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11/09/2026
 

Geral

Contra demissões, profissionais da Saúde protestam em frente à prefeitura de Canoas

Redação

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Na manhã desta quarta-feira, 12, um grupo de profissionais da saúde de Canoas fez uma vigília, organizada pela diretoria do Sindisaúde-RS. De acordo com o Sindicato, a intenção foi de cobrar, na reunião de mediação que ocorreu dentro do prédio na tarde do mesmo dia, a garantia da manutenção dos empregos dos 3.267 trabalhadores, sendo mais de 2 mil representados pelo Sindisaúde-RS.

Um comunicado também foi publicado no site do sindicato, dizendo que “O juiz mediador, dr. Rodrigo Trindade, estipulou a data de 28 de janeiro para que o prefeito Jairo Jorge (que participou da reunião) informe um cronograma de como será feito o pagamento das rescisórias aos trabalhadores. Além disso, também deverá ser informado, conforme a ata, qual será o instrumento coletivo que será seguido nesse procedimento”.

Ainda de acordo com o Sindisaúde, o presidente Julio Jesien, em sua fala, cobrou o prefeito Jairo Jorge sobre sua responsabilidade com a transição de contrato após o fim da contratualização com o Gamp. “Um ano administrando o hospital e não fez a licitação!”, avisou Jesien. Lembrou também que foi Jairo Jorge quem contratou o Gamp, fez cobrança sobre o assédio praticado pelos gestores contra os trabalhadores, e também exigiu saber qual o instrumento coletivo a ser utilizado.

Prefeito é confrontado sobre rescisórias

O texto continua: “O prefeito Jairo Jorge foi extremamente evasivo ao tratar das rescisórias, mencionando datas no início de fevereiro. Os sindicalistas presentes à reunião, porém, apontaram a retórica vazia do prefeito, que logo acabou solicitando a reunião em 28 de janeiro para apresentar um plano de pagamento, após um alegado “acerto de contas” que a Prefeitura teria a fazer. Nesse sentido, o representante jurídico do Sindisaúde-RS, advogado Silvio Boff (Escritório Paese, Ferreira), interviu: “O lógico é, se há um acerto de contas que o Município tem que fazer, que pague os valores devidos a quem está precisando primeiro, os trabalhadores, e depois cobre do Gamp”.

Encaminhamentos práticos

– Foi designada a data de 28 de janeiro para que o Município de Canoas apresente cronograma para pagamento das rescisórias, indicação de instrumento coletivo a ser seguido e encaminhamento da situação de empregados com garantia de emprego.

– Até dia 27 de janeiro, será pago o saldo de salários do mês.

– Também até dia 27 de janeiro, o Município se compromete a apresentar os RCTs (rescisões) à Vara de Canoas, para que seja providenciada a liberação do FGTS e o encaminhamento de seguro-desemprego (através de alvará judicial).

– O Município de Canoas informou ainda estar explícito nos editais que as entidades sucessoras à Gamp deverão dar prioridade à recontratação dos empregados da sucedida (Gamp). Houve ainda o comprometimento de não interromper os atendimentos aos pacientes durante a transição.

Prefeitura divulga Nota de Esclarecimento sobre situação de trabalhadores

Diante de algumas inverdades, que buscam disseminar a insegurança sobre os trabalhadores da área de saúde, vimos esclarecer os seguintes pontos:

1.Desde 1º de janeiro de 2021, a Prefeitura de Canoas, com a posse da nova Administração, vem procurando manter os salários em dia e o pleno funcionamentos do HUC, do HPSC, dos CAPSs e das UPAs.

2.Os depósitos do FGTS passaram a ser feitos a partir de janeiro deste ano, e por solicitação da Prefeitura Municipal, a Justiça do Trabalho, em sentença de dezembro último, determinou que a Caixa Federal deposite, imediatamente, os valores nas contas dos trabalhadores.

3.A preocupação da atual Administração é garantir o emprego dos trabalhadores e a continuidade dos prestadores de serviços. Por isso, orientou que as instituições credenciadas deem prioridade aos atuais colaboradores. Assim, é fundamental que todos participem do processo seletivo.  As empresas prestadoras de serviços estão sendo contatadas.

