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22/10/2026
 

Geral

Criada campanha de combate à violência contra mulher no período de isolamento

Redação

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em

Divulgação internet

O Governo Federal anunciou nesta semana que as denúncias de violência contra a mulher aumentaram 9% durante pandemia do novo coronavírus no Brasil. Em Canoas, não há registro de crescimento nos números de casos. Entretanto, a Prefeitura, por meio da Diretoria das Políticas para as Mulheres, vem reforçando o combate à violência doméstica, com o lançamento da campanha Peça Ajuda.

O objetivo da campanha é mostrar às mulheres que elas não estão desamparadas neste período de pandemia. “Assim como aconteceu na Europa e no próprio Brasil, temos a preocupação de que haja um aumento da violência doméstica durante o isolamento social. Por isso, estamos reforçando a divulgação de nossos canais de contato e lembrando que a rede de enfrentamento à violência de Canoas continua trabalhando e amparando as mulheres”, destaca a diretora das Políticas para as Mulheres, Fabiane Xavier.

Fabiene ainda lembra que, neste período, é importante que predomine a solidariedade entre as pessoas. “Pedimos para que vizinhos, amigos e familiares também realizem as denúncias de casos de violência doméstica, todos precisam se ajudar nesse momento tão peculiar pelo qual estamos passando”, completa.

De acordo com a coordenadora técnica do Centro de Referência à Mulher em Situação de Violência Patrícia Esber, Thaís Pereira Siqueira, o atendimento do CRM continua por telefone. “Temos duas psicólogas e duas assistentes sociais que estão realizando atendimento telefônico. Estamos monitorando os casos que já estão em andamento e acolhendo mulheres que nos procuram pela primeira vez”, afirma.

Telefones para denúncias
  • Diretoria de Política para as Mulheres: (51) 99275-8146 ou 3236-1073 (atendimento 24 horas)
  • Centro de Referência da Mulher (CRM): (51) 98300-1505 ou 3464-0706 (atendimento das 9h às 18 horas)  Sala Lilás do Hospital Universitário: (51) 3425-9015
  • Disque denúncia: 180 ou 100
  • Brigada Militar: 190

Onde procurar ajuda 

Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (DEAM) 

Endereço: rua Humaitá, 1120, bairro Marechal Rondon
Telefone: (51) 3462-6700
Atendimento: 8h30 às 18 horas

Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) 

Endereço: rua Dr. Sezefredo Azambuja Vieira, 2730, bairro Marechal Rondon
Telefone: (51) 3425-9015
Atendimento 24 horas

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Policial

Cerca de 40 cães são encontrados em meio a fezes e lama em Gravataí; homem é preso

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Uma operação da Polícia Civil resgatou aproximadamente 40 cães em situação de maus-tratos em uma residência no bairro São Vicente, em Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A ação ocorreu na terça-feira, 20, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão relacionado a uma investigação sobre comércio ilegal de munições.

No local, os policiais encontraram cães de diferentes raças mantidos em espaços reduzidos e em condições precárias de higiene. Conforme as informações da ocorrência, havia gaiolas enferrujadas, acúmulo de fezes, urina e lama, além de recipientes contaminados pelos dejetos dos animais.

Entre os cães resgatados estavam exemplares das raças pug e shih-tzu. Alguns apresentavam a pelagem suja e emaranhada. Os animais também não teriam acesso adequado a água limpa e alimentação.

Diante das condições encontradas, o responsável pelo imóvel foi preso em flagrante por suspeita de maus-tratos a animais domésticos. A ocorrência foi identificada durante uma investigação que tinha como objetivo inicial apurar o comércio ilegal de munições.

Após o resgate, a Polícia Civil informou que seriam adotadas medidas para garantir a triagem dos cães, o atendimento veterinário e os cuidados necessários. As condições de saúde dos animais deverão ser avaliadas.

A investigação segue os trâmites legais, e o suspeito permanece à disposição da Justiça.

