Política
Com 53,06% dos votos Jairo Jorge é eleito prefeito de Canoas

No último domingo, 29, os canoenses foram às urnas e escolheram o novo representante do executivo municipal. O ex-prefeito Jairo Jorge (PSD), que se envolveu em inúmeras confusões na reta final de sua campanha, após ser criticado por alianças inesperadas e de última hora, e por ser apontado como réu em processos criminais, conseguiu se eleger com 53,06% dos votos sobre o atual prefeito, Luis Carlos Busato (PTB), que obteve 46,94% da preferência do eleitorado.
Como geralmente ocorre na cidade, Canoas teve uma eleição acirrada. O novo prefeito venceu por 9.488 votos de diferença. O resultado foi confirmado por volta das 18h, quando, com 99,54% das urnas apuradas, o candidato foi matematicamente eleito. Será o terceiro mandato dele no comando da cidade e terá como vice-prefeito Dr. Nedy de Vargas Marques (Solidariedade).
Pronunciamento após a vitória
Logo após a apuração das urnas serem totalizadas, Jairo Jorge, já eleito prefeito de Canoas, postou em seu perfil no Facebook, a frase “Obrigada, Canoas”. Logo após, em entrevista a uma emissora de rádio, se pronunciou oficialmente como prefeito eleito, destacando a vontade de unir a cidade, que saiu bastante dividida deste pleito. “Em primeiro lugar agradeço a todos os canoenses, sou a partir de agora o prefeito de todos. Quero unir a cidade, o resultado mostra que é preciso união, pacificação, gestão, liderança e inovação para sairmos da crise”, disse Jairo.
Resultado do segundo turno
Com 100% das urnas apuradas, Jairo somou 82.137 votos, ou 53,06% dos válidos, derrotando o atual prefeito, que obteve 72.649 votos (46,94%).
Brancos (3,85%) e nulos (5,80%) somaram 16.530 votos. Houve ainda o recorde de 79.388 abstenções (31,45%).
Somados brancos, nulos e abstenções totalizam 89.179, o que representa mais de 30% do universo de 252 mil eleitores aptos a votar em Canoas.
Como foi a disputa no primeiro turno
No primeiro turno, segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Jairo teve 71.968 votos (45,20% dos votos), ante 34,48% de Busato – o que representa 54.903 dos votos.
Nove candidatos concorreram à eleição no município, o terceiro maior colégio eleitoral do RS. No Legislativo o incentivo também foi grande, dos 21 vereadores eleitos, 12 apoiaram Jairo.
Trajetória de Jairo
Natural de Canoas, Jairo Jorge é jornalista formado pela Ufrgs e tem 57 anos. Irá para o terceiro mandato em Canoas, cidade que já governou de 2009 a 2017. Também foi vereador na cidade no período de 1989 a 1992, além de pró-reitor da Ulbra. Trabalhou com Tarso Genro na prefeitura de Porto Alegre quando o petista assumiu a liderança do Executivo, em 2001. Em 2004, foi ministro interino da Educação. Concorreu ao cargo de governador do RS, em 2018, ficando na quarta posição.
Alianças do segundo turno
Enquanto alguns partidos decidiram pela neutralidade e outros pelo apoio a um dos candidatos, uma aliança teve efeito contrário ao desejado e causou um verdadeiro terremoto em uma das campanhas. Jairo, que foi do PT por mais de 30 anos, aceitou e elogiou o apoio da bolsonarista Simone Sabin. Com esse movimento, ele afastou tanto petistas, que disseram se negar a votar em um candidato bolsonarista, quanto eleitores de Sabin, que declararam nas redes sociais que não iriam acompanhar o voto da candidata.
Piorando ainda mais a imagem da aliança firmada entre o ex-petista e a bolsonarista, o vice da chapa de Sabin no primeiro turno, Coronel Faccin, lançou dois vídeos em suas redes sociais, nos quais repudiou o apoio dela a Jairo e anunciou que deixaria o PRTB. Na publicação, Faccin afirma que Sabin informou que perguntou para todos, mas que ele não votaria nunca no ex-prefeito Jairo Jorge. Além de Sabin, César Augusto (PRB) foi o único outro candidato a apoiar Jairo no segundo turno.
Processos criminais
O ex-prefeito Jairo Jorge tem sido alvo, nos últimos anos, de diversos processos, muitos deles divulgados nas páginas do jornal Timoneiro. No entanto, todos estes processos se desenrolam na esfera cível, tanto em ações populares quando em ações de improbidade administrativa. Pela primeira vez, em setembro deste ano, através de uma matéria publicada pelo site da Rádio Real, o público tomou conhecimento de um processo criminal no qual o ex-prefeito é réu por contratações relacionadas ao gerenciamento ao serviço de teleagendamento. Além de Jairo, também viraram réus outras pessoas que integraram a sua gestão, entre elas estão a ex-vice-prefeita Beth Colombo e o ex-secretário da Saúde, Marcelo Bósio.
Procurado por nossa reportagem, Jairo Jorge não quis dar entrevista.
Política
Câmara de Canoas discute fiscalização e remoção de cabos irregulares nos postes