4.O aviso prévio é necessário para realizarmos a transição entre as instituições. A intervenção não foi uma escolha da Prefeitura, mas uma decisão da Justiça Estadual em dezembro de 2018, que designou a Administração Municipal para gerenciar o GAMP.

5.Como instituição designada pela Justiça Estadual, a Prefeitura utilizará todos os recursos disponíveis nas contas do GAMP para o pagamento das rescisões, especialmente dos salários e do aviso prévio, que serão pagos no dia 27 de janeiro. Os demais valores serão pactuados com a Justiça do Trabalho e com a Justiça Estadual, responsável pela intervenção.

6.A Prefeitura de Canoas já agendou reunião de mediação com o TRT da 4ª Região para esta quarta-feira, 12 de janeiro, a fim de buscar soluções conjuntas para as questões trabalhistas que envolvem 3.267 trabalhadores. Também foi solicitada reunião com a 4ª Vara Cível da Comarca de Canoas, com a juíza Luciane Di Domênico Haas, para atualizá-la sobre todos os movimentos, o que tem sido uma prática desde o início desta gestão. Aguardamos o retorno quanto à data.

7.Conforme informado ao juízo da Intervenção, os Termos de Fomento com o GAMP venceriam em 1º de novembro passado. Contudo, foram prorrogados, em caráter excepcional, até o dia 29 deste mês. Assim, a Prefeitura de Canoas realizou processo de seleção emergencial com validade de 180 dias, enquanto finaliza as licitações para o Hospital Universitário de Canoas, para o Hospital de Pronto Socorro Prefeito Dr. Marcos Ronchetti e para as UPAs Prefeito Hugo Simões Lagranha e Prefeito Liberty Dick Conter. Para a administração dos CAPSs já foi realizado o processo licitatório definitivo.

8.Uma Comissão Técnica visitou, na semana passada, hospitais, UPAs e CAPSs administrados pelas quatro instituições, verificando a qualidade dos serviços prestados, a capacidade de gestão destes equipamentos de saúde, bem como a satisfação dos usuários e dos profissionais que nelas atuam. A avaliação aponta que o atendimento realizado é apropriado e do mesmo porte do que se tem em Canoas.

9.Lamentamos que algumas entidades, que hoje atacam a transição para as novas instituições, foram as mesmas que criticaram a renovação por 90 dias dos Termos de Parceria com a GAMP em novembro de 2021. Infelizmente, quando a Administração anterior deixou de depositar o FGTS dos trabalhadores em 2019 e 2020, essas mesmas entidades silenciaram. Esse fato grave já foi informado ao Poder Judiciário e aos órgãos de controle.

10.É triste também que estas mesmas entidades espalhem fake news, dizendo que as trabalhadoras grávidas foram demitidas. As 75 gestantes, 17 lactantes e 26 puérperas continuam vinculadas ao GAMP e não receberam aviso prévio, conforme determina a legislação, bem como, trabalhadores relacionados à Súmula nº 348 do Tribunal Superior do Trabalho.

11.Lembramos que o GAMP, segundo colocado no Processo Licitatório em 2016, assumiu por decisão judicial. Os sérios problemas detectados em 2017 e 2018 revelaram a total falta de controle e fiscalização por parte da Administração Municipal anterior. Os auditores do Tribunal de Contas do Estado (TCE) já apuraram a glosa de R$ 20 milhões para o administrador anterior e nenhum valor para o atual gestor.

12.Esse é um momento extremamente difícil com a terceira onda da COVID-19. Por isso, solicitamos o apoio de todos os colaboradores e colaboradoras, bem como de todos os prestadores de serviço para mantermos os serviços e a assistência adequada aos pacientes em nossos hospitais, UPAs e CAPSs para o bem dos canoenses e dos gaúchos de 179 municípios que utilizam estas instituições.

Canoas, 10 de janeiro de 2022 – Comitê de Intervenção.