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Policial

PM suspeito de matar ex-mulher e os pais dela no RS deverá passar por avaliação psicológica

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MPRS denuncia policial militar por homicídio, duplo feminicídio e desaparecimento de família Aguiar

O policial militar Cristiano Domingues Francisco, suspeito de envolvimento nas mortes da ex-mulher, Silvana de Aguiar, e dos pais dela, em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, deverá passar por uma avaliação psicológica no âmbito de um processo administrativo da Brigada Militar. O procedimento pode influenciar a continuidade do Conselho de Disciplina que pode resultar na exclusão dele da corporação.

A avaliação será realizada pela Junta Policial-Militar de Saúde e deverá analisar as condições psicológicas do policial, incluindo sua capacidade de compreender as infrações administrativas atribuídas a ele e de responder ao procedimento disciplinar.

O exame estava previsto para setembro, mas foi adiado.

Processo pode resultar em expulsão

Cristiano responde a um Conselho de Disciplina instaurado pela Brigada Militar. O procedimento administrativo apura a conduta do policial e poderá resultar na exclusão dele da instituição.

O militar está afastado das funções policiais, mas segue recebendo vencimentos e vantagens, conforme as regras aplicáveis ao caso. A avaliação psicológica integra o andamento do processo administrativo e não representa, por si só, uma conclusão sobre a responsabilidade criminal do investigado.

Família está desaparecida desde janeiro

Silvana de Aguiar, de 48 anos, e os pais dela, Isail Vieira de Aguiar, de 69, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70, desapareceram em Cachoeirinha nos dias 24 e 25 de janeiro de 2026. Até a publicação da reportagem, os três não haviam sido encontrados.

Cristiano, ex-marido de Silvana, é acusado de envolvimento no caso e responde a processo criminal por crimes que incluem feminicídio, homicídio qualificado, ocultação de cadáveres, fraude processual, associação criminosa e falsidade ideológica, entre outras imputações.

Milena Ruppenthal Domingues, companheira de Cristiano, e Wagner Domingues Francisco, irmão dele, também foram denunciados pelo Ministério Público por suposta participação nos crimes investigados.

As acusações ainda dependem de julgamento, e os investigados têm direito à ampla defesa e ao contraditório.

Defesas contestam acusações

As defesas dos investigados questionam aspectos da investigação e apontam divergências relacionadas às provas, aos depoimentos e à cronologia apresentada pela acusação. Também afirmam aguardar a conclusão de laudos e perícias.

A avaliação psicológica de Cristiano faz parte do procedimento administrativo da Brigada Militar e não substitui o processo criminal, que apura a responsabilidade dos envolvidos no desaparecimento da família Aguiar.

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Policial

Polícia investiga suspeita de xenofobia contra juiz sergipano em restaurante de Porto Alegre

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Foto: Amepe/Divulgação

A Polícia Civil investiga uma suspeita de ataque xenofóbico contra um juiz natural de Aracaju, em Sergipe, durante uma visita a um restaurante em Porto Alegre. O caso teria ocorrido no bairro Praia de Belas e envolve relatos de ofensas relacionadas à origem nordestina do magistrado.

Segundo o relato do juiz Francisco Tojal, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), o episódio começou quando ele pediu informações sobre o prato à la minuta, tradicional no Rio Grande do Sul. Ao demonstrar que não conhecia a refeição pelo nome, ele teria sido alvo de comentários debochados e xingamentos feitos por um homem que estava em uma mesa próxima.

Conforme o magistrado, as ofensas teriam sido motivadas por seu sotaque e sua origem regional. O homem também teria feito referências políticas durante a discussão.

Investigação policial

A ocorrência foi registrada em 8 de outubro. A Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância solicitou as imagens das câmeras de segurança do estabelecimento, além da identificação do suspeito e de duas testemunhas.

Até a publicação das informações, o restaurante ainda não havia respondido à solicitação, e o suspeito não havia se manifestado à polícia nem apresentado advogado.

Juiz estava em Porto Alegre para palestra

Francisco Tojal estava na Capital gaúcha para ministrar uma palestra sobre violência de gênero na infância e na adolescência.

O caso é investigado como uma possível prática de discriminação por origem regional. A apuração busca esclarecer as circunstâncias do episódio e identificar os envolvidos.

Atos de discriminação contra pessoas em razão de sua origem regional podem ser enquadrados na legislação antirracismo, conforme as circunstâncias do caso.

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