A Câmara Municipal de Canoas realizou, na tarde de quarta-feira, 4, uma audiência pública para discutir a retirada de fios soltos, cabos em desuso e a organização da fiação nos postes da cidade. O encontro foi proposto pelos vereadores Aloisio Bamberg (PSDB) e Alexandre Gonçalves (PDT) e teve como foco o cumprimento da Lei Municipal nº 6.653/2023.
Durante a audiência, os parlamentares cobraram maior fiscalização e responsabilização das empresas pelos problemas envolvendo o cabeamento aéreo. A ausência de representantes da concessionária RGE e das operadoras de telecomunicações convidadas também foi questionada pelos participantes.
Na abertura da reunião, Alexandre Gonçalves apresentou pontos da legislação municipal que estabelecem regras para identificação dos cabos, organização da fiação e retirada de equipamentos sem utilização. O vereador questionou a efetividade das notificações encaminhadas às empresas e a aplicação das penalidades previstas na lei.
Aloisio Bamberg defendeu uma atuação conjunta entre o Legislativo e o Executivo para ampliar a cobrança às empresas responsáveis e buscar soluções para o problema.
Os riscos à segurança de pedestres, ciclistas e motociclistas também foram destacados. A vereadora Neuza Ruffato (PSD) apontou que a falta de identificação dos fios dificulta localizar as empresas responsáveis e exigir providências.
O vereador Daurinei Alt (PSD) relatou uma ação de limpeza realizada no bairro Mathias Velho, mas ressaltou que ainda existem diversos pontos da cidade que precisam de intervenções. Já Gabriel Constantino (PT) cobrou a ampliação dos mutirões e chamou atenção para os impactos ambientais causados pelo descarte inadequado dos materiais.
Mutirões e fiscalização
Representantes do Executivo também participaram da audiência. Estiveram presentes o secretário de Defesa Civil e Resiliência Climática, Vanderlei Marcos; o secretário de Relações Institucionais, Marcos Melchior; a diretora de Iluminação Pública, Elisete Schmidt da Silva; e o secretário adjunto de Zeladoria, José Roberto Canabarro Lima.
Canabarro informou que, desde maio, foram realizados 13 mutirões de retirada de fios, com média de duas ações por mês. Segundo ele, a Prefeitura participa dos trabalhos com a coleta e destinação dos materiais retirados, além do acompanhamento dos serviços.
O secretário adjunto reconheceu que a quantidade de ações ainda não atende à demanda do município e defendeu uma cobrança maior à concessionária responsável pelos postes.
Vanderlei Marcos relatou que a Defesa Civil recebe diariamente ocorrências relacionadas à fiação e mantém contato com as operadoras para solicitar intervenções. Ele também defendeu a articulação com a bancada federal e os órgãos reguladores para revisar normas e ampliar a efetividade das exigências sobre organização e retirada dos cabos.
A diretora de Iluminação Pública, Elisete Schmidt da Silva, explicou que o município encaminha notificações às empresas, mas enfrenta limitações de estrutura para acompanhar todas as situações.
Já Marcos Melchior mencionou as dificuldades administrativas e regulatórias enfrentadas pela Prefeitura. Ele também citou propostas encaminhadas à Câmara para reforçar as exigências de recuperação das vias após intervenções realizadas pelas empresas.
Propostas discutidas
Entre as medidas debatidas durante a audiência estão o reforço da fiscalização, a articulação com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), além do estudo sobre a criação de uma agência reguladora municipal.
Outra proposta apresentada foi a busca por recursos federais para a implantação gradual de redes subterrâneas, priorizando áreas de maior circulação e locais considerados críticos em Canoas.
Política
Deputado Victorino aponta dívida de R$ 114 bilhões e cobra medidas para recuperar o RS

