Conecte-se conosco

header-top

sulgas publicidade







 

29/10/2026
 

Geral

Canoas leva conscientização sobre violência contra a mulher para escolas municipais

Redação

Publicado

em

Foto: Vinícius Thormann/PMC

Dentro da programação dos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher, a cidade de Canoas tem investido em ações de prevenção dentro das escolas. O projeto Educar para Proteger: Uma Visão Escolar sobre a Violência contra Meninas e Mulheres, coordenado pela Secretaria da Mulher, Cidadania e Inclusão, aborda tipos de violência, canais de denúncia e o trabalho da rede de apoio junto a estudantes do 9º ano e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) das escolas municipais.

A primeira edição da iniciativa começou na segunda-feira, 1, e segue até a próxima terça-feira, 9, percorrendo quatro escolas da cidade. Em cada palestra, servidoras da secretaria e representantes da rede de apoio conversam por cerca de uma hora e meia com os estudantes, compartilhando informações e ouvindo relatos e experiências dos alunos. Na quarta-feira, 3, a ação ocorreu na Escola Municipal de Ensino Fundamental Coronel Francisco Pinto Bandeira, no bairro Rio Branco, com a participação de soldados da Patrulha Maria da Penha do 15º Batalhão de Polícia Militar (15º BPM).

“Estamos aqui para trazermos e expormos esse tema da violência contra a mulher para as meninas, para que a conscientização aconteça desde cedo, na escola, para que elas saibam onde buscar apoio, para que conheçam a rede de apoio, a ampla extensão desta rede, e saibam que elas não estão sozinhas, que nós estamos aqui para ajudarmos no que elas precisarem”, comenta a soldado da Patrulha Maria da Penha do 15º BPM, Suzamara Müller Lages.

Diretora da Diretoria da Mulher, Sara Amaral Alves explica que a ideia é, no ano que vem, intensificar a ação, realizando as visitas durante todo o ano nas escolas e não apenas durante a campanha dos 21 Dias de Ativismo.

“Nossa avaliação tem sido muito positiva destas primeiras palestras. Percebemos que a maioria dos jovens não tem informação de onde procurar ajuda e é isto que estamos fazendo, disseminando a informação e a nossa rede de apoio”, diz.

Professora do 9º ano, Lisete Terezinha Pires Garcia aprovou a iniciativa.

“É algo importantíssimo de se tratar dentro da sala de aula, sobretudo diante da grande incidência de ocorrências de violência contra a mulher. Muitas vezes os alunos vivenciam isso dentro de casa e não sabem a quem recorrer, onde procurar ajuda”, conta.

O estudante Jackson Sousa Trindade, 15, também aprovou a discussão do tema com a turma.

“Acho importante porque muitos tipos de violência não são muito conhecidos e acabam sendo normalizados, como a violência psicológica. Também os motivos que acabam fazendo com que as mulheres continuem com os agressores, como medo e dependência emocional ou financeira”, destaca.

O projeto seguirá nesta sexta-feira, 5, na EMEF Rio Grande do Sul, no bairro Mato Grande, das 8h15 às 10h, e na terça-feira, 9, na EMEF Santos Dumont, no bairro Niterói, das 19h às 20h30. A campanha dos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher é um evento global que visa sensibilizar, mobilizar e engajar a sociedade na luta contra todas as formas de violência, acontecendo de 20 de novembro a 10 de dezembro.

Policial

Polícia prende suspeito e apreende armas em operação que investiga fraude em licitações de Guaíba

Avatar

Publicado

em

A Polícia Civil realizou, na manhã desta quinta-feira, 22, a Operação Pseudographos, em Guaíba. A investigação apura suspeitas de falsificação e uso de certificados de capacidade financeira atribuídos à Contadoria e Auditoria-Geral do Estado (CAGE), apresentados por uma empresa de terceirização de mão de obra em licitações promovidas pelo município.

