Saúde
1ª vacina de dose única contra dengue é aprovada pela Anvisa no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) finalizou a avaliação técnica da Butantan-DV, primeira vacina de dose única contra a dengue no mundo, e iniciou os trâmites administrativos para conceder o registro definitivo.
Nesta quarta-feira, 26, em São Paulo, a agência assina o Termo de Compromisso com o Instituto Butantan — etapa obrigatória que estabelece responsabilidades do fabricante e antecede a publicação oficial do registro.
Segundo informou a Anvisa, a assinatura funciona como o último procedimento antes da formalização. Fontes consultadas pela reportagem afirmam que o imunizante atendeu a todos os parâmetros de segurança, eficácia e qualidade exigidos. Assim, embora o ato administrativo ainda não tenha sido publicado, a aprovação técnica já está concluída, o que permitiu ao governo iniciar preparativos para futura incorporação ao Programa Nacional de Imunizações (PNI).
Ainda não há previsão para a inclusão da vacina no calendário nacional.
Produção já iniciada e 1 milhão de doses prontas
Mesmo antes da aprovação regulatória, o Instituto Butantan iniciou a fabricação do imunizante e já dispõe de mais de 1 milhão de doses para entrega ao PNI.
Para o pediatra e infectologista Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), os dados apresentados justificam a expectativa de rápida incorporação.
“A vacina demonstrou eficácia elevada, em torno de 75% contra a doença e acima de 90% para formas graves e hospitalizações”, diz.
Kfouri destaca que a produção nacional é um diferencial estratégico.
“Além da eficácia, temos o benefício de ser uma vacina produzida no país. Isso facilita o acesso e a escala de distribuição”, diz.
Com o objetivo de aumentar a oferta, o Butantan firmou parceria internacional com a empresa chinesa WuXi, que deverá viabilizar a entrega de cerca de 30 milhões de doses no segundo semestre de 2026.
Resultados dos estudos clínicos
A decisão da Anvisa se baseou em 5 anos de acompanhamento dos participantes do ensaio clínico de fase 3. Entre voluntários de 12 a 59 anos, os resultados foram:
Eficácia geral: 74,7%
Proteção contra dengue grave ou com sinais de alarme: 91,6%
Proteção contra hospitalizações: 100%
Mais de 16 mil voluntários de 14 estados participaram da pesquisa, realizada entre 2016 e 2024. A vacina, composta pelos quatro sorotipos do vírus, demonstrou segurança tanto para pessoas que já tiveram dengue quanto para aquelas sem infecções prévias.
Segundo Kfouri, a duração da proteção é outro ponto de destaque.
“A eficácia foi mantida ao longo de mais de cinco anos de estudo após uma única dose. E o perfil de segurança é bastante satisfatório”, afirma.
As reações mais comuns foram leves a moderadas, como dor e vermelhidão no local da aplicação, dor de cabeça e fadiga. Eventos adversos graves foram raros e todos os voluntários se recuperaram.
Primeira vacina de dose única
A Butantan-DV é o primeiro imunizante contra dengue administrado em dose única. Segundo estudo publicado na revista Human Vaccines & Immunotherapeutics, esquemas reduzidos favorecem maior adesão, simplificam campanhas e aceleram a cobertura vacinal, especialmente em cenários de emergência sanitária.
Kfouri lembra que o imunizante já se mostrou comparável à vacina da Takeda, disponível no Brasil.
“Os resultados são muito semelhantes aos da vacina da Takeda. A grande diferença é justamente a possibilidade de aplicar apenas uma dose, o que tem impacto direto na cobertura vacinal”, explica.
Expansão para outras faixas etárias
A Anvisa também autorizou a continuidade de estudos para avaliar a segurança e a eficácia da vacina em pessoas de 60 a 79 anos. A inclusão de crianças de 2 a 11 anos depende de análises adicionais, embora dados clínicos já apontem segurança nesse público.
O Ministério da Saúde ainda vai definir quando a vacinação começará e como será feita a distribuição das doses pelo país.
