em Porto Alegre. Também foram cumpridos dois mandados em São Paulo (SP), um em Ribeirão Preto (SP), um em Aparecida de Goiânia (GO) e um em Goiânia (GO).
Todos os mandados foram executados em residências. Além das armas apreendidas em Canoas, a Polícia Federal recolheu celulares, computadores e outros equipamentos eletrônicos que serão analisados durante a investigação. Não houve outras prisões.
De acordo com a PF, 87 empresas são investigadas por suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas relacionado à exploração ilegal de apostas de quota fixa. Os nomes das empresas não foram divulgados.
As investigações tiveram início após informações encaminhadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda, que apontaram o uso de empresas de fachada para movimentar recursos de operadores irregulares de apostas. A Polícia Federal também apura a possível remessa ilegal de valores ao exterior por meio de criptoativos.
Os investigados poderão responder por crimes como lavagem de dinheiro, evasão de divisas, organização criminosa e outros delitos que forem identificados ao longo da investigação.
Segundo a Polícia Federal, o nome da Operação Véu de Maia faz referência à suposta aparência de legalidade atribuída a empresas formalmente constituídas que, conforme a investigação, teriam sido utilizadas para ocultar a verdadeira origem e o destino dos recursos movimentados.
Policial
Polícia Civil prende mais um suspeito de homicídio em estacionamento de supermercado em Canoas

A Polícia Civil prendeu preventivamente, nesta sexta-feira, 3, mais um suspeito de envolvimento no homicídio de um homem executado a tiros no estacionamento de um supermercado em Canoas, na Região Metropolitana. A ação faz parte da Operação Migração, que também cumpriu seis mandados de busca e apreensão em Sapucaia do Sul. Durante as diligências, foram apreendidos fuzis e pistolas.
O crime ocorreu em 28 de maio. Um dos investigados já havia sido preso poucas horas após a execução. Conforme a delegada Graziela Zanelli, ele permanece preso. Na ocasião, os policiais localizaram com o suspeito armamento de alto calibre, incluindo fuzis e coletes à prova de balas.
De acordo com as investigações, a vítima foi morta por ocupantes de uma Range Rover Evoque preta, que deixou o local logo após os disparos. Posteriormente, o veículo utilizado na ação foi encontrado abandonado em Sapucaia do Sul.
Segundo o diretor da Divisão Metropolitana de Homicídios, delegado Rafael Pereira, as investigações prosseguem para identificar todos os envolvidos no caso.
“Os executores, mandantes e, principalmente, os líderes que estiverem envolvidos nas mortes serão investigados e responsabilizados”, afirmou o delegado.
Policial
Polícia Federal cumpre mandados no RS em investigação sobre tortura de crianças e maus-tratos a animais

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 2, a Operação Contra Barbariem para cumprir 21 ordens judiciais em investigação que apura a suspeita de crimes de tortura contra crianças e maus-tratos a animais no Rio Grande do Sul.
Ao todo, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão e nove mandados de prisão preventiva, expedidos pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Bagé. As ações ocorreram nos municípios de Bagé, Candiota e Canoas.
De acordo com a Polícia Federal, a operação tem como objetivo interromper a continuidade dos crimes investigados, identificar possíveis vítimas, reunir provas e esclarecer a dinâmica dos fatos, além de apurar uma eventual comercialização de registros audiovisuais relacionados aos crimes.
As investigações apontam indícios de episódios recorrentes de violência física e psicológica contra pessoas em situação de vulnerabilidade, incluindo bebês e crianças, além de maus-tratos a animais domésticos. Conforme a apuração, parte dos crimes teria ocorrido em Bagé e os registros teriam sido produzidos e compartilhados por meios digitais.
Ainda segundo a Polícia Federal, os investigados teriam exercido diferentes funções na suposta organização, desde a produção até o compartilhamento de conteúdos relacionados às práticas investigadas.
Caso as suspeitas sejam confirmadas, os investigados poderão responder pelos crimes de tortura contra crianças e adolescentes, maus-tratos a animais e organização criminosa, conforme a participação de cada um nos fatos apurados.

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