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25/01/2026
 

Saúde

Canoas decreta emergência em Saúde devido ao aumento de internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave

Redação

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Canoas decreta emergência em Saúde devido ao aumento de internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave

Em decorrência do aumento de internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), Canoas emitiu um decreto que declara situação de emergência em saúde pública no município.

O documento, assinado pelo prefeito Airton Souza, declara situação de emergência no âmbito da saúde pública no município de Canoas para fins de enfrentamento da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), considerando o cenário epidemiológico das doenças respiratórias e a superlotação de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) em Canoas e na Região Metropolitana, com risco de desassistência à população por esgotamento dos serviços de saúde municipais, conforme apontado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

O estado de emergência terá a vigência de 90 dias, contados a partir da sua publicação, podendo o prazo ser prorrogado conforme evolução dos indicadores epidemiológicos e assistenciais.

“A Saúde do Rio Grande do Sul pede socorro. Canoas está entre as cidades mais afetadas pela escassez de recursos. A única forma de vencermos esta batalha é com união. Com a decretação da emergência, poderemos agilizar processos e concentrar esforços no atendimento dos casos mais graves, evitando a sobrecarga completa do nosso sistema de saúde. Essa é uma decisão técnica, respaldada pela Secretaria Municipal de Saúde, e que visa proteger vidas”, disse o Prefeito Airton Souza.

“Com o aumento de casos de síndrome respiratória, a decisão de decretar emergência em Saúde foi a melhor que poderíamos tomar para garantir a assistência e o cuidado aos canoenses. É importante que todos façam sua parte e que a população vá às nossas unidades de saúde e tome a vacina contra a gripe. É desta forma que conseguiremos amenizar a situação mais tarde, uma vez que o inverno ainda nem chegou”, avaliou o vice-prefeito Rodrigo Busato.

Devido à situação de emergência, o decreto autoriza a adoção de todas as medidas administrativas necessárias a garantir a assistência em saúde, e cita, em especial, a aquisição de insumos e materiais, a doação e a cessão de equipamentos e bens, assim como a contratação de serviços estritamente necessários ao atendimento da situação emergencial.

Da mesma forma, autoriza também a prorrogação, na forma da lei, de contratos e convênios administrativos que favoreçam a assistência à saúde dos pacientes acometidos por doenças respiratórias, de acordo com a necessidade apurada pelas áreas técnicas da SMS.

O decreto estabelece que cabe à Secretaria Municipal de Saúde (SMS) elaborar diretrizes gerais para a execução das medidas de enfrentamento da situação de emergência em saúde pública, assim como editar normas complementares para a fiel execução do que foi decretado.

“Desta forma, se necessário, mediante justificativa do titular da pasta, poderão ser adotadas as medidas excepcionais para o enfrentamento da situação de emergência, como a suspensão de férias e folgas dos servidores municipais envolvidos no enfrentamento à Emergência em Saúde Pública (ESP) do Município lotados na SMS”.

Por fim, o decreto estabelece que, enquanto persistir o estado de emergência em saúde pública, as redes hospitalares que prestam serviços ao SUS no Município de Canoas deverão adotar medidas administrativas para priorizar a disponibilização dos leitos clínicos de suporte ventilatórios e de UTI para os casos de SRAG.

Com o decreto de emergência, as equipes da SMS agora traçam as estratégias de atuação e as próximas medidas a serem tomadas.

“Estamos avaliando o decreto do Estado, o quanto teremos de recursos e o que poderemos fazer com essas verbas, e também o decreto municipal. Vamos habilitar mais dez leitos de internação no Hospital Universitário (HU) e estamos verificando a disponibilidade de leitos de retaguarda, tanto pediátricos quanto adultos. Todos os serviços serão ampliados, tanto na atenção básica, nas unidades de saúde, quanto nas UPAs e hospitais”, afirma o secretário municipal da Saúde, Marcelo Reis.

Emergência lotada em Canoas

Conforme o texto divulgado pela gestão municipal, a lotação dos hospitais em toda a Região Metropolitana é reflexo do aumento da demanda típica desta época do ano e também do referenciamento de pacientes do interior do Estado para serem atendidos na região. Na manhã desta quarta-feira, 21, a taxa de ocupação da Sala Verde do Hospital de Pronto-Socorro de Canoas (HPSC), instalado dentro do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), é de 550%.

“São 55 pacientes sendo atendidos onde a capacidade seria para dez. Há pacientes com problemas respiratórios, oncológicos, casos clínicos e de trauma. Destes, seis pacientes apresentavam quadros de síndrome respiratória aguda grave”.

