Geral
10ª Parada Livre de Canoas reúne milhares no Parque Eduardo Gomes


Foto: Derli Colomo Junior
Ocorreu neste último domingo, 7, a 10ª Parada Livre de Canoas, no Parque Eduardo Gomes. Apesar do tempo instável, o evento mobilizou milhares de pessoas, militantes e simpatizantes da causa LGBT+ da 10º Parada Livre de Canoas. O ato, que celebra a diversidade, a liberdade e a luta pelo fim da violência contra a população LGBT+.
A programação contou com mais de 45 atrações, como dança, shows, capoeira, grupo de teatro, DJs, drags, dublagens, performance, entre outros. O destaque ficou para a participação da DJ Leticia Sartoretto. Militante da causa e um dos organizadores, Everton Camboim, afirma que o evento deste ano foi mais enxuto e modesto, mas, mesmo assim, de grande relevância para a comunidade LGBT+. “Embora o tempo não tenha colaborado, participaram da festa as pessoas que entendem o verdadeiro significado da Parada Livre, que busca fortalecer a nossa causa através da visibilidade”, afirma.

Foto: Derli Colomo Junior
O apresentador das atrações artísticas e culturais, Xandy Mattos, comenta que a 10ª Parada Livre foi realizada em um esforço conjunto de entidades LGBTs e militantes. “Nos unimos para conseguir organizar todo o evento, que representa mais que uma série de apresentações, é uma resposta que damos contra o preconceito ainda muito presente na sociedade”, diz Xandy.
Glamour, cores e brilho não poderiam faltar na festa, como afirma Cleiver Souza, que passava glitter cor de rosa enquanto o evento ainda não começava. “Participo todos os anos da Parada Livre e, hoje, preciso brilhar ainda mais porque vou me apresentar”, salienta Cleiver, que fez uma dublagem de Luan Santana. O evento também foi um ato político para alguns participantes, como é o caso de Tailane Guedes, que se assume lésbica desde os 13 anos. “Esse é mais um dia de luta, como todos os outros. Temos que lutar pelos nosso direitos, pela visibilidade, pelo respeito e pela liberdade de sermos quem quisermos ser”, ressalta.

Foto: Derli Colomo Junior
O diretor das Políticas das Diversidades e Comunidades Tradicionais, área vinculada à Secretaria Municipal dos Direitos Humanos e Participação Social (SMDHPS), Saulo Gil, destaca que Canoas é referência no Rio Grande do Sul em relação às políticas LGBTs. “Mesmo com a chuva, o público teve grande participação, isso porque Canoas se destaca no Estado pelo trabalho que realiza com esse segmento, então, conseguimos mobilizar tanto os canoenses quanto a população da região. Além disso, mostramos para a sociedade que é possível convivermos respeitando as diferenças”.
A 10º Parada Livre foi organizada pelo Conselho Municipal LGBT e pelo Fórum LGBT de Canoas, com apoio da Parada da Luta LGBT de Porto Alegre e da Comissão de Diversidade Sexual da OAB Canoas. Neste ano, a Prefeitura de Canoas não fez repasse financeiro ao evento, apoiando de forma institucional, com a cessão do local, organização do trânsito, segurança, cadeiras, banheiros químicos e licenças eventuais (para comercialização de produtos no local), entre outras colaborações estruturais.
Policial
Mulher de 27 anos é morta a tiros em frente de casa em Santo Ângelo

Uma mulher de 27 anos foi morta a tiros na noite de terça-feira, 2, em Santo Ângelo, na Região das Missões. O crime ocorreu por volta das 19h40, na Rua do Retiro, no bairro Santa Fé.
Segundo informações da Brigada Militar, a vítima estava em frente à residência quando dois homens chegaram ao local em uma motocicleta. De acordo com o relato policial, o passageiro do veículo efetuou diversos disparos contra a mulher.
Após o ataque, os suspeitos fugiram e não foram localizados. A vítima morreu no local.
A área foi isolada para o trabalho da perícia, e o caso passou a ser investigado pela Polícia Civil. A identidade da vítima não foi divulgada pelas autoridades. Conforme informações da polícia, ela não possuía antecedentes criminais.
Até o momento, não há informações sobre a identidade dos suspeitos nem sobre a motivação do homicídio. A Polícia Civil realiza diligências para esclarecer as circunstâncias do crime e identificar os responsáveis pelo ataque.
Policial
Operação Penhor prende 20 suspeitos e mira esquema de tráfico de armas na Região Metropolitana

