Política
Marcio Freitas faz relatório de seu mandato em 2018


Foto: Simone Dutra
SIMONE DUTRA*
O vereador Marcio Freitas (PDT) visitou a redação do Timoneiro na tarde de terça-feira, 22, e entregou à nossa equipe o relatório anual dos projetos que apresentou em 2018. Durante a conversa, Marcio destacou ser o vereador que mais apresentou projetos de lei no Legislativo Municipal de Canoas; 17 ao total, sendo cinco na área da Saúde, quatro na Cidadania, três de Direito do Consumidor, três sobre Transparência e dois de Transporte.
Projetos
Freitas encaminhou ao Executivo projeto de lei para que sejam instaladas placas indicativas das obras que realizadas na cidade, explicando o porquê e contendo o contato da secretaria responsável. O projeto ainda precisa ser sancionado pelo Prefeito.
Outro projeto importante para o político destina 20% das vagas dos leitos em hospitais para idosos: “Essas pessoas contribuem durante anos e quando ficam doentes precisam de um cuidado especial”, aponta. Ele enviou ao Executivo, também, proposta de teleagendamento para pessoas com deficiências ou acamadas, bem como a realização em casa de exames laboratoriais: “Alguns cidadãos não podem ir aos postos retirar fichas, portanto, um agendamento por telefone para este público daria mais agilidade”, aponta.
Marcio define seu mandato como inovador com a aplicação do Projeto Vereador, que leva todos os dias o seu gabinete a diversos pontos da cidade para ouvir à comunidade. “Não tenho nenhum projeto com nome de rua, buscamos atender às demandas com respeito e carinho”, conclui.
“Geralmente o cidadão nunca vê seu gestor público. Então, todos os dias, das 5 às 9h, estamos em algum ponto da cidade ouvindo as pessoas e suas demandas, independente do bairro. O trabalhador, muitas vezes, não tem tempo nem voz, então, vamos de encontro a ele para fazer os pedidos de providências para o Executivo. E, à noite, ocorre o Vereador na Estação, das 18 às 21h. Cada dia numa estação diferente, encontrando aqueles que estão saindo do trabalho”.
Acompanhe trecho do vídeo:
Política
Projeto na Câmara de Canoas propõe isenção da tarifa de esgoto para imóveis sem ligação à rede pública

O vereador Rodrigo D’Avila (NOVO) protocolou na Câmara Municipal de Canoas um projeto de lei que propõe a isenção da cobrança da tarifa de esgoto em casos em que o imóvel não consegue se conectar à rede pública por limitações técnicas.
Segundo o texto, a medida vale para residências e estabelecimentos que estejam em situação de desnível em relação à tubulação da rua, o que impede o escoamento natural do esgoto. Nesses casos, a ligação só seria possível com uso de sistemas de bombeamento, o que pode gerar custos considerados altos pelos moradores.
O projeto prevê que a isenção seja concedida mediante comprovação técnica da inviabilidade de ligação, por meio de laudo assinado por profissional habilitado ou declaração da concessionária responsável pelo serviço. O benefício deixaria de valer caso a conexão passe a ser possível com eventuais obras ou adequações na rede.
A proposta também abre a possibilidade de devolução ou compensação de valores pagos nos últimos cinco anos por consumidores que comprovarem que já estavam nessa condição de impossibilidade técnica no período.
Na justificativa, o vereador cita o contrato de concessão que prevê a não cobrança quando não há condições de ligação, além de princípios do Código de Defesa do Consumidor e decisões adotadas em outros municípios.
O projeto agora segue para análise das comissões permanentes da Câmara antes de ser apreciado pelos vereadores.
Política
Vereador Jefferson Otto recorre à Justiça contra o PSD após alegar perseguição política

O vereador de Canoas Jefferson Otto ingressou com uma ação judicial contra o Partido Social Democrático (PSD), alegando ter sido alvo de discriminação pessoal dentro da sigla.
Segundo o parlamentar, os problemas teriam começado após o partido passar a integrar a base do governo municipal, em meados de 2025. De acordo com Otto, desde então seu mandato teria sofrido restrições relacionadas ao exercício das atividades legislativas.
Entre os pontos citados pelo vereador estão a exclusão de comissões especiais, a impossibilidade de apresentar emendas a projetos incluídos na ordem do dia, dificuldades para protocolar pedidos de adiamento de votação e situações de exposição pública que, segundo ele, teriam causado constrangimento.
Em nota, Jefferson Otto afirmou que buscou a via judicial por considerar que não havia outra alternativa para enfrentar a situação.
“Desde que o partido entrou na base do Governo, em meados de 2025, eu passei a sofrer prejuízo das minhas prerrogativas parlamentares que culminaram, por exemplo, na exclusão de participação em comissões especiais, impossibilidade de apresentação de emendas em projetos que constam na ordem do dia, impossibilidade de apresentação de pedidos de adiamento de votação, exposição e constrangimento público, entre vários outros fatores. Dessa forma, não me restou outra alternativa que não buscar a via judicial. Sigo de cabeça erguida e com a certeza que a Justiça vai reparar esse prejuízo que o partido impõe ao meu mandato atualmente”, declarou.
Política
Câmara aprova texto-base de PEC que altera jornada de trabalho e prevê fim gradual da escala 6×1

A comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, 27, o texto-base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada semanal de trabalho e estabelece mudanças na escala 6×1. O parecer do relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), recebeu 34 votos favoráveis e 4 contrários.
A proposta ainda precisa ser analisada pelo plenário da Câmara em dois turnos e, para ser aprovada, deve alcançar ao menos 308 votos. Em seguida, seguirá para o Senado Federal.
O texto fixa a jornada máxima em 8 horas diárias e 40 horas semanais e prevê redução gradual de até quatro horas na carga semanal. A implementação será feita em duas etapas, ao longo de até 14 meses após a promulgação da PEC. O fim da escala 6×1, com garantia de duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação.
A proposta também prevê exceções para determinadas categorias e estabelece que trabalhadores com diploma de nível superior e remuneração acima de cerca de R$ 21,1 mil ficarão fora das novas regras de jornada e controle de ponto.
O texto foi resultado de acordo entre diferentes propostas em discussão na Câmara e passou por negociações envolvendo governo, parlamentares e representantes do setor produtivo.

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