O texto afirma que as medidas necessárias para a garantia do atendimento da população já vêm sendo tomadas nos hospitais de Canoas desde o início do ano, segundo a Prefeitura. As escalas de funcionários vêm sendo reorganizadas, foram disponibilizados mais leitos e os pacientes vêm passando por reavaliação constante para que possam ser encaminhados para outras unidades ou liberados.

Ainda de acordo com a nota da Prefeitura, nas últimas semanas, o Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG) reabriu 24 leitos de internação que estavam fechados para manutenção, e deve reabrir outros oito ainda essa semana e mais 28 nos próximos dias.

A administração municipal diz que também está revitalizando a gestão do hospital e implementando novas ferramentas administrativas e melhores condições de trabalho e de atendimento da população. A Prefeitura também está trabalhando junto com o governo do Estado para abrir uma porta de Emergência no Hospital Universitário para que o HNSG possa volta a atuar dentro de suas características próprias.

“Canoas também está mobilizada, em conjunto com os municípios integrantes do Consórcio da Associação dos Municípios da Região Metropolitana da Grande Porto Alegre (Granpal), para buscar junto aos governos estadual e federal o repasse mais apropriado de verbas para o sistema de saúde da região. Os municípios da região pleiteiam mais incentivos estaduais para hospitais públicos municipais; distribuição de recursos proporcionalmente de acordo com a população de cada cidade; melhor complementação das tabelas do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Programa Mais Acesso a Especialistas (PMAE) do Rio Grande do Sul; composição de recursos de acordo com a perda de arrecadação relacionada às enchentes de 2024; e a criação de uma câmara de compensação financeira para o ressarcimento dos municípios que atendem demanda espontânea de moradores de outras cidades, entre outras demandas”.

Saúde

Anvisa proíbe venda de tirzepatida irregular e suspende comercialização de retatrutida no Brasil

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária proibiu a comercialização de injeções de tirzepatida das marcas Synedica e TG, que vinham sendo vendidas no Brasil sem registro e ficaram conhecidas como “canetas emagrecedoras do Paraguai”.

A autarquia também suspendeu todas as vendas de retatrutida no país. A substância ainda está em fase de testes clínicos, não teve aprovação para uso em nenhum país e não possui registro junto à Anvisa.

A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 21. Conforme a resolução, ficam proibidas a comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso dos produtos em todo o território nacional. Segundo a agência, a qualidade, a eficácia e a segurança dessas substâncias não foram avaliadas, o que pode representar riscos à saúde.

De acordo com a divulgação, foi constatada a divulgação e oferta dos produtos sem registro, notificação ou cadastro na Anvisa, fabricados por empresa desconhecida e promovidos por perfis em redes sociais como @tirzepatida.oficial, @albertotirzepatida e @retatrutida1.

A norma estabelece ainda que as ações de fiscalização se aplicam a pessoas físicas, jurídicas e também a veículos de comunicação que comercializem ou divulguem os produtos proibidos.

Atualmente, a única formulação de tirzepatida autorizada pela Anvisa é o medicamento Mounjaro, da farmacêutica Eli Lilly, indicado para o tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade. A retatrutida não foi submetida para análise regulatória no Brasil.

Em novembro do ano passado, a Anvisa já havia reforçado que medicamentos sem registro não podem ser vendidos ou utilizados no país, com a publicação de proibições específicas para outros produtos irregulares, como T.G. 5, Lipoless, Lipoless Éticos, Tirzazep Royal Pharmaceuticals e T.G. Indufar.

Na ocasião, a agência informou que as medidas foram adotadas diante do aumento de evidências de propaganda e comercialização irregulares, inclusive pela internet, prática proibida pela legislação brasileira.

A Anvisa também alertou que esses produtos não podem ser trazidos do exterior. Medicamentos sem registro só podem ser importados de forma excepcional, para uso pessoal, mediante prescrição médica e cumprimento de critérios específicos. No caso de produtos com proibição expressa, essa possibilidade também fica suspensa.

Segundo a agência, o uso de medicamentos não aprovados dificulta a rastreabilidade em situações de eventos adversos e impede a adoção de medidas regulatórias necessárias para a proteção da saúde da população.

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Saúde

Simers afirma que UTI Neonatal do HU estaria operando com capacidade reduzida; Prefeitura nega

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O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) emitiu nota afirmando que a UTI Neonatal do Hospital Universitário (HU) de Canoas estaria operando com capacidade reduzida, em razão de dificuldades na composição das escalas médicas. No comunicado, a entidade relata riscos à assistência. Em nota, a Prefeitura de Canoas afirma que os pagamentos estão em dia, que as escalas seguem a legislação vigente e que o número oficial de leitos é diferente do apontado pelo sindicato.