Saúde
Santa Catarina confirma primeira morte por Febre do Nilo Ocidental

Santa Catarina registrou a primeira morte por Febre do Nilo Ocidental desde o início dos registros da doença no estado. A confirmação foi divulgada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) na tarde de segunda-feira, 24. A vítima é uma mulher de 77 anos, que morreu no dia 8 de agosto, em Imbituba, no Sul catarinense.
O caso integra os dois primeiros registros da doença em Santa Catarina. O outro paciente é um homem de 56 anos, morador de Caçador, no Oeste do estado, que apresentou a infecção, mas se recuperou e já recebeu alta. As informações foram confirmadas pelo superintendente de Vigilância em Saúde, Fábio Gaudenzi.
A Febre do Nilo Ocidental é provocada por um vírus transmitido principalmente pela picada de mosquitos do gênero Culex, conhecidos popularmente como pernilongos ou muriçocas. Segundo a Secretaria da Saúde, a evolução para óbito é considerada rara.
Os dois pacientes catarinenses apresentaram sintomas neurológicos. Os casos permanecem sob investigação epidemiológica para identificar os possíveis locais onde ocorreu a infecção e compreender melhor a circulação do vírus e sua relação com os quadros clínicos registrados.
No Brasil, em 2026, o Ministério da Saúde contabiliza quatro casos confirmados da doença, além de um caso considerado provável. São dois registros em Santa Catarina, dois em São Paulo e um caso provável no Piauí.
Quais são os sintomas?
A infecção pelo vírus do Nilo Ocidental pode não provocar sintomas. Quando há manifestações, elas variam de quadros leves, com febre e mal-estar, até formas graves que atingem o sistema nervoso central ou periférico.
De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 20% das pessoas infectadas apresentam algum sinal da doença. Entre os sintomas mais comuns da forma leve estão:
- Febre aguda, geralmente de início repentino;
- Mal-estar;
- Falta de apetite;
- Náusea;
- Vômito;
- Dor nos olhos;
- Dor de cabeça;
- Dor muscular;
- Manchas avermelhadas na pele;
- Aumento dos gânglios, conhecido como íngua.
A forma grave é considerada rara. Aproximadamente uma em cada 150 pessoas infectadas pode desenvolver manifestações neurológicas severas, como meningite, encefalite ou paralisia flácida aguda.
A orientação das autoridades de saúde é procurar atendimento médico diante de febre acompanhada de sinais neurológicos, como confusão mental, alterações no nível de consciência, fraqueza ou outros sintomas semelhantes. Também é importante informar ao profissional de saúde sobre eventual exposição a mosquitos.
O diagnóstico pode ser realizado por meio de exame de sangue, preferencialmente feito o quanto antes após o surgimento dos sintomas.
Como ocorre a transmissão?
Algumas espécies de aves silvestres são consideradas hospedeiras naturais do vírus. Além dos seres humanos, mamíferos como cavalos e primatas também podem contrair a infecção após serem picados por mosquitos infectados.
A Secretaria de Estado da Saúde ressalta que a Febre do Nilo Ocidental não é transmitida diretamente de uma pessoa para outra. Também não ocorre transmissão direta de aves para seres humanos.
Existe tratamento?
Até o momento, não há vacina disponível no Brasil nem medicamento antiviral específico contra a Febre do Nilo Ocidental. O atendimento é voltado ao controle dos sintomas e à manutenção das condições clínicas do paciente.
Nos casos que exigem internação, podem ser adotadas medidas como repouso, hidratação e reposição de líquidos. Quando há comprometimento do sistema nervoso central, o paciente pode precisar de cuidados em unidade de terapia intensiva (UTI), com acompanhamento para reduzir complicações e o risco de morte.
O tratamento de suporte pode incluir hidratação intravenosa, auxílio respiratório e medidas para evitar infecções secundárias.
Como evitar a doença?
Como não há vacina recomendada no Brasil para prevenir a Febre do Nilo Ocidental, a principal estratégia é reduzir o contato com os mosquitos transmissores e eliminar possíveis criadouros.
