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05/05/2026
 

Saúde

Justiça concede decisão favorável à Prefeitura de Canoas contra Simers, que se manifesta em nota

Redação

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Médicos dos três hospitais de Canoas condicionam aceitar pagamento de dezembro em parcelas à quitação em dia das próximas remunerações

Em decisão favorável à Prefeitura de Canoas, emitida na terça-feira, 19, a juíza da 4° Vara Cível do Foro de Canoas determinou que o Simers não mobilize os médicos PJ a realizar qualquer tipo de paralisação nos atendimentos hospitalares na cidade.

O mandado foi entregue ao sindicato em regime de plantão ainda na quarta-feira, 20, e deverá ser cumprido, sob pena de multa de R$ 10 mil por descumprimento.

Sobre a decisão

Conforme a gestão municipal, a decisão se baseia na “ilegalidade dos movimentos praticados pelo Simers e no fato do município estar cumprindo rigorosamente os cronogramas de pagamento estabelecidos em contrato para os profissionais do Hospital de Pronto Socorro e do Hospital Nossa Senhora das Graças”.

A nota da Prefeitura ainda diz que, “nas últimas semanas, a juíza já havia emitido duas decisões favoráveis ao Município, garantindo a suspensão das paralisações e a garantia do pleno atendimento médico-hospitalar na cidade”.

Nota do Simers

O jornal O Timoneiro entrou em contato com o  Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), que enviou a seguinte nota sobre o assunto:

“O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) esclarece que sempre pautou suas ações pela defesa e proteção dos médicos e pela garantia de um atendimento digno e qualificado à população.

Destaca que em relação às reivindicações dos médicos do Hospital Pronto Socorro de Canoas (HPSC) deve ser observado o grave descumprimento contratual por parte da Prefeitura de Canoas e das proposições acordadas em audiência de mediação e que, mesmo diante do flagrante desrespeito, estamos seguindo a decisão da 4ª Vara Cível do Foro de Canoas, entretanto, reiterando nosso compromisso com a defesa incansável da categoria médica.

É importante chamar a atenção para o fato de que a referida decisão desconsidera a realidade enfrentada pelos médicos do HPSC – à qual se refere -, assim como de todo o município, que frequentemente têm seus pagamentos atrasados e estão submetidos a condições de trabalho precárias. Essa postura coloca em risco não apenas a subsistência dos profissionais, mas também a adequação dos serviços de saúde à população. Os médicos, não podem ser obrigados a trabalhar sem a garantia de receber seus honorários de forma justa e pontual, o que é uma afronta aos seus direitos fundamentais.

O Sindicato reforça que cumpre todas as decisões judiciais, mas está adotando todas as medidas legais e recursos cabíveis para reverter todas as determinações que considere injusta e em dissonância com a realidade dos fatos. Já foi enviado relatório sobre os vencimentos para a Magistrada e aguardamos resposta. A atuação do Simers visa assegurar condições dignas de trabalho e não pactuar com a precarização dos serviços de saúde ou com a desvalorização dos médicos.

 

Saúde

Organização Mundial da Saúde investiga possível surto de hantavírus em cruzeiro com três mortes

Redação

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Imagem ilustrativa

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que está investigando um possível surto de hantavírus a bordo de um cruzeiro no Oceano Atlântico, após a morte de três pessoas.

Segundo a entidade, seis passageiros apresentaram sintomas da infecção durante a viagem. Até o momento, apenas um caso foi confirmado em laboratório, enquanto os outros cinco seguem como suspeitos. Entre os infectados, três morreram e uma pessoa permanece internada em estado grave, em uma unidade de terapia intensiva na África do Sul.

Em comunicado divulgado no domingo, 3, a OMS, vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU), afirmou que o caso ainda está sob análise e que as investigações seguem para identificar a origem das infecções.

