Rodrigo de Souza: “Das incertezas às novas expectativas para Canoas”

Opinião OT

Rodrigo de Souza

Das incertezas às novas expectativas para Canoas

Para se curar de um vício, o primeiro passo é admiti-lo, e o Canoense, pelo menos alguns deles, adquiriram o estranho hábito de proteger pessoas suspeitas, investigadas e muitas vezes culpados, justificando as suas ações ilícitas. Na política não é diferente, o velho e repugnante ditado popular do “rouba, mas faz”, tem sido cada vez mais justificativa para sanar as ações de muitos políticos e gestores. A justiça no Brasil também tem contribuído para essa lenda, afinal, muitas vezes é sabido das ações de políticos que escondem seus patrimônios ou desviam verbas para o bem próprio, mas como ele faz algo aparentemente bom para a população, o eleitor fazia vista grossa.

No entanto, cresce de maneira acelerada o número de pessoas críticas, que não se contentam com a corrupção, com falta de cuidados com a coisa pública. Para entender que tudo, exatamente tudo que envolve política e o que a mantém, vem do trabalho e do esforço de cada um de nós, através dos impostos que pagamos, esse é o primeiro passo. Quem ocupa cargo público e desvia uma caneta ou milhões em verbas é criminoso sim, deveria ter o bom senso de provar sua inocência afastado do cargo que ocupa. Essas pessoas, as críticas, bons cidadãos canoenses, existem e estão aos poucos se organizando – ainda bem, por que vamos precisar – no último sábado, algumas pessoas receberam o convite para participar de uma conversa com, comerciantes principalmente, preocupados de verdade com a cidade, unidos em prol de uma Canoas melhor, nota-se que já estão pensando em 2024, pode até parecer precoce, com uma eleição geral se aproximando em outubro deste ano, contudo com uma cidade virtualmente perfeita, que gasta milhões em propagandas e maquiagem, e a mesma cidade no mundo real com a saúde um verdadeiro caos, desconfiança, prefeito afastado por suspeita de corrupção e uma violência diária, ainda que se insista que o crime tenha desaparecido. A principal meta é buscar alternativas na sociedade civil organizada para sanar algumas questões que a gestão do município insiste em não ver, talvez dali saía novas lideranças que Canoas tanto precisa para não voltar às opções já testadas. A Democracia deve ser horizontal e priorizar a renovação, para que a cidade não caia em um feudo ou vire terra de soberanos protegido por seus vassalos, mesmo estando errado.

O fato é que há duas cidades, uma onde colaboradores e comissionados vivem uma realidade virtual e positiva com aplausos e cerimônias, a outra é a nossa realidade, de saúde inexistente, onde um exame pode demorar 1 ano, com hospitais com intervenção, funcionários públicos ignorados e as incertezas do que acontece em nossa terra. Precisamos de novos quadros políticos, com raízes em Canoas, que tenham como objetivo cuidar da cidade, não só projeção ou projetos pessoais de poder, precisamos de uma pessoa que compartilhe a gestão com sabedoria e humildade, acredito que naquele grupo há muitas pessoas com esse perfil,  já é o segundo passo.

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