Ao todo, cerca de 25 policiais civis cumpriram sete mandados de busca e apreensão, expedidos pela 3ª Vara Regional de Garantias de Porto Alegre. As diligências ocorreram na sede da empresa investigada, em um escritório de assessoria contábil, em residências de investigados e em setores da administração municipal, incluindo a Procuradoria-Geral do Município.

Durante a operação, uma pessoa foi presa. Os policiais também apreenderam armas, munições e documentos.

A investigação apura possíveis crimes de falsificação de documento público, uso de documento falso, fraude à licitação e associação criminosa. Os certificados investigados teriam sido utilizados para habilitar a empresa em pregões eletrônicos, que resultaram em contratos administrativos posteriormente aditados.

Certificados apresentavam indícios de falsificação

Conforme o delegado Augusto Zenon, titular da 2ª Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública Municipal (DIRCAPM/Dercap), a investigação começou após uma comunicação da própria CAGE, que identificou indícios de falsificação nos documentos.

Segundo o órgão, os certificados não foram emitidos pelo sistema oficial, apresentavam numeração já vinculada a outras pessoas jurídicas e continham datas de emissão correspondentes a dias em que os sistemas estaduais estavam indisponíveis em razão da calamidade pública provocada pelas enchentes de 2024. Os prazos de validade também divergiam do padrão adotado.

A perícia realizada pelo Instituto-Geral de Perícias do Rio Grande do Sul (IGP/RS) apontou fortes indícios de falsidade.

“A perícia oficial do Instituto-Geral de Perícias (IGP/RS) concluiu pela existência de fortes indicadores de falsidade, constatando metadados incompatíveis com os certificados autênticos e sinais de elaboração em editor de texto, com posterior conversão para PDF”, esclareceu Zenon.

Investigação apura possível participação de agentes públicos

De acordo com a delegada Karoline Calegari, titular da Delegacia de Polícia de Guaíba, o inquérito começou na unidade policial do município, onde os fatos teriam ocorrido, e posteriormente foi encaminhado à delegacia especializada em crimes contra a administração pública.

As apurações incluíram depoimentos, exames periciais, análise de procedimentos administrativos municipais, materiais encaminhados anonimamente à Polícia Civil e um relatório de inteligência financeira.

Segundo a Polícia Civil, os elementos reunidos indicaram a necessidade de ampliar a investigação para além do escritório de contabilidade responsável por obter e encaminhar os certificados.

Entre os pontos ainda investigados estão a autoria da falsificação, os equipamentos e as contas utilizados na criação e no envio dos documentos, a circulação dos arquivos e o nível de conhecimento dos representantes da empresa beneficiada.

Também são analisados atos administrativos relacionados a pagamentos, aplicação de sanções e uma nova contratação da empresa. Conforme a investigação, algumas dessas decisões teriam divergido de manifestações das áreas técnicas da administração municipal.

“Também serão examinados atos praticados no âmbito da administração municipal em favor da empresa, em procedimentos de pagamento, de aplicação de sanções administrativas e de nova contratação, alguns deles em sentido divergente das manifestações das áreas técnicas, a fim de verificar a existência de ajuste prévio, divisão de tarefas e atuação coordenada entre particulares e agentes públicos, sem prejuízo da apuração de eventuais crimes de corrupção”, concluiu o delegado.

Objetivo da operação

Os mandados de busca e apreensão também tiveram como objetivo recolher computadores, celulares, mídias de armazenamento, arquivos originais e editáveis, comunicações e documentos físicos e digitais. O material deverá auxiliar na reconstrução do processo de produção e circulação dos certificados e na identificação da participação de cada investigado.

A Polícia Civil informou que as responsabilidades individuais serão apuradas com respeito ao contraditório e à ampla defesa.

O nome da operação, Pseudographos, tem origem grega e remete à expressão “escrita falsa”. A denominação faz referência aos documentos que teriam sido forjados com aparência de autenticidade oficial para comprovar uma capacidade financeira que não havia sido certificada regularmente, possibilitando, em tese, a habilitação da empresa em licitações públicas.