Entre as recomendações do Ministério da Saúde estão:
- Utilizar repelente;
- Evitar áreas com presença de mosquitos, principalmente nos períodos de amanhecer e entardecer;
- Instalar telas em portas e janelas;
- Eliminar água parada;
- Evitar locais com condições precárias de saneamento;
- Não jogar lixo em valas, valetas ou nas margens de córregos, rios e riachos;
- Evitar o contato ou manuseio de animais encontrados mortos.
Saúde
Dia D de Multivacinação aplica 2,5 mil doses em Canoas

Canoas aplicou 2.564 doses de vacinas durante o Dia D de Multivacinação, realizado no último sábado, 22, nas unidades de saúde que estiveram abertas no município. Os dados são da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
A mobilização teve como público prioritário crianças e adolescentes menores de 15 anos. Adultos também puderam atualizar a caderneta de vacinação durante a ação.
O Dia D integra a Campanha Nacional de Multivacinação, que segue até 1º de setembro. As doses disponíveis são as previstas no Calendário Nacional de Vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS).
Na Unidade de Saúde Harmonia, o casal de empresários Cristiano Neto, 36 anos, e Luísa Parreira, 23, aproveitou o sábado para atualizar a caderneta de vacinação do filho Vicente, de 1 ano e 8 meses. Para Cristiano, a ação facilita o acesso das famílias que têm uma rotina de trabalho intensa durante a semana.
“É uma ótima oportunidade para os pais que trabalham a semana toda e que aproveitam o sábado para vacinar seus filhos. A vacina é uma importante proteção para as crianças”, destaca.
A diretora da Atenção Básica da SMS, Ionara Diniz, reforça que a população ainda pode aproveitar o período da campanha para verificar a situação vacinal e colocar as doses em dia.
“A população ainda pode procurar sua unidade de saúde e levar a caderneta de vacinação para conferir se há alguma dose em atraso e manter as vacinas em dia. A vacinação é uma importante forma de prevenção e cuidado com a saúde, protegendo as pessoas e toda a comunidade. A campanha continua. Vacinar é cuidar e prevenir”, frisa.
Saúde
Dia D de Vacinação aplica 340 doses e reforça proteção da população em Nova Santa Rita

A Prefeitura de Nova Santa Rita, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizou no último sábado, 22, o Dia D de Vacinação em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município.
Ao longo da mobilização, foram aplicadas 340 doses de diferentes vacinas, conforme as indicações do calendário nacional de vacinação. A ação teve como foco a atualização das cadernetas e a ampliação da cobertura vacinal entre os moradores.
Durante o atendimento, as equipes de saúde também conferiram as cadernetas de vacinação e orientaram a população sobre as doses necessárias de acordo com a faixa etária e as recomendações para cada público.
A mobilização ocorreu no sábado para facilitar o acesso às vacinas para moradores que têm dificuldade de comparecer às UBSs durante os dias úteis.
Para o prefeito Rodrigo Battistella, o resultado reforça a importância de manter ações que aproximem os serviços de saúde da população.
“O Dia D é uma oportunidade para facilitar o acesso à vacinação e lembrar a população de que manter a caderneta em dia é uma atitude de cuidado e prevenção. As 340 doses aplicadas mostram que os moradores aproveitaram a mobilização e atenderam ao nosso chamado.”
O secretário municipal de Saúde, Brayan Freitas, destaca o trabalho das equipes durante a ação e a importância da participação da população.
“Tivemos nossas equipes mobilizadas para acolher os moradores, conferir as cadernetas e realizar as vacinas indicadas. Cada dose aplicada representa mais proteção e contribui para manter a população imunizada. Agradecemos a todos que participaram e aos profissionais que fizeram o Dia D acontecer.”
Vacinação é prevenção
A vacinação é uma das principais estratégias de prevenção de doenças e contribui para a proteção individual e coletiva. Por isso, a orientação da Secretaria Municipal de Saúde é que a população mantenha a caderneta de vacinação atualizada e procure uma UBS sempre que houver dúvidas sobre as doses indicadas. O resultado do Dia D reforça o compromisso do município com o fortalecimento das ações de imunização e com a ampliação do acesso da população aos serviços de saúde.

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