Saúde
MANIFESTAÇÃO: Sindisaúde cobra solução para pagamento de gestantes, puérperas e lactantes ligadas ao Gamp

Na manhã desta quarta-feira, 13, representantes do Sindisaúde-RS e ex-colaboradores do Grupo de Apoio à Medicina Preventiva e à Saúde Pública (Gamp) estiveram reunidos em frente à Prefeitura Municipal de Canoas para buscar uma solução para a situação das trabalhadoras gestantes e lactantes, que não foram demitidas pelo Gamp, e que, por estarem grávidas ou amamentando, não podem ir trabalhar.
Segundo o presidente do Sindicato, Julio Jesien, que conversou com a nossa reportagem, elas deixaram de receber do Município, pois uma determinação judicial assim o impediu. “Nossa pauta inicia com uma manifestação, que deve ser ouvida, e vai até a construção de uma proposta de um projeto de lei paralelo”.
De acordo com Jesien, em uma reunião com o prefeito de Canoas, Nedy de Vargas Marques, ainda nesta quinta-feira, o governo municipal assumiu um compromisso e deixou outro com o Sindicato, ou seja, “agora nós temos que entrar, através do nosso jurídico, com uma petição como terceiro interessado para manifestação do desembargador da 4ª Vara para viabilizar os pagamentos”, relatou.
Prefeitura se posiciona
De acordo com nota enviada à nossa redação, a Prefeitura afirma que no dia 8 de março a tomou conhecimento da decisão da 4ª Vara Cível de Canoas, que extinguiu o Comitê Interventor do Gamp, impossibilitando o Município de fazer qualquer movimento no sentido de pagar as ex-colaboradoras. E que entrou no dia 8 de abril com uma apelação no Tribunal de Justiça, para que a 4ª Vara Cível esclareça questões importantes que foram deixadas de lado na sentença, como a questão das gestantes e puérperas. Ainda, que até o momento, a Procuradoria-Geral do Município não obteve resposta sobre o pedido, e aguarda o posicionamento da Justiça, a fim de que siga buscando a construção de uma solução para o caso. Neste momento, não há nada que possamos fazer, até que o Tribunal de Justiça permita seguir com as tratativas.
O texto finaliza dizendo que “o Município irá avaliar a possibilidade de elaborar um Projeto de Lei para criar auxílio emergencial para estas mulheres, como forma de subsídio para permitir o pagamento das grávidas, puérperas e lactantes”.
Saúde
Reabertura do HPS de Canoas é adiada para junho de 2027, após atrasos nas obras

De acordo com informações divulgadas pelo portal GZH na manhã desta sexta-feira, 10, a reabertura do Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Canoas deve ocorrer apenas a partir de junho de 2027.
O novo prazo está ligado à segunda fase das obras de recuperação da unidade, que sofreu danos durante a enchente de maio de 2024. A previsão inicial indicava a retomada das atividades em dezembro de 2026, mas o cronograma foi revisado.
Segundo o texto, o município divulgou edital para contratar a empresa responsável pelo projeto e pela execução das obras. A abertura das propostas está marcada para o dia 22 de abril. Caso não haja recursos administrativos ou questionamentos judiciais, a assinatura do contrato pode ocorrer no início do segundo semestre.
Conforme o edital, o prazo estimado para conclusão da reforma é de 12 meses, com entrega prevista para junho de 2027. O contrato com a empresa vencedora terá vigência de 18 meses.
Entre as intervenções previstas estão a recuperação da cobertura, substituição de revestimentos, melhorias nas casas de máquinas e reservatórios, além de adequações nos sistemas elétrico e hidrossanitário, instalação de climatização, pintura e serviços de paisagismo. O investimento pode chegar a R$ 10,13 milhões.
Após a conclusão das obras, ainda será necessária a compra de móveis e equipamentos médicos. Em setembro de 2024, a prefeitura suspendeu o processo de aquisição desses itens. Até o momento, não há definição sobre quando o hospital voltará a operar plenamente.
Procurada pela reportagem do Jornal O Timoneiro, a prefeitura de Canoas informou que em breve enviará uma nota sobre o assunto.
Saúde
Casos graves de influenza quase dobram no Brasil em comparação a 2025

Levantamento aponta que a temporada de gripe no Brasil começou mais cedo e com maior intensidade em 2026. Dados do Instituto Todos pela Saúde, com base em análises laboratoriais, indicam que os casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) causados pelo vírus influenza quase dobraram entre janeiro e meados de março na comparação com o mesmo período de 2025.
Neste ano, foram registrados 3.584 casos, contra 1.838 no ano passado. As informações reforçam o cenário de aumento na circulação de vírus respiratórios no país.
De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 800 pessoas morreram em decorrência de vírus respiratórios nesse intervalo. Ao todo, o Brasil soma cerca de 14 mil casos de SRAG até meados de março.
O avanço antecipado da gripe já provoca impactos em cidades brasileiras. Em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, foi decretada situação de emergência devido ao aumento das doenças respiratórias.
Especialistas apontam que a pandemia de Covid-19 alterou o comportamento dos vírus respiratórios. O virologista Anderson Brito explica:
“O que a gente tem observado é que a sazonalidade, ou seja, o período onde os vírus respiratórios costumavam mais estar presente, que era ali em torno do inverno, né, se modificou muito após a chegada da pandemia de Covid-19. O que acontece é que aquele isolamento que a gente fez durante a pandemia alterou o ciclo sazonal da maioria dos vírus”
Para conter o avanço da gripe, a principal recomendação das autoridades de saúde é a vacinação. O governo federal antecipou a campanha de imunização em 2026, com meta de vacinar 90% dos grupos prioritários até 30 de maio. Até agora, cerca de 6 milhões de doses já foram aplicadas.
Estão entre os grupos prioritários crianças, idosos, gestantes, profissionais de saúde, professores, povos indígenas e pessoas com comorbidades.
A infectologista Miriam Dalben faz um alerta sobre a gravidade da doença:
“As pessoas acabam banalizando um pouco a gripe, achando que é uma coisa muito besta, que não pode evoluir com gravidade. Isso não é verdade. Tem gente que só descobre quando fica doente de maneira grave, igual tem paciente agora internado com gripe muito grave. Tem paciente inclusive na UTI agora.”
Saúde
Anvisa suspende lote de dipirona da Hypofarma após identificar risco de contaminação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou, na quarta-feira, 8, o recolhimento de um lote de dipirona monoidratada 500 mg/mL, apresentado em caixas com 100 ampolas de 2 mL, produzido pela Hypofarma.
Além do recolhimento, o órgão também suspendeu a comercialização, distribuição e uso do lote 24112378 do medicamento em todo o país.
De acordo com a Resolução (RE) 1.380/2026, a decisão foi tomada após a confirmação de desvio de qualidade, identificado pela presença de material particulado não dissolvido e estranho à formulação do produto.

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