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Trabalhadores dos Correios entram em greve por tempo indeterminado em todo o país

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Trabalhadores dos Correios aprovaram uma greve por tempo indeterminado em assembleias realizadas na noite de quinta-feira, 10. Segundo a Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect), sindicatos de diferentes estados aderiram à paralisação.

A greve ocorre após o encerramento das negociações da campanha salarial sem acordo entre a categoria e a empresa. Um dos principais pontos de divergência é o plano de saúde dos funcionários.

De acordo com a Findect, a categoria é contrária às mudanças propostas pela direção dos Correios no benefício. A entidade afirma ainda que foram realizadas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), mas não houve consenso.

Na Paraíba, o Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos informou que, durante a paralisação, apenas serviços administrativos internos estão funcionando. Ainda não há informações consolidadas sobre o funcionamento das unidades em todas as regiões do país.

Crise financeira

A greve ocorre em meio à situação financeira negativa dos Correios. A empresa acumula 15 trimestres consecutivos de prejuízo. No primeiro semestre de 2026, o resultado negativo chegou a R$ 5,6 bilhões.

Apesar do resultado, o prejuízo registrado no segundo trimestre foi menor do que os valores contabilizados no primeiro trimestre de 2026 e no quarto trimestre de 2025.

Os Correios também aguardam um novo empréstimo de R$ 7 bilhões, previsto para ser recebido até 15 de setembro. A operação deve ser realizada por um consórcio formado por bancos nacionais e estrangeiros.

Entre as instituições envolvidas estão Citibank, J.P. Morgan, Deutsche Bank e Banrisul. No fim de 2025, a empresa havia contratado um empréstimo de R$ 12 bilhões.

Sindicatos que aderiram à greve

A lista divulgada pela Findect inclui sindicatos e entidades de diferentes estados e regiões do país, entre eles:

• Acre
• Alagoas
• Amazonas
• Amapá
• Bahia
• Campinas
• Ceará
• Distrito Federal
• Espírito Santo
• Goiás
• Juiz de Fora
• Minas Gerais
• Mato Grosso
• Rondônia
• Pará
• Paraíba
• Pernambuco
• Piauí
• Paraná
• Rio Grande do Norte
• Roraima
• Ribeirão Preto
• Rio Grande do Sul
• Santa Catarina
• Sergipe
• São José do Rio Preto
• Santa Maria
• Tocantins
• Uberaba
• Vale do Paraíba
• Bauru e região
• Maranhão
• Mato Grosso do Sul
• Rio de Janeiro
• Santos e região
• São Paulo

A adesão e os impactos da paralisação sobre o atendimento ao público e a entrega de encomendas podem variar conforme cada região.

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Policial

Polícia Civil prende três suspeitos de vender medicamentos emagrecedores irregulares em Canoas

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Foto: Polícia Civil

A Polícia Civil realizou, na manhã desta sexta-feira, 11, uma operação contra um grupo suspeito de comprar medicamentos emagrecedores no Paraguai e revendê-los em cidades da Região Metropolitana de Porto Alegre. Três mandados de prisão temporária foram cumpridos no bairro Guajuviras, em Canoas.

Os presos são um homem de 34 anos, uma mulher de 26 anos, que formariam um casal, e outro homem, de 31 anos. Segundo a investigação, eles são suspeitos de integrar um grupo responsável pela compra, transporte e comercialização dos produtos. Os nomes dos investigados não foram divulgados.

A operação investiga os crimes de associação criminosa e adulteração de medicamentos.

Medicamentos eram vendidos por até R$ 1,4 mil

De acordo com a Polícia Civil, o grupo comercializava ampolas de um medicamento à base de tirzepatida, princípio ativo também presente no Mounjaro. O produto, de uma marca paraguaia, tem comercialização, importação e uso proibidos no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Os medicamentos eram adquiridos no Paraguai e transportados para o Rio Grande do Sul. Conforme a investigação, em alguns casos, os produtos eram armazenados e transportados sem as condições adequadas de refrigeração.

A divulgação ocorria principalmente por meio de grupos de WhatsApp e do Instagram. Uma ampola era comercializada por aproximadamente R$ 400, enquanto uma caixa com quatro frascos era anunciada por cerca de R$ 1,4 mil.