A situação trazida pelo Sindicato teria sido verificada na manhã de quarta-feira, 14, durante visita de uma equipe do Simers ao hospital. Segundo o sindicato, o setor possui 35 leitos físicos, dos quais 15 estariam em uso no momento da vistoria. De acordo com os profissionais ouvidos pela entidade, a redução estaria relacionada a atrasos recorrentes no pagamento dos honorários médicos, o que teria dificultado a permanência e a contratação de especialistas.

Ainda conforme o Simers, em alguns turnos haveria apenas um médico especialista responsável pela UTI Neonatal, acumulando também o atendimento ao centro obstétrico. O sindicato aponta, ainda, a ausência de responsável técnico no setor, função responsável por coordenar as equipes e atuar em situações de emergência. Diante do cenário, os médicos afirmam ter solicitado à direção do hospital e ao Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) a restrição de atendimentos, sem retorno até o momento.

A conselheira do Simers, Denise Affonso, alertou para o risco em situações de intercorrências simultâneas. O diretor clínico do HU e diretor do sindicato, Marcos André dos Santos, manifestou preocupação com a dificuldade de recomposição das equipes, citando a perda de credibilidade junto aos profissionais. Segundo a nota, representantes do sindicato teriam se reunido com a direção do hospital e com a Medintegra, empresa responsável pela organização das escalas, para relatar os riscos à assistência e cobrar a regularização dos pagamentos.

PREFEITURA REFUTA ALEGAÇÕES

Em resposta, a Prefeitura de Canoas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, informou que, conforme a empresa responsável pelo provimento das equipes médicas da UTI Neonatal e da Sala de Partos, todos os profissionais tiveram os valores integralmente quitados no dia 7 de janeiro de 2026, dentro do prazo previsto no contrato vigente com a Associação Saúde em Movimento (ASM), gestora do HU Canoas.

A administração municipal afirma ainda que a escala de médicos plantonistas está organizada conforme o dimensionamento previsto na legislação. Segundo registros formais da instituição, no dia 14 de janeiro, data da visita do sindicato, a UTI Neonatal contava com dois médicos especialistas em atendimento, além de uma médica atuando na Sala de Partos.

Sobre o número de leitos, a Prefeitura esclarece que a capacidade oficialmente disponibilizada e regulada da UTI Neonatal do HU Canoas é de 20 leitos, conforme protocolo vigente, e não 35, como mencionado pelo sindicato. A Secretaria de Saúde informou também que acompanha de forma permanente a execução dos contratos, o funcionamento das escalas médicas e a organização da assistência neonatal.

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Saúde

Revitalização da UPA Caçapava tem início após as enchentes de 2024

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Foto: Vinícius Medeiros/PMC

Teve início na terça-feira, 13, a revitalização da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Caçapava, em Canoas. A unidade está entre os equipamentos públicos da área da saúde afetados pelas enchentes registradas em 2024. A ação faz parte das medidas adotadas pela Prefeitura para recuperar estruturas danificadas e manter o atendimento à população.

A obra prevê a pintura interna e externa do prédio, além da construção de um novo balcão na recepção, com a proposta de melhorar o fluxo de atendimento a pacientes e acompanhantes.

Também estão incluídos no projeto reparos nas redes elétrica, hidráulica e no sistema de encanamento de gás. As intervenções têm como objetivo corrigir danos causados pelas enchentes e prevenir novos problemas estruturais, garantindo o funcionamento da unidade.

O prefeito Airton Souza afirmou que acompanha a execução dos trabalhos e destacou a relevância da revitalização para a comunidade.

“Estou acompanhando de perto esse trabalho, que é muito importante para melhorar o ambiente e o acolhimento da população. Nosso compromisso é garantir que as pessoas sejam atendidas em um espaço mais seguro, organizado e digno”, declarou.

A secretária municipal da Saúde, Ana Boll, explicou que a revitalização envolve diferentes frentes de atuação.

“Estamos fazendo uma revitalização completa, com pintura interna e externa, melhorias na recepção com a construção de um novo balcão e todos os reparos necessários nas redes elétrica, hidráulica e de gás. São ajustes fundamentais para garantir segurança, qualidade no atendimento e melhores condições de trabalho para as equipes de saúde”, afirmou.

Já a secretária de Projetos e Captação de Recursos, Daniela Fontoura, destacou o planejamento envolvido na execução da obra.

“Essa revitalização é resultado de um trabalho técnico, em parceria com a empresa gestora, focado na reconstrução dos equipamentos públicos atingidos pelas enchentes. Nosso objetivo é assegurar que a cidade recupere seus serviços com mais estrutura e resiliência”, disse.

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