Continuar a ler

Policial

Condenada por assassinato de fotógrafo em Canoas entra na lista vermelha da Interpol

Avatar

Publicado

em

A gaúcha Paula Caroline Ferreira Rodrigues, de 31 anos, foi incluída na lista vermelha da Interpol, mecanismo internacional utilizado para localizar pessoas procuradas pela Justiça. Ela foi condenada a 26 anos e oito meses de prisão pelo assassinato do fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni, ocorrido em julho de 2015, em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

O nome de Paula está disponível no site oficial da organização, que divulga informações para auxiliar na identificação de pessoas procuradas, incluindo fotografias que mostram mudanças na aparência da mulher desde a época do crime.

Segundo o delegado João Paulo Abreu, diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), a inclusão na lista foi solicitada pela Delegacia de Capturas da Polícia Civil. As equipes seguem realizando diligências para localizar a condenada.

“A Polícia Civil vem realizando diversas diligências para a sua captura, entretanto, a colaboração da sociedade pode ser determinante para isso”, declarou o delegado.

Fotógrafo foi morto com 19 tiros

José Gustavo Bertuol Gargioni foi encontrado morto em julho de 2015, na região da Praia de Paquetá, em Canoas. Conforme as investigações, ele foi atraído para uma emboscada e atingido por 19 disparos de arma de fogo.

De acordo com a acusação, Paula mantinha um relacionamento com o fotógrafo e teria marcado um encontro para atraí-lo até o local do crime. Na época, ela também se relacionava com Juliano Biron da Silva, apontado como coautor do assassinato.

Biron foi condenado em 2020 a 20 anos e oito meses de prisão pela participação no crime.

Condenação ocorreu em segundo julgamento

Paula foi julgada pela primeira vez em dezembro de 2023, quando o Tribunal do Júri a absolveu da acusação de homicídio. O Ministério Público recorreu da decisão e, em abril de 2025, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul determinou a realização de um novo julgamento, por considerar que a absolvição contrariava as provas do processo.

O segundo júri ocorreu em 10 de março de 2026, em Canoas. Na ocasião, Paula foi condenada a 26 anos e oito meses de prisão, em regime fechado, por homicídio triplamente qualificado, considerando motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.

A mulher não compareceu ao julgamento e já era considerada foragida. Há um mandado de prisão em aberto contra ela. A inclusão na lista vermelha da Interpol busca auxiliar na localização da condenada.

Continuar a ler

Policial

Cerca de 40 cães são encontrados em meio a fezes e lama em Gravataí; homem é preso

Avatar

Publicado

em

Uma operação da Polícia Civil resgatou aproximadamente 40 cães em situação de maus-tratos em uma residência no bairro São Vicente, em Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A ação ocorreu na terça-feira, 20, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão relacionado a uma investigação sobre comércio ilegal de munições.

No local, os policiais encontraram cães de diferentes raças mantidos em espaços reduzidos e em condições precárias de higiene. Conforme as informações da ocorrência, havia gaiolas enferrujadas, acúmulo de fezes, urina e lama, além de recipientes contaminados pelos dejetos dos animais.

Entre os cães resgatados estavam exemplares das raças pug e shih-tzu. Alguns apresentavam a pelagem suja e emaranhada. Os animais também não teriam acesso adequado a água limpa e alimentação.

Diante das condições encontradas, o responsável pelo imóvel foi preso em flagrante por suspeita de maus-tratos a animais domésticos. A ocorrência foi identificada durante uma investigação que tinha como objetivo inicial apurar o comércio ilegal de munições.

Após o resgate, a Polícia Civil informou que seriam adotadas medidas para garantir a triagem dos cães, o atendimento veterinário e os cuidados necessários. As condições de saúde dos animais deverão ser avaliadas.

A investigação segue os trâmites legais, e o suspeito permanece à disposição da Justiça.

Continuar a ler
publicidade
festivalSicrediGraduação Lasalle

Destaques

Merdekawin hokitoto