O deputado federal eleito Gustavo Victorino (Republicanos) participou, na quarta-feira, 4, do evento Tá na Mesa, promovido pela Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul). O encontro teve como tema “O papel da bancada federal no reerguimento do Rio Grande do Sul” e reuniu parlamentares eleitos para discutir os desafios econômicos do Estado.
Durante o painel, Victorino apresentou um cenário das dificuldades financeiras enfrentadas pelo Rio Grande do Sul. Entre os pontos mencionados estão o déficit orçamentário estimado em R$ 7 bilhões e a dívida com a União, que ultrapassa R$ 114 bilhões.
O deputado destacou a necessidade de diálogo com o governo federal para enfrentar os problemas financeiros e buscar alternativas para a recuperação econômica do Estado.
“Para mudar esse cenário é importante uma interlocução com o governo federal, que é hostil ao sul do país, teremos muitas dificuldades, mas precisaremos de atitude e união. O perdão da dívida foi à votação e perdemos porque parlamentares de esquerda votaram contra o Rio Grande do Sul”, disse.
Victorino também ressaltou o papel dos deputados federais na criação de condições para que empreendedores retomem os investimentos no Estado. Segundo ele, a bancada deverá atuar em Brasília com iniciativas voltadas à retomada do crescimento econômico gaúcho.
“Mais do que nunca o Rio Grande do Sul precisa da defesa de todos, da nossa dignidade e da nossa bravura. Nós somos um povo bravo na nossa história e seremos também no parlamento federal”, finalizou Victorino.
Além de Gustavo Victorino, participaram do evento os deputados federais eleitos Alceu Moreira (MDB), Diogo Siqueira (PL), Pedro Westphalen (PP) e Rony Gabriel (Podemos).
Política
Aroldo Medina anuncia pré-candidatura à Prefeitura de Canoas nas eleições de 2028

Aroldo Medina, de 62 anos, deve disputar a Prefeitura de Canoas nas eleições municipais de 2028 pelo Partido Missão. Militar da reserva da Brigada Militar, bombeiro militar especializado em Defesa Civil, jornalista, escritor e professor, ele foi candidato a vice-presidente da República na chapa de Renan Santos nas eleições de 2026, que recebeu 2,67 milhões de votos.
A definição da pré-candidatura ocorreu no domingo, 1º, durante uma reunião no Quiero Café, no bairro Marechal Rondon, em Canoas. O encontro contou com a presença de 35 apoiadores.
Trajetória em Canoas
Medina mora em Canoas há 55 anos e mantém ligação com a cidade desde a infância. Seu primeiro emprego foi aos 12 anos, com carteira assinada, no Supermercado Spader, que funcionava na Rua Araçá.
Estudou durante dez anos no Colégio Maria Auxiliadora, onde presidiu o Grêmio Estudantil em 1982. Em 1983, serviu no Quartel-General do V Comando Aéreo Regional (V COMAR). Três anos depois, ingressou na Brigada Militar.
Entre 1991 e 1993, frequentou o curso de Jornalismo na Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), em Canoas, período em que também foi presidente do Diretório Acadêmico dos estudantes de Comunicação Social.
Saúde e prevenção de enchentes entre as pautas
Morador do bairro Mathias Velho desde 1978, Medina aponta a gestão da saúde pública e a prevenção de enchentes como temas que pretende discutir em relação ao município.
Sobre a saúde, ele afirma que os recursos disponíveis no orçamento municipal devem ser aplicados na qualidade dos serviços oferecidos à população.
“Canoas e seus moradores merecem uma cidade onde os serviços públicos funcionem com qualidade. A cidade tem dinheiro de sobra. Seu orçamento é de R$ 3,57 bilhões de reais. Todo esse recurso precisa ser investido na qualidade de vida do povo de Canoas, com honestidade”, declarou.
O pré-candidato também mencionou a enchente de 2024, que atingiu o bairro Mathias Velho e inundou a casa de seus pais. Ao comentar os impactos do episódio, afirmou que a população ficou sem assistência adequada durante a crise.
“A população foi abandonada pelo governo. Era o povo pelo povo. Essa história não pode se repetir. A cidade precisa ter obras confiáveis que protejam os moradores contra novas inundações”, disse.
A pré-candidatura deverá ser desenvolvida até as eleições municipais de 2028.

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