A Polícia Civil estima que o grupo tenha movimentado mais de R$ 200 mil com a comercialização dos produtos, embora o valor total ainda não tenha sido calculado.

Investigação começou após denúncia

A apuração teve início em maio, após uma denúncia anônima informar à Polícia Civil sobre a existência do grupo.

No final de agosto, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão na residência do casal investigado, em Canoas. No imóvel, foram encontradas caixas vazias dos medicamentos.

Também foram apreendidos aparelhos celulares. Segundo a Polícia Civil, a análise do conteúdo dos dispositivos encontrou mensagens, imagens e negociações que indicariam a comercialização dos produtos há pelo menos um ano.

Nas redes sociais, os investigados utilizavam termos como “mom mom” e “queridinho do emagrecimento” para divulgar o produto. Em conversas privadas entre os integrantes, as ampolas eram chamadas de “camisetas”.

Investigação aponta problemas no armazenamento

As conversas analisadas pela polícia também indicaram preocupação dos próprios integrantes do grupo com a temperatura dos medicamentos durante o transporte.

Em uma das mensagens, um dos suspeitos questiona outro após um comprador relatar que teria visto o medicamento sendo retirado do bolso durante uma entrega. O diálogo mostra um dos integrantes alertando que as ampolas não deveriam ser transportadas dessa forma por causa da temperatura do corpo.

Segundo a Polícia Civil, o armazenamento e transporte inadequados podem comprometer a segurança e a qualidade dos medicamentos.

A operação é coordenada pela delegada Luciane Bertoletti, titular da 3ª Delegacia de Polícia de Canoas. Segundo ela, a compra de medicamentos de fornecedores clandestinos representa risco aos consumidores.

“Quem compra esse tipo de produto na internet ou de fornecedores clandestinos está colocando a própria vida em risco”, afirmou a delegada. Segundo Bertoletti, a investigação busca responsabilizar os envolvidos e impedir a comercialização de produtos que possam oferecer riscos à saúde.

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Policial

Operação prende 14 suspeitos de grupo investigado por tráfico e lavagem de dinheiro em Canoas

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Foto: Polícia Civil

A Polícia Civil prendeu, nesta quinta-feira, 10, 14 pessoas suspeitas de integrar um grupo criminoso com atuação no bairro Rio Branco, em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Segundo a investigação, o grupo estaria envolvido com tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.

Oito suspeitos foram presos preventivamente no Rio Grande do Sul e seis em Santa Catarina. Outros três investigados já estavam no sistema prisional. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.

De acordo com a Polícia Civil, os investigados utilizariam imóveis em Santa Catarina, principalmente em Florianópolis, para movimentar e ocultar recursos obtidos com atividades criminosas.

Durante a operação, foram apreendidos uma mala com dólares, que podem ser falsos, armas, três veículos e um jet ski. A ação foi coordenada pela 4ª Delegacia de Polícia de Canoas, com apoio das forças de segurança de Santa Catarina. Cerca de 120 agentes participaram da operação, que também contou com o uso de helicópteros.

Investigação

Conforme a Polícia Civil, a investigação identificou uma divisão de funções entre os integrantes do grupo. Os principais investigados teriam movimentado aproximadamente R$ 8,8 milhões entre 2020 e 2025.

A análise financeira apontou, segundo os investigadores, incompatibilidade entre os valores movimentados e as rendas declaradas pelos suspeitos. Alguns deles seriam beneficiários de programas assistenciais, como o Bolsa Família.

A polícia também investiga a participação do grupo em conflitos recentes nos bairros Rio Branco e Niterói, em Canoas. A suspeita é de que os confrontos estejam relacionados à disputa por pontos de venda de drogas.

A investigação teve início após a prisão em flagrante de uma mulher. Na ocasião, foram apreendidas drogas, dinheiro, anotações relacionadas ao tráfico e comprovantes de pagamentos de cartões de crédito que, somados, ultrapassavam R$ 200 mil.

A operação busca reunir novas provas sobre a atuação do grupo e a origem dos recursos investigados.

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