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira, 2, a Operação Penhor, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa investigada por comércio ilegal de armas de fogo, lavagem de dinheiro e outros crimes. A ação foi coordenada pela 2ª Delegacia de Investigação do Narcotráfico (2ª DIN), do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc), e integra a Operação Narke VI, do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Ao todo, foram cumpridas 94 medidas cautelares em municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre. Entre as ordens judiciais estão 24 mandados de prisão preventiva, 22 mandados de busca e apreensão, 36 sequestros de veículos, dois sequestros de imóveis e o bloqueio de dez contas bancárias.
Segundo a Polícia Civil, a organização investigada atuava principalmente em Porto Alegre, Gravataí, Cachoeirinha e Cidreira. Até o momento, 20 pessoas foram presas. Também foram apreendidos R$ 30 mil em dinheiro, oito veículos, uma moto aquática e três armas de fogo.
As investigações começaram após informações sobre a atuação de suspeitos envolvidos no comércio clandestino de armas na Região Metropolitana, especialmente em Cachoeirinha e Gravataí.
De acordo com a polícia, as apurações identificaram uma estrutura criminosa organizada, com divisão de funções entre os integrantes, responsável pela aquisição, armazenamento, transporte e negociação de armas e munições. O material seria destinado ao abastecimento de uma organização criminosa com atuação na região do Vale dos Sinos.
Conforme o delegado Wesley Lopes, responsável pela investigação, o grupo também utilizava operadores financeiros, empresas e terceiros para ocultar a origem dos recursos obtidos com as atividades ilegais.
“As apurações demonstraram que o grupo utilizava operadores financeiros, interpostas pessoas e empresas formalmente constituídas para ocultar e dissimular valores provenientes das atividades ilícitas, evidenciando uma estrutura voltada à lavagem de capitais e à manutenção financeira da organização criminosa”, afirmou.
O nome da operação faz referência a um diálogo interceptado durante as investigações. Segundo a Polícia Civil, uma das lideranças do grupo demonstrou insatisfação com a cobrança de valores relacionados ao penhor de uma arma de fogo entre integrantes da própria organização, evidenciando a circulação clandestina de armamentos.
As diligências seguem em andamento para localizar investigados considerados foragidos, além de aprofundar a análise patrimonial e financeira dos envolvidos.
Para o delegado Wesley Lopes, a investigação revelou não apenas a atuação do grupo no comércio ilegal de armas, mas também mecanismos estruturados de ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro. Segundo ele, as medidas de bloqueio e sequestro de bens têm como objetivo enfraquecer a capacidade financeira e operacional da organização criminosa.
Policial
Homem é preso após agredir companheira e ameaçar guardas municipais em Estância Velha

Um homem foi preso em flagrante na madrugada de domingo, 31, após agredir a companheira, impedir que ela deixasse a residência e ameaçar agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) em Estância Velha, no Vale do Sinos.
A ocorrência foi registrada por volta das 4h, no bairro União. Conforme relato da vítima aos guardas municipais, as agressões ocorreram após uma discussão motivada por ciúmes. Segundo o depoimento, o suspeito a segurou pelo pescoço e pelos pulsos, provocando lesões aparentes.
Ainda de acordo com a vítima, após as agressões o homem impediu que ela saísse da residência para buscar abrigo na casa da mãe. Para isso, teria retirado as chaves do veículo e o telefone celular da mulher.
Durante o atendimento da ocorrência, o suspeito passou a desacatar os agentes da GCM. Ao receber voz de prisão, ele também teria feito ameaças contra os guardas, sendo necessária a contenção física devido à resistência apresentada.
O homem foi encaminhado à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de São Leopoldo, onde foi autuado em flagrante por lesão corporal no contexto da Lei Maria da Penha e por ameaça. Após os procedimentos legais, ele foi conduzido ao sistema prisional.
Segundo a Guarda Municipal, a vítima manifestou interesse em receber acompanhamento especializado e passará a ser assistida pela Patrulha Mulheres Protegidas, programa voltado ao acolhimento e à proteção de mulheres em situação de violência doméstica.

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