O que é o hantavírus

O hantavírus é uma infecção transmitida principalmente por roedores silvestres. A contaminação ocorre, na maioria das vezes, pela inalação de poeira com urina, fezes ou saliva desses animais. Também pode acontecer pelo contato direto com mucosas ou por mordidas.

Em casos mais graves, a doença pode evoluir para a síndrome pulmonar por hantavírus, que compromete o sistema respiratório e pode ser fatal.

De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), os sintomas podem aparecer até oito semanas após a exposição e incluem febre, dores musculares e fadiga.

Autoridades de saúde destacam ainda que fatores como desmatamento, expansão urbana e aumento da população de roedores podem contribuir para o surgimento de novos casos da doença.

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Saúde

Anvisa proíbe repelentes e protetores solares da Henlau Química por irregularidades na fabricação

Redação

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, na quarta-feira, 29, a proibição da fabricação, distribuição, venda, divulgação e uso de repelentes e protetores solares produzidos pela Henlau Química. A decisão foi tomada após a identificação de que os produtos estavam sendo fabricados com fórmula diferente da autorizada.

Devem ser recolhidos do mercado os seguintes itens:

Repelente Gel Baby Amorável

Sunlau FPS 30 – loção de proteção solar UVA/UVB com vitamina E

Protetor Solar FPS 30 Wurth

Sunlau Spray repelente Deet

Needs Repelente de Insetos com Icaridina Spray Kids

Needs Repelente de Insetos com Icaridina Gel Kids

Consumidores que possuam algum desses produtos devem entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) indicado nos rótulos.

A medida foi oficializada por meio da Resolução RE nº 1.743/2026, publicada no Diário Oficial da União, que também determinou o recolhimento e proibiu a fabricação, comercialização e uso de todos os cosméticos produzidos pela empresa.

De acordo com a Anvisa, uma inspeção realizada entre os dias 14 e 17 de abril constatou o descumprimento das normas previstas na RDC nº 48/2013, que estabelece as boas práticas de fabricação para produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes.

Durante a fiscalização, também foram identificadas falhas na produção de saneantes, em desacordo com a RDC nº 47/2013, que trata das boas práticas para esse tipo de produto. Diante das irregularidades, a agência determinou ainda a suspensão da fabricação desses itens.

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Saúde

UTI neonatal do Hospital Fêmina retoma atendimentos após surto de superbactéria em Porto Alegre

Redação

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A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal do Hospital Fêmina, em Porto Alegre, retomou o atendimento a pacientes após ficar mais de dez dias fechada.

A interrupção ocorreu devido ao controle de um surto causado por uma superbactéria. Durante o período, foram adotadas medidas de contenção e desinfecção no setor. Com a normalização do ambiente, a unidade voltou a operar regularmente.

Relembre o caso

Um recém-nascido extremamente prematuro, com 26 semanas de gestação, morreu após testar positivo para a bactéria na UTI Neonatal do hospital.

O microrganismo, classificado como pan-resistente, foi identificado no dia 16. Ao todo, 34 pacientes estavam internados na unidade no momento do surto. Quatro bebês testaram positivo, incluindo o recém-nascido que morreu. Os outros três permanecem em estado estável, isolados e sob acompanhamento exclusivo.

Diante da situação, o hospital suspendeu novas internações e passou a encaminhar gestantes de alto risco para outras maternidades da Capital.

Segundo o Grupo Hospitalar Conceição, responsável pela unidade, os órgãos de saúde foram notificados e as equipes seguem atuando para evitar novos casos. A Secretaria Municipal e a Secretaria Estadual de Saúde também acompanham a situação e auxiliam no redirecionamento de pacientes.

Superbactéria

Acinetobacter baumannii é um patógeno associado a infecções hospitalares, com maior risco em pacientes internados por longos períodos e com o sistema imunológico fragilizado. A bactéria também apresenta resistência a antibióticos de última linha, como os carbapenêmicos, o que dificulta o tratamento e aumenta o risco de complicações.

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